Luan: Fernanda, vamos lá para a frente. Os convidados já
vão começar a chegar.
Fer: estou indo. – disse e ele foi na frente com Ber.
Ficamos quase uma hora recebendo os convidados, mas
Bernardo começou a ficar irritado e como nós também estávamos cansados de ficar
ali, decidimos entrar. Me assustei com a quantidade de gente que tinha assim
que entrei, estava lindo a decoração, tinha até um pequeno parque para as
crianças maiores:
Isa: deixa eu levar meu
afilhado para brincar também – pegou ele no colo – vou no parque com ele. –
piscou e saiu.
Olhei para o lado, e Luan já não
estava lá, suspirei e vi Bru me chamando com a mão, para ir até a mesa que ela
estava com as amigas e uns meninos.
Bruna: amiga, senta aqui com a
gente. – assenti e sentei.
Fer: oii gente. – sorri e uma
das meninas já começou a puxar papo comigo.
Bruna Paiva: você canta? A Bru
me disse que sim.
Fer: tento na verdade – sorri amarelo
– canto bem pouco, essa Bruna fica abrindo a boca. – rimos.
Bruna: mas você canta bem sim
Fer, todo mundo fala. Quando tiver um churrasco lá em casa, a Fer canta e vocês
vão ver.
- Você toca também? – um menino
perguntou.
Fer: toco, violão e um
pouquinho de piano.
Bruna Paiva: nossa, que legal.
O Luan que te ensinou a toca violão ou você já sabia antes de conhecer ele?
Fer: eu já sabia antes.
- Senhora, tem um homem lá
fora querendo entrar, disse que é seu convidado e insistiu para que te
chamasse. – um homem da organização falou. – deseja que eu mande ele embora?
Fer: não, pode deixar que eu
vou lá ver quem é. – sorri e pedi licença para o pessoal, indo até a entrada.
Luan ON
Estava em uma mesa com alguns
amigos, e vi Fer indo sentar junto com a Piroca, logo ela se enturmou e eu
desviei minha atenção, quando olhei de novo, um dos seguranças falava com ela.
Ela disse alguma coisa a ele, e foi até a entrada.
Luan: já volto aí gente. – me levantei
e fui até o segurança. – algo de errado?
- Não senhor. – estranhou
Luan: cadê a Fer?
- Ela foi lá na entrada, um
homem quer entrar sem estar na lista de convidados.
Luan: aah sim, vou lá com ela.
– ele assentiu e eu fui até a entrada do salão.
Quando cheguei, nenhum dos
dois perceberam minha presença, fiquei parado tentando ouvir o que eles
conversavam.
Fer: o que você faz aqui? –
ela disse nervosa.
- Vim prestigiar o aniversário
do seu filhinho ué, não posso?
Fer: não. Já não bastou acabar
com a minha vida seu idiota. Vai embora agora, ou eu...
- Ou você o que? Não tem ninguém
aqui além de nós dois, eu posso te levar que ninguém vai perceber sua otária.
Fer: eu vou gritar.
- Ahh vai? Então grita, pode
gritar.
Luan: não precisa. – cheguei
perto deles e Fernanda me olhou arregalada. – quem é você? – franzi a testa.
- Você não sabe? – neguei – não
acredito que não contou ao seu namoradinho Maria Fernanda.
Fer: não te interessa babaca.
Vai embora por favor...
- Eu não to afim, quero ficar
mais um pouco, olhar para cara daquele... – fingiu pensar – daquela criança que
está lá dentro.
Luan: por acaso você está
falando do meu filho? – eu já estava nervoso.
- Nossa, você é até que
esperto né?
Fui para cima dele, e Fernanda
tentava me empurrar, só ouvia ela pedindo para que parássemos e alguns
seguranças chegando separando a briga.
Fer: leva essa cara daqui, por
favor. – seus olhos lacrimejavam.
- Isso não vai ficar assim, não
vai mesmo. Vai ter volta, idiotas.
Fer: merda. – ela sussurrou e
já ia indo em direção ao salão, mas eu segurei seu braço.
Luan: quem é esse cara?
Fer: ninguém Rafael, ninguém.
