quarta-feira, 29 de julho de 2015

Capítulo 51

Isa: eu vou lá saber?! Ele só me mandou vir pra cá ué. – fez careta – abre a porta ai. – disse quando chegamos à porta do enorme salão.

Fer: eu não, abre você. Ele é seu namorado né kirida, então você que abra.

Isa: por favor Maria Fernanda, não vai cair a sua mão se fizer este favor.

Fer: nossa vei, como você é chata.

Abri a porta com a maior cara de cu possível, mas que logo depois de ver e ouvir um coro de “Bem-Vindo Bê”, se transformou em surpresa.

Fer: caralho mano. – coloquei a mão na boca.

Enquanto olhava tudo aquilo encantada, várias perguntas sondavam minha cabeça. Como que metade das pessoas que fizeram parte da minha vida e ainda fazem estavam ali, não acreditava que todo mundo estava só pro meu chá de bebê.

Fer: venham me abraçar suas antas. – todas riram e vieram me abraçar.

Fiquei meia hora abraçando todo mundo, tia Marizete estava lá, e logico que a Bru também, tia Marizete comentou que Luan não tinha vindo por ter surgido uma reunião bem no mesmo horário lá em Las Vegas, que era onde ele estava, por conta do seu novo DVD. E que tio Amarildo não veio pelo mesmo motivo.


Fiquei encantada com a decoração linda que tinha ali, tirei milhares de fotos com a decoração, e com todas as meninas que estavam lá, tinham varias modelos, que eu considerava muito, que estavam aqui no país por conta de um desfile que estavam fazendo, outras vieram do Brasil mesmo.











Quando era 18h00minhrs, acabou tudo, e Bruna e Tia Marizete foram lá pra casa, as outras não quiserem, por já estarem hospedadas em outros lugares ou porque tinham compromissos, estava cansadíssima, meus pés inchados pediam socorro.

Mari: meninas, venham deitar aqui, que eu vou ajudar a Clarissa a fazer a janta.

Fer: que janta o que? Pode ficar aqui com a gente, vamos jantar fora hoje, tudo por minha conta. Quero comemorar com vocês.

Isa: amiga, você não ta muito cansada? Ficou correndo de um lado pro outro, não prefere pedir algo.

Fer: não, quero sair. Mas só daqui a pouco, agora estou precisando de um banho. – me levantei e fui pro meu quarto, Bruna me seguiu. – me ama mesmo né?

Bruna: amo muito. – se jogou na minha cama – mas preciso te falar uma coisa muito séria, tipo muito.

Fer: tipo muito mesmo? – me sentei na cama e ela assentiu – então diga vei.

Bruna: o Luan – arregalei os olhos – ele colocou na cabeça que esse filho pode ser dele, e o que não é mentira.

Fer: meu Deus amiga, como assim? Do nada?!

Bruna: ele só colocou a cabeça pra funcionar, e depois de você ter postado exatamente a quantos meses você estava grávida, ele fez as contas da ultima vez que vocês coisaram.

Fer: esse lesado tem que pensar logo pra isso?

Bruna: pois é, mas por mim ele descobria logo.

Fer: nem pense Bruna Santana, fecha essa boquinha. Foi melhor ele não ter vindo pra esse trem mesmo.

Bruna: não chame o chá de bebê de trem. – falou emburrada.

Fer: desculpa. – levantei nervosa indo pro banheiro.

Bruna: amiga, você ta nervosa e não pode ficar assim, deita aqui, depois você toma banho garota.

Fer: eu to bem.

Bruna: olha lá em.

21h30min

Isa: todo mundo pronta?

Mari: eu estou, as meninas estão terminando.

Isa: vamos indo para o carro então tia.

Fer: já vamos – gritei – amiga, será que ta bom? – perguntei pra Bru.



Bruna: ta ridícula.

Fer: há há há, engraçadinha.

Bruna: borá logo amiga, estão esperando no carro já.

Fomos pra um restaurante que Isa escolheu, e logo quando nossa comida chegou  tia Marizete deu uma noticia que não me agradou muito, tipo nada.

