segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Capítulo 70

Luan: Fernanda, vamos lá para a frente. Os convidados já vão começar a chegar.

Fer: estou indo. – disse e ele foi na frente com Ber.


Ficamos quase uma hora recebendo os convidados, mas Bernardo começou a ficar irritado e como nós também estávamos cansados de ficar ali, decidimos entrar. Me assustei com a quantidade de gente que tinha assim que entrei, estava lindo a decoração, tinha até um pequeno parque para as crianças maiores:






Isa: deixa eu levar meu afilhado para brincar também – pegou ele no colo – vou no parque com ele. – piscou e saiu.

Olhei para o lado, e Luan já não estava lá, suspirei e vi Bru me chamando com a mão, para ir até a mesa que ela estava com as amigas e uns meninos.

Bruna: amiga, senta aqui com a gente. – assenti e sentei.

Fer: oii gente. – sorri e uma das meninas já começou a puxar papo comigo.

Bruna Paiva: você canta? A Bru me disse que sim.

Fer: tento na verdade – sorri amarelo – canto bem pouco, essa Bruna fica abrindo a boca. – rimos.

Bruna: mas você canta bem sim Fer, todo mundo fala. Quando tiver um churrasco lá em casa, a Fer canta e vocês vão ver.

- Você toca também? – um menino perguntou.

Fer: toco, violão e um pouquinho de piano.

Bruna Paiva: nossa, que legal. O Luan que te ensinou a toca violão ou você já sabia antes de conhecer ele?

Fer: eu já sabia antes.

- Senhora, tem um homem lá fora querendo entrar, disse que é seu convidado e insistiu para que te chamasse. – um homem da organização falou. – deseja que eu mande ele embora?

Fer: não, pode deixar que eu vou lá ver quem é. – sorri e pedi licença para o pessoal, indo até a entrada.

Luan ON

Estava em uma mesa com alguns amigos, e vi Fer indo sentar junto com a Piroca, logo ela se enturmou e eu desviei minha atenção, quando olhei de novo, um dos seguranças falava com ela. Ela disse alguma coisa a ele, e foi até a entrada.

Luan: já volto aí gente. – me levantei e fui até o segurança. – algo de errado?

- Não senhor. – estranhou

Luan: cadê a Fer?

- Ela foi lá na entrada, um homem quer entrar sem estar na lista de convidados.

Luan: aah sim, vou lá com ela. – ele assentiu e eu fui até a entrada do salão.

Quando cheguei, nenhum dos dois perceberam minha presença, fiquei parado tentando ouvir o que eles conversavam.

Fer: o que você faz aqui? – ela disse nervosa.

- Vim prestigiar o aniversário do seu filhinho ué, não posso?

Fer: não. Já não bastou acabar com a minha vida seu idiota. Vai embora agora, ou eu...

- Ou você o que? Não tem ninguém aqui além de nós dois, eu posso te levar que ninguém vai perceber sua otária.

Fer: eu vou gritar.

- Ahh vai? Então grita, pode gritar.

Luan: não precisa. – cheguei perto deles e Fernanda me olhou arregalada. – quem é você? – franzi a testa.

- Você não sabe? – neguei – não acredito que não contou ao seu namoradinho Maria Fernanda.

Fer: não te interessa babaca. Vai embora por favor...

- Eu não to afim, quero ficar mais um pouco, olhar para cara daquele... – fingiu pensar – daquela criança que está lá dentro.

Luan: por acaso você está falando do meu filho? – eu já estava nervoso.

- Nossa, você é até que esperto né?

Fui para cima dele, e Fernanda tentava me empurrar, só ouvia ela pedindo para que parássemos e alguns seguranças chegando separando a briga.

Fer: leva essa cara daqui, por favor. – seus olhos lacrimejavam.

- Isso não vai ficar assim, não vai mesmo. Vai ter volta, idiotas.

Fer: merda. – ela sussurrou e já ia indo em direção ao salão, mas eu segurei seu braço.

Luan: quem é esse cara?

Fer: ninguém Rafael, ninguém.

Luan: como assim ninguém? Me parece que você sabia quem ele era.

Fer: não entra nisso Luan, deixa que eu resolvo ok? Não tem a ver com você.

Luan: você sabe que eu vou descobrir, então é melhor me falar logo.

Fer: jura que não vai se meter?

Luan: depende.

Fer: não Rafael, tem que prometer.

Luan: ta bom, eu prometo, agora diz logo.

Fer: é aquele do aborto. – arregalei os olhos – e nem me pergunta como ele sabe o número do meu celular, como ele descobriu o lo... – a interrompi.

Luan: como assim o número do seu celular? Ele te ligou?

Fer: quem disse?

Luan: eu to perguntando ué, te ligou ou não?

Fer: ele me ligou de manhã, disse várias coisas, mas só isso.

Luan: bom saber. – disse sério, já ia saindo dali quando ela me parou.

Fer: Luan, você prometeu. Não é para fazer nada, você me deu sua palavra.

Luan: depois a gente conversa.

Fer: não quero, você não vai fazer nada né?

Luan: eu sei o que eu faço ta? Confia em mim caramba.

Bruna: eei pombinhos, estão sentindo falta de vocês, daqui a pouco já vão cantar os parabéns.

Fernanda ON

Voltamos para a festa, e eu fui brincar um pouco com Bê, depois fiquei conversando com um monte de gente, quando vi que Bernardo já estava manhoso querendo dormir, decidi cantarmos os parabéns logo, se não ele dormiria ou ficaria irritado depois.

Cantamos os parabéns e ele amou, não parava de bater palma, o bolo foi servido e varia pessoas vinham paparicar Bernardo, meu braço já doía de tanto segurar ele, não via a hora dele começar a andar. Ele começou a ficar irritado e a chorar, decidi ir embora, já que ainda tinha bastante gente que ficaria até mais tarde por aí.