Luan: como assim ninguém? Me
parece que você sabia quem ele era.
Fer: não entra nisso Luan,
deixa que eu resolvo ok? Não tem a ver com você.
Luan: você sabe que eu vou descobrir,
então é melhor me falar logo.
Fer: jura que não vai se
meter?
Luan: depende.
Fer: não Rafael, tem que
prometer.
Luan: ta bom, eu prometo,
agora diz logo.
Fer: é aquele do aborto. –
arregalei os olhos – e nem me pergunta como ele sabe o número do meu celular,
como ele descobriu o lo... – a interrompi.
Luan: como assim o número do
seu celular? Ele te ligou?
Fer: quem disse?
Luan: eu to perguntando ué, te
ligou ou não?
Fer: ele me ligou de manhã,
disse várias coisas, mas só isso.
Luan: bom saber. – disse sério,
já ia saindo dali quando ela me parou.
Fer: Luan, você prometeu. Não
é para fazer nada, você me deu sua palavra.
Luan: depois a gente conversa.
Fer: não quero, você não vai
fazer nada né?
Luan: eu sei o que eu faço ta?
Confia em mim caramba.
Bruna: eei pombinhos, estão
sentindo falta de vocês, daqui a pouco já vão cantar os parabéns.
Fernanda ON
Voltamos para a festa, e eu
fui brincar um pouco com Bê, depois fiquei conversando com um monte de gente,
quando vi que Bernardo já estava manhoso querendo dormir, decidi cantarmos os parabéns
logo, se não ele dormiria ou ficaria irritado depois.
Cantamos os parabéns e ele
amou, não parava de bater palma, o bolo foi servido e varia pessoas vinham
paparicar Bernardo, meu braço já doía de tanto segurar ele, não via a hora dele
começar a andar. Ele começou a ficar irritado e a chorar, decidi ir embora, já
que ainda tinha bastante gente que ficaria até mais tarde por aí.
Mari: deixa que ele vai comigo
para casa querida, fica e aproveita mais.
Fer: não tia, já estou cansada
também. Não aguento mais ficar em pé, prefiro ir dormir mesmo.
Mari: tem certeza? Não será um
incomodo para nós, a gente até gosta.
Fer: tenho tia, nem fiquei com
meu príncipe hoje também, vou pra casa mesmo. – sorri e ela se deu por vencida,
fui até Luan avisar ele. – vou embora com Bê, ela já ta dormindo. – olhei pra
ele em meus braços.
Luan: eu vou com vocês, espera
só um pouquinho, pra mim se despedir da galera.
Fer: não Luan, não precisa. A
Isa, trouxe o meu carro, eu vou sozinha mesmo.
Luan: precisa sim, me espera
no meu carro – deu a chave dele – preciso conversar com você – devolve a chave
do seu carro pra Isa.
Decidi fazer o que ele tinha
pedido, devolvi minha chave pra Isa, e fui para o carro de Luan, decidi levar Bernardo
no colo mesmo, já que era só até a minha casa, e a festa era no salão do nosso condomínio
mesmo.
...
Fer: pronto, já pode voltar
pra festa. – disse abrindo a porta e ele segurou meu braço.
Luan: eu preciso conversar com
você, vou ficar com você. – dei de ombros e sai do carro.
Depois de dar banho, trocar a
roupa e dar a “dedeira” dele, Luan disse que o faria dormir, aproveitei pra ir
tomar banho, logo depois coloquei um pijama, quando saí do closet, dei de cara
com Luan sentado na minha cama.
Fer: o que tanto você quer conversar?
– sentei do seu lado.
Luan: sobre duas coisas, a
primeira, é que quero contratar um segurança pra vocês. – falou normal.
Fer: oi? Ta louco?
Luan: é sério, você não viu o
que aquele cara falou hoje? Ele vai voltar a qualquer hora, e pode fazer alguma
coisa com vocês. Vocês precisam.
Fer: eu não quero Luan, nem
pensar. Não quero um brutamonte me seguindo como se fosse a minha sombra.
Luan: não perguntei se você quer
ou não, vai ter um segurança. – bufei.