Mari: o Luan e o Amarildo estão vindo pra cá, acabaram de chegar aqui.

Bruna: mas porque vieram mãe?

Mari: pra já voltarmos pro Brasil daqui.

Isa: mas já vão daqui mesmo?

Mari: não, é amanhã de manhã que sai o voo, se não tiver problema será que da pra eles ficarem lá Fer? – olhou pra mim envergonhada e eu respirei fundo disfarçadamente.

Fer: claro que pode tia. – sorri amarelo e voltei a comer.

Terminei de comer, e enquanto elas conversavam, eu só sorria pra algumas coisas, levantei pra ir ao banheiro, minha bexiga estava estourando, as avisei e fui. Demorei o máximo possível, e quando sai vi os dois cumprimentando as meninas. “merda”

Coloquei meu melhor sorriso no rosto, e o mais falso também e fui até a mesa, quando cheguei eles já tinham sentado. Sério que o Luan ia ficar bem na minha frente Deus? Olhei pra ele, e ele pra mim, deu aquele sorrisinho de canto que só ele sabe da, e contei até um (risos), porque até dez era muito tempo.

Fer: oiii tio  - o abracei – quanto tempo.

Amarildo: quanto tempo mesmo. – sorriu e olhou minha barriga – e essa barriga ta enorme menina. - Passou a mão nela e eu sorri.

Fer: ta mesmo, daqui a pouco já vou parir. – rimos.

Amarildo: quantos meses?

Fer: não sei – exprimi os olhos tentando lembrar e todos riram – acho que 8 meses tio.

Isa: que mãe desnaturada, até eu sei. Quase oito meses e meio.

Fer: essa dinda é esforçada.

Amarildo: quase acertou. – rimos e eu fui cumprimentar aquele ser.

Fer: Oi Luan. – o abracei.

Luan: oii Fer. – levantou pra me abraçar – nem gravida você para de usar esses trem curto hein? Pelamor – sussurrou e juro que ele fez uma careta.

O soltei, e quando sentei no meu lugar, sorri irônica pra ele.

Mari: quase parindo e usando um salto desse tamanho menina? – perguntou me repreendendo.

Fer: não consigo viver sem saltos, não mesmo tia. – rimos.

Amarildo: mas eai minha filha, vai ficar morando por aqui? – me olhou.

Fer: não, nem pensar. Quero voltar pro Brasil o mais rápido possível, estou terminando de resolver uma papelada da empresa do meu pai, mas o Bê vai te que nascer aqui, por que já estou com quase nove mesas, segundo a Isa. – rimos – e não é indicado viajar nesse estado, e mesmo se fosse, eu não iria aguentar.

Amarildo: aah sim, mas você está pensando em voltar quando?

Fer: vou esperar o Bê ficar com um mês e meio mais ou menos, porque não é legal viajar com ele muito pequeno também.

Bruna: amiga, quando que ta marcado o parto do Bê?

Fer: pra dia 11 de junho, que é mês que vem já.

Bruna: queria estar aqui. – fez bico.

Fer: fica amiga, volta junto com a gente depois ué.

Bruna: pode? – me olhou.

Fer: logico vei.

Bruna: pode? – olhou pros seus pais.

Mari: aii filha, não sei.

Amarildo: deixa ela ficar, por mim tudo bem. Mas tem que ta lá até dia 31 de agosto, porque se não eu não aguento.

Bruna: mãe linda do meu core pink, o que tem a dizer sobre isso?

Mari: nem trouxe tanta roupa filha.

Isa: que roupa o que tia?! A gente compra tudo, a Fer paga. – rimos.

Bruna: é mãe, nem vai ter custos, a Fer banca tudo.

Fer: banco mesmo, até se quiser eu pago a passagem da Bru que ela não vai mais precisar, porque vocês são muito legais, e vão deixar a Bubu mais linda ficar.

Bruna: vão né?

Mari: fique logo.

Bruna: uhuul.

Luan: parece aquelas cirancinhas que ficam insistindo pra mãe pra ir dormir na casa da amiga.

