quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Capítulo 64

Fer: como assim o que é isso? É um roxo ué. 

Luan: quem fez isso Fernanda? - me
olhou apavorado.

Fer: uma pessoa ai, não importa.

Luan: como não importa? A pessoa te bateu? - me olhou preocupado.

Fer: nã... não. - entrei em casa e ele veio atrás.

Luan: não mente pra mim, vai ser pior.

Fer: me bateu, satisfeito? - parei e o olhei.

Luan: quem? 

Fer: eu não sei, não conheço.

Luan: aah claro, do nada alguém parou você e te bateu. Super normal, vejo isso todo dia.

Fer: foi tipo isso. Eu acho que eram suas fãs, eu tava voltando pro carro, quando elas me pararam e começaram a me acusar de um monte de coisa. Aí uma delas, segurou meu braço e deu  tapa na minha cara. 

Luan: sério? - me olhou desconfiado.

Fer: não não, inventei sabe?! Amo inventar que pessoas me batem.

Luan: isso ta errado, eu tenho que falar com elas.

Fer: não Rafael, não precisa. Vão achar que a gente tem alguma coisa ainda. E elas estavam falando que eu tava inventando sobre o Bê ser seu filho e tals.

Luan: como elas sabem que ele é meu filho?

Fer: não sabem, mas desconfiam né?!!

Luan: já ta hora de falar né?

Fer: não sei, faz o que você quiser. Agora já pode ir...

Luan: grossa - deu um beijo na testa de Bernardo e saiu.

Como já eram umas 13:30 resolvi me arrumar pra almoçar fora e depois ir até o cemitério com o Bê. Deixei ele no moisés, assistindo no iPad um desenho qualquer, só pra ele se entreter enquanto eu tomava banho.

Tomei um banho bem rápido e de roupão mesmo, arrumei Bernardo , coloquei ele de novo pra assistir o tal desenho e fui me trocar:



Depois que nós dois estávamos prontos, fomos pro carro, estava colocando Bernardo na cadeirinha dele, quando Bruna saiu de sua casa e assim que me viu, veio até mim.

Bruna: onde vocês vão? - chegou do meu lado.

Fer: almoçar em algum lugar, e depois vou no cemitério.

Bruna: porque amiga? Alguém morreu?

Fer: não, quer dizer, sim... Morreu a quinze anos. A minha mãe - sorri de lado.

Bruna: aai amiga, sinto muito. Mas não quer que eu vá junto?

Fer: não precisa amiga, nem vou demorar, vou rapidão lá.

Bruna: mas...

Fer: é sério, não precisa, juro.

Bruna: então ta - sorriu - quando voltar pra ca me liga.

Fer: ligo sim.. Beijos.

Bruna: beijo.

Fomos almoçar, na verdade eu. Bernardo ficou no bebe conforto, em cima de uma cadeira, fui no subway mesmo. 

Depois passei em uma floricultura e quando estava entrando no carro, pra ir pro cemitério, Luan me ligou.

Luan: Oii, onde você ta?

Fer: no carro.

Luan: mas em que local?

Fer: em uma floricultura.

Luan: qual? Me fala o endereço, e me espera ai.

Fer: como assim? Eu to indo pro cemitério agora, não da.

Luan: me espera, pra mim ir com
vocês, já sai do condomínio.

Fer: pra que isso?

Luan: já são quase cinco horas, é perigoso ir no cemitério uma hora dessas.

Fer: eu não me import... - me interrompeu.

Luan: cala a boca e me manda a localização pelo whats, tchau.

Bufei, e mandei logo. Não estava entendendo nada, porque ele estava agindo assim comigo? Preocupado? Não viaja Maria Fernanda, deve estar preocupado com o seu filho, isso sim.

Já tinha se passado uns 30 minutos, e eu estava sem paciência nenhuma. Quando eu acho que não podia piorar o Bernardo começa a chorar. Normal, se eu não estava com paciência, imagina ele.

Olhei pra trás e tentava o acalmar de todas as formas possíveis, mas nenhuma dava certo. Bufei, era tudo culpa do Rafael.

Tirei Bernardo da cadeirinha e comecei a brincar e conversar com ele, que foi se acalmando, e agora gargalhava. Decidi que iria sem Luan mesmo, com um pouco de dificuldade coloquei Bê no seu devido lugar, e já ia manobrando o carro para tirá-lo dali, quando me assusto com algum ser batendo na janela do carro.

Fer: filho da mãe - falei brava e destravei o carro.

Luan: tava fugindo né? 