Mari: deixa que ele vai comigo para casa querida, fica e aproveita mais.

Fer: não tia, já estou cansada também. Não aguento mais ficar em pé, prefiro ir dormir mesmo.

Mari: tem certeza? Não será um incomodo para nós, a gente até gosta.

Fer: tenho tia, nem fiquei com meu príncipe hoje também, vou pra casa mesmo. – sorri e ela se deu por vencida, fui até Luan avisar ele. – vou embora com Bê, ela já ta dormindo. – olhei pra ele em meus braços.

Luan: eu vou com vocês, espera só um pouquinho, pra mim se despedir da galera.

Fer: não Luan, não precisa. A Isa, trouxe o meu carro, eu vou sozinha mesmo.

Luan: precisa sim, me espera no meu carro – deu a chave dele – preciso conversar com você – devolve a chave do seu carro pra Isa.

Decidi fazer o que ele tinha pedido, devolvi minha chave pra Isa, e fui para o carro de Luan, decidi levar Bernardo no colo mesmo, já que era só até a minha casa, e a festa era no salão do nosso condomínio mesmo.

...

Fer: pronto, já pode voltar pra festa. – disse abrindo a porta e ele segurou meu braço.

Luan: eu preciso conversar com você, vou ficar com você. – dei de ombros e sai do carro.

Depois de dar banho, trocar a roupa e dar a “dedeira” dele, Luan disse que o faria dormir, aproveitei pra ir tomar banho, logo depois coloquei um pijama, quando saí do closet, dei de cara com Luan sentado na minha cama.

Fer: o que tanto você quer conversar? – sentei do seu lado.

Luan: sobre duas coisas, a primeira, é que quero contratar um segurança pra vocês. – falou normal.

Fer: oi? Ta louco?

Luan: é sério, você não viu o que aquele cara falou hoje? Ele vai voltar a qualquer hora, e pode fazer alguma coisa com vocês. Vocês precisam.

Fer: eu não quero Luan, nem pensar. Não quero um brutamonte me seguindo como se fosse a minha sombra.

Luan: não perguntei se você quer ou não, vai ter um segurança. – bufei.

Fer: não quero e não quero. Eu vou mandar o cara embora, eu não to brincando.

Luan: pensa no seu filho então muie, não é só você que vai correr perigo.

Fer: então, esse cara só vai junto quando o Bernardo for sair comigo, caso ele fique com sua mãe, o homem não vai.

Luan: então ta, se você prefere não ficar segura, beleza. Segunda mesmo eu ligo pra alguém, um bem feio. – revirei os olhos.

Fer: o que mais você quer?

Luan: eu quero falar sobre a guarda do Bernardo. – suspirei.

Fer: então você não desistiu? – temia sua resposta.

Luan: é claro que não, mas eu não vou entrar na justiça agora, só mais para a frente, mas eu só quero que você se prepara e não fiquei com raiva de mim.

Fer: impossível.

Luan: devia ter pensado nisso, antes de esconder o meu filho de mim não é mesmo?

Fer: será que você nunca vai me perdoar caramba? Toda vez que surgir a oportunidade vai jogar na minha cara, é isso mesmo?!

Luan: eu devia, não foi legal o que você fez, não foi.

Fer: eu tinha meus motivos. – fechei o olho chorando.

Luan: MOTIVOS? Quais eram os seus motivos? Eu quero ouvir, porque até agora eu não sei, ou melhor, não tem motivo... – ele me olhou nervoso – foi só egoísmo.

Fer: antes fosse Rafael, antes fosse. Eu quero que você saia da minha casa agora, não quero ficar falando sobre isso.

Luan: você foi inconsequente, eu vou embora mesmo. Não aguento olhar pra essa cara fingida.

Fer: mas que PORRA. Eu já entendi o quanto você me odeia ok? Mas se você quer saber os meus motivos, ai vai... – me interrompeu.

Luan: não quero mais mentiras, não quero mais ouvir. Vou embora, amanhã venho buscar o meu filho. Quero passar o dia com ele, segunda eu já viajo de novo. – falou bravo e saiu batendo a porta.

Idiota, ele era um idiota. O odiava. Peguei algum objeto de vidro e joguei na parede, peguei meu violão, talvez me acalmasse, comecei a cantar uma música que tinha feito a muito tempo.

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei
Em me atirar pela janela do 8º andar
Onde a dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T
olhar no espelho o seu cabelo
Falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer

E ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz

Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom

Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei
Em me atirar pela janela do 8° andar
Em vez disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar


Terminei de cantar e lagrimas escorriam pelo me rosto, deixei o violão no chão mesmo e me joguei na cama chorando, me cobri toda e quando estava prestes a dormir recebi uma mensagem.

Terminei de cantar e lagrimas escorriam pelo me rosto, deixei o violão no chão mesmo e me joguei na cama chorando, me cobri toda e quando estava prestes a dormir recebi uma mensagem.

“Pelo menos ainda canta bem”
“De quem é essa música?”
Não interessa, e é melhor parar de ouvir atrás da portar”
“bipolar”
“idiota”
“babaca”
“te odeio”

“não tenho tanta certeza disso ;)”






OIII GAAROTAS, QUERO COMENTÁRIOS OK? OK.
CAPÍTULO QUE VEM, VAI COMEÇAR A FICAR MAIS LEGAL, SÉRIO...
AAH, O NOME DA MÚSICA QUE A FER CANTOU AGORA NO FINAL, É OITAVO ANDAR DA CLARICE FALCÃO, AMO AS MÚSICAS DELA E COM CERTEZA VOCÊS VÃO VER MUITO VARIAS POR AQUI, BEIJÃO.



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