Isa: verdade, eu lembro dessa época, a gente ficava implorando pra minha mãe.

Fer: eu nunca precisei pedir muito, meu pai sempre deixava de cara, e ainda mais se fosse na casa da Isa.

Bruna: aii suas bestas, to com inveja de não ter participado dessa infância com vocês.

Isa: nossa, coitadinha. Porque ela nem devia ter amigas né.

Fer: to morrendo de sono já – peguei meu celular, e já ia dar meia noite.

Isa: Fer não gravida: sono eterno. Fer gravida: sono trezentas vezes maior.

Fer: cala a boca menina, já é meia noite ok? ok, então levanta essa bunda gorda dai, pega minha carteira e vai pagar.

Amarildo: que sua carteira o que? Eu pago.

Fer: não tio, eu que chamei e disse que era por minha conta.

Amarildo: mas...

Fer: mas nada, vai Isa. Pega minha carteira, please.

Isa: eu não.

Fer: vai deixar mesmo seu afilha...

Isa: aai, cala a boca Fernanda. – pegou minha carteira e foi pagar.

Bruna: coitada amiga. – rimos.

Isa: pronto, bora.

Fer: mais calma?

Isa: vai se ferrar vei.

Fomos todos pro carro, tipo bem apertado, eu fui na frente, ficaram com medo de esmagar o Bê. O tio foi dirigindo, a tia no banco de trás, o Luan do lado dela e Isa no colo de Bruna.

Chegamos em casa, e eu fui tirar logo o salto que estava me matando, e coloquei minha pantufa linda, fui mostrar o quarto pro Luan ficar e mostrei outro pros tios ficarem, aquela casa era até que grande, e peguei um colchão pra Bru deitar lá no quarto com a gente.





META BATIDA? NÃO, MAS SOU MTO LEGAL E POSTEI KKKK
IGNOREM QUALQUER ERRO, ESCREVI NA PRESSA, ENTÃO NEM DEU TEMPO DE REVISAR.
LI UM COMENTÁRIO, DE UMA LEITORA QUE NUNCA TINHA COMENTADO, AAAMEII, VOCÊ ME DEU MUITA INSPIRAÇÃO, COMENTÁRIOS COMO ESSE, ME DEIXA EXTREMAMENTE FELIZ, PÓ DEIXAR QUE VOU LER TUA FANFICA TA AMOR?
5 COMETÁRIOS, PODE SER? BEIJOCAS ;))







quinta-feira, 23 de julho de 2015

Capítulo 50

Fer: aii meu Deus – coloquei a minha mão na boca, já começando a chorar – paaai. – Isa me olhava preocupada.

Isa: amiga, fica calma. Se não vou ter que te tirar daqui.

Fer: nem pense – fui até o caixão e me ajoelhei – porque com você pai – sussurrei depois de colocar minhas mãos sobre as dele.

O velório passou rápido, na metade dele não aguentei mais ficar ali e fui comer, por insistência da Isa. Na hora do enterro eu quase desmaiei, por isso nem terminei de ver também.

DOIS MESES E MEIO DEPOIS

Isa: isso é impossível amiga, tem que ter chá de bebê. É de lei.. – dizia inconformada.

Fer: mas amiga, eu não quero. É serio, e outra nem tem pessoas pra chamar, não conhecemos quase ninguém aqui que é mais chegado.

Isa: é por isso amiga, que eu estava pensando... – me olhou cautelosa – em a gente ir lá pro Brasil só pro chá de bebê, e depois a gente volta. – suspirei.

Fer: vei, eu já te disse que eu não posso, porque eu estou resolvendo algumas coisas da empresa do meu pai. Mas você vai pro Brasil, e depois que eu terminar tudo, eu volto.

Isa: nem pensar, eu sei que isso vai demorar um pouquinho ainda, acho que até o bebê que por sinal ainda não tem nome, vai nascer aqui. E o nascimento desse mino eu não perco. – rimos – Mas então vamos fazer aqui, a gente chama poucas pessoas, a gente conhece algumas.

Fer: aah claro que conhece, o meu ginecologista só né??! – disse irônica e ela revirou os olhos.