Fer: mas é claro, depois de quase uma hora. - disse irritada - vai deixar seu carro aí? 

Luan: sim, depois a gente volta pra pegar ele.

No som do carro, estava com o CD do Lucas Lucco, quando Luan viu que eu sabia a maioria das músicas fez careta e me olhou.

Luan: vai ajudar a concorrência mesmo? 

Fer: pensei que fossem amigos. - estranhei, afinal eles eram mesmo.

Luan: e somos, mas ele continua sendo concorrente.

Fer: para de bobeira, agora que eu já comprei o CD e o DVD, eu já ajudei, então só me resta ouvir.

Luan: o DVD também? Você não tem nem um CD meu, e dele tem o CD e o DVD ainda? Sacanagem.

Fer: aah, mas ele canta bem ué, eu gosto das musicas dele.

Luan: eu não canto bem? Minhas musicas não são boas? - dizia inconformado.

Fer: canta mais ou menos, e suas musicas são até que boazinhas.

Luan: boazinhas é o escambau. - resmungou irritado e eu segurava pra não rir.

Fer: mas a minha opinião nem importa né? Sou só mais uma.

Luan: quem disse isso? 

Fer: você. Vai falar que sou mentirosa também?!

Luan: essa Bruna é uma fofoqueira mesmo.

Fer: você que falou que ela podia me contar tudo.

Luan: não pensei que ela fosse levar ao pé da letra.

...

Chegamos no cemitério e já se passavam das 18:00 horas, Luan ficou aflito já que estava meio escuro.

Fer: então fica com o Bê aqui, que eu vou lá rapidão e volto.

Luan: cê ta louca? - arregalou os olhos - vamos logo, se não vai escurecer mais.

Estava caminhando pro lugar onde ficava o caixão da minha mãe e a cada passo que a gente dava, ele reclamava que era muito longe, e que podíamos nos perder. 

Fer: se você não calar a porra dessa boca, eu vou esquecer que o meu filho está aqui, e vou te bater. 

Luan: desculpa, mas é porque...

Fer: só fica quieto.

Caminhamos mais um pouco e enfim chegamos, fiquei cerca de uns 20 minutos lá, rezando, acendi algumas velas e deixei as flores. Já eram 19:35 quando estávamos voltando, Luan ia mais depressa que tudo, já que estava a noite de verdade agora

Luan: aí meu Deus - me olhou aflito - eu vi um vulto.

Fer: para com isso e vamos logo - falei tentando não transparecer o medo que eu também sentia.

Luan: eu to falando sério, acho melhor a gente correr. 

Fer: já estamos chegando na saída, não a necessidade - não estávamos tão perto assim da saída.

Luan foi resmungando o caminho inteiro, e quando nós já víamos o portão da saída, apareceu uns 4 seres esquisitos. Eram humanos, mas estranhos, com roupa de bruxos, os olhos deles eram de cores fora do comum, tipo rosa, vermelho. E um deles carregava uma faca extremamente gigante.

Quando Luan viu eles, deu um grito, tão de gay, que eu não sabia se ria ou chorava.

 - O que fazem no nosso território? Como ousam entrarem neste local, no nosso horário?

Luan: desculpa moço, mas só fomos visitar o caixão da mãe dela, que morreu faz quinze anos. Estávamos indo embora já, será que pode deixar a gente sair? - eu abracei Bernardo que graças a Deus dormia nos meus braços.

- A gente pode até deixar - uma menina falou dessa vez - com uma condição?

Fer: qual? - indaguei com receio.

- Tem que deixar o bebê com a gente - sorriu e todos os outros concordaram.

Luan: oi? 
 




OIIIE GURIAS E GURIS, HOJE TA MEIO PEQUENO, MAS EU QUERO DEIXAR VOCÊ CURIOSAS(OS)... 
O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER GENTEN? NO SEI.
QUERO MUITOS COMENTÁRIOS, BEIJOCAS 

6 comentários:

  1. Minha Nossa, quem são esses seres malucos? Pqp. Tomara que não aconteça nada com o Ber. Continua

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  2. kkkkkkkk luan se cagando de medo so rindokkkkkkkkkkk tomara que nao aconteça nada com o be continua bjs Ana

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  3. Você vai me mata de curiosidade e não vou saber o final :( aí que bom que a Fernanda disse a verdade pro Luan.

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  4. adoro sua fic *-* continua logo , to morta de curiosidade

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  5. Só eu q acho q no meio desse povo doido tá a Isa e a Bruna??? kkkkkkk

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  6. Que curiosidade que eu to ;/ ' posta logo

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