Fer: não quero e não quero. Eu
vou mandar o cara embora, eu não to brincando.
Luan: pensa no seu filho então
muie, não é só você que vai correr perigo.
Fer: então, esse cara só vai
junto quando o Bernardo for sair comigo, caso ele fique com sua mãe, o homem não
vai.
Luan: então ta, se você prefere
não ficar segura, beleza. Segunda mesmo eu ligo pra alguém, um bem feio. –
revirei os olhos.
Fer: o que mais você quer?
Luan: eu quero falar sobre a
guarda do Bernardo. – suspirei.
Fer: então você não desistiu? –
temia sua resposta.
Luan: é claro que não, mas eu não
vou entrar na justiça agora, só mais para a frente, mas eu só quero que você se
prepara e não fiquei com raiva de mim.
Fer: impossível.
Luan: devia ter pensado nisso,
antes de esconder o meu filho de mim não é mesmo?
Fer: será que você nunca vai
me perdoar caramba? Toda vez que surgir a oportunidade vai jogar na minha cara,
é isso mesmo?!
Luan: eu devia, não foi legal
o que você fez, não foi.
Fer: eu tinha meus motivos. –
fechei o olho chorando.
Luan: MOTIVOS? Quais eram os
seus motivos? Eu quero ouvir, porque até agora eu não sei, ou melhor, não tem
motivo... – ele me olhou nervoso – foi só egoísmo.
Fer: antes fosse Rafael, antes
fosse. Eu quero que você saia da minha casa agora, não quero ficar falando
sobre isso.
Luan: você foi inconsequente,
eu vou embora mesmo. Não aguento olhar pra essa cara fingida.
Fer: mas que PORRA. Eu já entendi
o quanto você me odeia ok? Mas se você quer saber os meus motivos, ai vai... –
me interrompeu.
Luan: não quero mais mentiras,
não quero mais ouvir. Vou embora, amanhã venho buscar o meu filho. Quero passar
o dia com ele, segunda eu já viajo de novo. – falou bravo e saiu batendo a
porta.
Idiota, ele era um idiota. O
odiava. Peguei algum objeto de vidro e joguei na parede, peguei meu violão,
talvez me acalmasse, comecei a cantar uma música que tinha feito a muito tempo.
Quando eu te vi fechar a porta eu pensei
Em me atirar pela janela do 8º andar
Onde a dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T
olhar no espelho o seu cabelo
Falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer
E ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz
Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom
Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você
Quando eu te vi fechar a porta eu pensei
Em me atirar pela janela do 8° andar
Em vez disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar
Em me atirar pela janela do 8º andar
Onde a dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T
olhar no espelho o seu cabelo
Falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer
E ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz
Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom
Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você
Quando eu te vi fechar a porta eu pensei
Em me atirar pela janela do 8° andar
Em vez disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar
Terminei de cantar e lagrimas
escorriam pelo me rosto, deixei o violão no chão mesmo e me joguei na cama
chorando, me cobri toda e quando estava prestes a dormir recebi uma mensagem.
Terminei de cantar e lagrimas
escorriam pelo me rosto, deixei o violão no chão mesmo e me joguei na cama
chorando, me cobri toda e quando estava prestes a dormir recebi uma mensagem.
“Pelo menos ainda canta bem”
“De quem é essa música?”
“Não interessa, e é melhor
parar de ouvir atrás da portar”
“bipolar”
“idiota”
“idiota”
“babaca”
“te odeio”
“não tenho tanta certeza disso ;)”
“te odeio”
“não tenho tanta certeza disso ;)”
OIII GAAROTAS, QUERO COMENTÁRIOS OK? OK.
CAPÍTULO QUE VEM,
VAI COMEÇAR A FICAR MAIS LEGAL, SÉRIO...
AAH, O NOME DA
MÚSICA QUE A FER CANTOU AGORA NO FINAL, É OITAVO ANDAR DA CLARICE FALCÃO, AMO
AS MÚSICAS DELA E COM CERTEZA VOCÊS VÃO VER MUITO VARIAS POR AQUI, BEIJÃO.




Continuaaa 🙏
ResponderExcluirCap PERFEITO