Isa: aii menina, se fecha. Desisto de ti. – falou emburrada.

Fer: olha guria, não revira os olhos pra mim não hein, e também não fala nesse tom de voz, tem que me respeitar. – segurei o riso.

Isa: vai cagar no mato. – gargalhei e ela saiu pro quarto.

Sentei no sofá, e lembrei que meu filho realmente ainda não tinha nome. Peguei meu notebook, e pesquisei alguns nomes, mas nenhum me agradava, queria um nome significativo. Depois de procurar bastante, me deu sono e cochilei ali mesmo, me lembrei do dia em que meu pai faleceu enquanto dormia, e ele dizendo Ber.

Acordei assustada, olhei no relógio e só tinha dormido 20 minutos, estranhei ter lembrado desse dia, do nada. E bem nessa hora, já que eu até tinha esquecido esse detalhe dele ter dito algo pra mim. Meio encabulada com isso, pesquisei nomes que começavam com Ber e o primeiro que apareceu foi Bernardo.

Era obvio, o meu pai dizia que amava esse nome quando eu era menor, e que se tivesse um filho homem, colocaria este nome. Nesse momento soube que o nome do meu filho seria esse.

Fer: amiiiga. – gritei a chamando e ela logo apareceu desesperada.

Isa: o que foi menina? Que susto, eu hein. – colocou a mão no peito assustada.

Fer: eu já sei o nome do meu filho. – disse animada e ela arregalou os olhos.

Isa: como assim?

Fer: como sim o que vei?

Isa: ai Fernanda, fala logo. Qual é?

Fer: Bernardo. – sorri.

Isa: que lindo amiga – sorriu também e me abraçou – mas como que você chegou a essa conclusão. – sentou ao meu lado no sofá.

Fer: lembra quando eu disse que meu pai disse Ber pra mim? – ela assentiu – então, eu pesquisei nomes que começavam assim, e achei Bernardo. Logo lembrei que ele amava esse nome. E é isso. – sorri.

Isa: awwnt, que lindinho. Mas sabe o que isso merece?

Fer: o que?

Isa: piscinaaa.

Fer: uhuuul.

Fomos colocar biquíni e ficamos a tarde toda na piscina, pedi pra Isa tirar uma foto minha, que eu postaria depois para anunciar o nome que eu tinha escolhido.

Depois de sairmos da piscina, fomos tomar banho e jantar.

Fer: o que eu coloco pra anunciar amiga? – perguntei entrando no quarto com Isa.

Isa: aah, não sei. Coloca o significado do nome dele, e diz alguma coisa. Não sei, você é a mãe na parada.


A mais ou menos 7 meses a trás, Deus me presenteou com o bem mais precioso que alguém poderia ganhar, não era a hora certa pra mim, mas era a hora certa pra Deus, e nesses meses eu descobri, que era a hora mais certa pra isso.
Ta quase na reta final, e só agora, hoje mesmo, eu fui ver um nome pro meu príncipe. Alguns seguidores até me xingaram kkkkkkk diziam, que eu já tinha escolhido o nome dele, mas não considerava vocês o suficiente pra dizer. Mas eu juro que acabei de descobrir.
Vou parar de enrolação, e dizer logo o nome do meu homenzinho que daqui a pouco já vai estar nos meus braços. O nome dele é Bernardo, o nosso Bê, que significa forte como um urso e pra mim significa bem mais que isso. Algum dia explico a vocês.
E também quero deixar bem claro, que vocês vão ficar por dentro de tudo, até das roupinhas, e já adianto logo que não terá chá de bebê, por motivos pessoais L. Beeeijoos.


UM MÊS DEPOIS

Desde o dia que anunciei o nome do Bê, a Isa quase nunca parava em casa, e a Bruna quase não falava comigo, achei super estranho, mas também não disse nada. Estava terminando de arrumar as coisas da empresa do meu pai, e não via a hora de voltar pro Brasil.

Isa: boom dia flor do dia. – chegou animada as 10 horas da manhã, enquanto eu ainda estava de pijama enrolada no meu edredom.

Fer: bom dia. – disse sem tirar os olhos do meu celular.

Isa: levanta, que você vai colocar uma roupa que eu vou escolher pra você, vou arrumar seu cabelo, e fazer uma maquiagem linda.

Fer: pra que doida? – a olhei confusa.

Isa: pra você ir conhecer o meu novo namorado. – me olhou animado.

Fer: não acredito Isabelle. – sentei na cama rápido – porque não me disse que tava saindo com alguém?

Isa: sei la, mas ele é lindo. Por isso que quase não parava em casa, mas agora vamos. Não quero fazer ele e a família dele esperar.

Fer: eita, mas vai estar até a família?

Isa: é pra você ver como você é importante. Vai tomar banho, que eu vou escolher uma roupa. – assenti indo pro banheiro.

Quando sai, tinha um vestido lindo, que eu nunca tinha visto. Mas muito exagerado pra ocasião. Olhei pra Isa que me olhava animada e depois pro vestido de novo, e pra ela.

Fer: que vestido é esse? E porque um vestido tão arrumado assim?

Isa: primeiro, a gente comprou esse vestido a ultima vez que fomos renovar seu guarda-roupa, mas acho que você não vai lembrar, porque você nem provou ele. E segundo que é um almoço chique.

Fer: ta né. Mesmo não lembrando desse vestido. – coloquei sem entender muito e ela começou a me arrumar toda.

Isa: aai Deus. – me olhou – a gravidinha mais linda – fez vó de bebê. – agora coloca esse saltinho nude.

Fiquei assim:




Isa: vamos, já estamos um pouco atrasadas.

Entramos no carro e Isa seguiu pro tal lugar, às vezes quando parávamos no semáforo, ela ficava digitando no celular. E dizia que estava avisando pro namorado dela, que estávamos chegando.

Entramos num prédio que era uns dos mais caros de Nova Iorque, Isa pareceu falar em códigos com o porteiro, já que ele logo liberou a entrada, estranhei, porque a segurança daqui era muito rígida, ele teria que ligar pro namorado de Isa e perguntar se podia entrar, e Isa precisaria dizer seu nome, mesmo que já tivesse vindo aqui.

Isa foi me levando pra parte debaixo do prédio, não era por ali que subia, ali só tinha o salão de festas, e a área de lazer que era pro outro lado. Isa me levou pro lado do salão.

Fer: porque estamos indo pro salão, não vai me dizer que eles alugaram esse trem só pro almoço, entre a família?




7 COMENTÁRIOS, BEIJOCAS












quinta-feira, 16 de julho de 2015

Capítulo 49

Isa: amiga, se acalma. Não fica assim, você sabe que ta grávida, e isso vai fazer mal pro teu bebê. – falou me levando em uma salinha.

Fer: você viu o que ele disse? – falei tremendo – ele falou alguma coisa pra mim, que começa com Ber.

Isa: você ta bem mesmo?

Fer: é claro que eu to, ele disse. Eu juro. – minha amiga me olhou duvidando.

Isa: senta aqui, eu vou pegar um copo de água pra você se acalmar.

Médico: senhoras, eu tenho uma noticia não muito boa. – entrou na sala falando.

Fer: qual? – perguntei temendo a resposta.

Médico: o paciente Rogério Albuquerque acaba de falecer. - fiquei em silencio em quanto algumas lagrimas caiam.

Isa: você está bem amiga?  - preocupada.

Fer: não sei...

...

Luan ON

Acordei no outro dia, com aquilo na cabeça. Fiz as contas do ultimo dia em que transamos, peguei o dia que eu tinha anunciado, e voltei uma semana lembrando da nossa ultima vez. O tempo que ela estava gravida e a ultima vez que fizemos amor se coincide. Não me lembro se usamos ou não camisinha, mas eu acho que não, quase nunca usávamos.

 Como fui dormi cedo, acordei em horário razoável, e por sorte consegui pegar o café da manhã na mesa ainda, estava morrendo de fome, por não ter jantado na noite anterior.

Mari: meu filho, acordou cedo hoje hein?! Vai pra onde desta vez?

Luan: bom dia mamusca, mas não. Eu não vou sair. – sentei-me à mesa e Bruna me olhou surpresa.

Bruna: nossa Pi, o que você tem? Quase não sai mais pra nenhum lugar.

Luan: nada, só estou bastante cansado nos últimos dias, que prefiro ficar em casa mesmo.

Mari: seu pai já foi para o escritório, você não vai pra lá hoje?

Luan: não sei, se precisarem de mim sim. Se não vou ficar em casa mesmo.

Terminei de comer, e fui assistir TV com a piroca, que ficava me enchendo o saco por não sair mais, até cogitou a hipótese deu estar engatando em um namoro. Ficou meio assim quando foi dizer isso, com medo de ser verdade. Mas mal sabe ela, que quem está fazendo isso comigo é a mesma de sempre.

Luan: Piroca, sabe o que eu estava pensando?

Bruna: sabia que tinha alguma coisa. Mas me diz, o que você anda pensando tanto?

Luan: eu acho que o filho que a Fer está esperando pode ser meu, na verdade tenho quase certeza. – sorri de lado e Bruna me olhou nervosa.

Bruna: que ideia Luan, da onde tirou isso?

Luan: ou esse filho é meu, ou enquanto ainda estávamos juntos, a Fer me traiu. E eu prefiro acreditar na segunda possibilidade.

“toquinho iphone”

Bruna: é o meu – pegou o celular e atendeu – ooi amiga... mas o que aconteceu?... desmaiada???... ficou nervosa com o que?... putz, não acredito amiga, e agora?... vai la, beijos. Me mantem informada. – desligou.

Luan: o que aconteceu?

Bruna: a Fer desmaiou – arregalei os olhos – o pai dela faleceu, e como estava muito nervosa, acabou desmaiando.

Luan: não acredito. Ela vai ficar tão mal.

Bruna: vocês deviam voltar. – resmungou.

Luan: que pena que não depende só de mim. – levantei e Bruna me puxou.

Bruna: mas tenta, vai lá pra Nova Iorque e fala com ela, conversa. Ela ta precisando de você Pi.

Luan: Piroca, não viaja. Nem tem como eu ir pra lá agora. E eu tenho que pensar, porque se esse filho for meu, eu não sei o que eu vou fazer, ela escondeu esse tempo todo, e não sei até quando esconderia isso se eu não tivesse descoberto. Mas isso se for meu filho né. – subi as escadas.

Maria Fernanda ON

Fer: o que ta acontecendo? – acordei meio tonta em um quarto de hospital.

Isa: você desmaiou depois de... – a interrompi.

Fer: então é verdade, o meu pai ele faleceu. – meus olhos já se enchiam de água de novo.

Isa: é amiga, mas se acalma, se não você vai desmaiar de novo e não vai fazer bem pro bebê.

Fer: cadê o médico?

Isa: ele acabou de sair.

Fer: e o meu pai? Eu quero vê-lo.

Isa: você não pode, não pode ter fortes emoções, eu vou cuidar de tudo. Do velório do teu pai e do enterro. Até amanhã já está pronto, mas você vai pra casa descansar.

Fer: eu não quero descansar, eu quero ver o meu pai.

Isa: Fernanda para de ser teimosa, você parece que não percebe que não depende só de você, agora tem um serzinho na tua barriga. E se você continua agindo que nem uma criança imatura você perde outra pessoa, mas desta vez o teu filho.

Fer: é, você tem razão. – disse chorando e logo Isa me levou em casa e foi cuidar das coisas por mim.


Cheguei em casa, e pelo visto os dois já sabiam, comi a comida que Clarissa havia deixado pra mim, e fui tomar banho. Logo depois peguei meu celular e postei uma foto com meu pai:


Eu sinceramente não sei lidar com perdas. A sentença de que o fim chegou é tão dolorida que chega a ser incompreensível dentro da minha cabeça. Juro que a sensação é como se o meu coração estivesse sendo arrancado e apertado varias vezes diante dos meus olhos enquanto meus pulsos estão amarrados. Porque pior do que perder, é não poder fazer nada pra recuperar. E ter que aceitar na marra a realidade áspera com o anuncio de que não há nada o que se possa fazer é o pior acontecimento de todos. Eu sinceramente odeio perdas e partidas. Mas dizem que os anjos não morrem, apenas voltam pra sua casa. Mas você voltou cedo de mais... <3


Nem parei pra ler os comentários, não tinha cabeça pra isso. Depois de pensar um pouco dormi.

Acordei no mesmo dia, só que de noite com Isa me balançando de leve. Ela dizia que eu tinha que comer, e que tudo já estava resolvido, o velório de meu pai começaria as 9h30 da manhã e iria até a parte da tarde, logo depois iriamos pro cemitério enterra-lo.

Comi e depois com a ajuda de Briam que conhecia alguns amigos do meu pai daqui, nós ligamos pra eles informando o horário, ligamos para umas cem pessoas e depois deixei pra que Briam ligasse pros funcionários da empresa de meu pai, já estava com sono de novo. Postei nas minhas redes sociais avisando onde seria, o horário e tudo certinho pra que se alguém quisesse ir, estaríamos o esperando de portas abertas. Fui dormir meio tarde naquele dia, com a cabeça em outro lugar.

...

Isa: amiga, já são oito hora, venha tomar café pra irmos mais cedo pra lá.

Fer; ok, estou indo.

Eu ainda não estava acreditando que isso realmente tinha acontecido, eu nem tinha mais vontade de me arrumar, quem escolheu minha roupa foi Isa e eu se quer passei maquiagem, mesmo com a minha cara acabada. Isa passou só um pozinho em mim, e um blush pra dar uma cor de “saúdavel”, junto com um lip balm, depois só peguei meu óculos e fui pra sala.

Comi com todos, ninguém ousava falar nada, ou estavam tão mal quanto eu, ou estavam com medo de “invadir” o meu espaço em uma hora como essa. Fomos todos juntos no mesmo carro, e enquanto íamos até a igreja pra onde meu pai já estava sendo levado, eu me lembrava de alguns momentos com ele e sem perceber já chorava.

Chegamos ao local, e estava tudo arrumadinho ali, eu tinha me apaixonado por aquela igreja, tinha alguns fotógrafos ao lado de fora, provavelmente esperando meu pai chegar, e tinha uns seguranças na porta da igreja. Logo chegaram com o caixão do meu pai, e colocaram-no perto do altar, e depois de abrir o caixão colocaram uma toalhinha de renda que cobria ele todo. Ao ver meu pai ali, não aguentei e entrei em desespero. Toda calma que eu achei que tinha, não serviu pra nada naquele momento.




MENINAS, CONTINUO COM 7 COMENTS, BEIJOCAS NO CORE

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Capítulo 48

Depois de postar, logo surgiram comentários. Como:

luanjo: como assim gravida? Quem é o pai Fer???

mafermylife: ooh não, minha musinha ta grávida, e ainda é um menino.. Owwnt, xonada já <3

brusantanareal: eu queria uma menininha, pra emperiquita ela, mas um homenzinho ta de bom tamanho. Amei a noticia, mas vocês foram traíras e não me contaram logo quando descobriram #chateada

luade: geenti, a vadia já ta em outro? Nem terminou direito o namoro, e já saiu pegando todos, tanto que já ta grávida. Se não é que não pegou outra pessoa quando ainda estava com o Luan kkkkkkk Luan corno. Volta pra Jadoca que você ganha mais.

mafelândia:  miiinha princess ta prenha, aposto todas as minhas fichas que esse fi é do Luan, porque ela tá de quatro meses e duas semanas, e faz quase isso que eles anunciaram o termino.

carol_viera: não entendo porque as pessoas que não gostam da Fer, ainda segue. Se odeia tanto ela, não segue e muito menos comenta na foto falando mal, né @luade. Parabéns Fer, tudo de bom.

tevivols: oooooh não. O luan é o pai, tenho certeeeeza. Muito suspeito, esse comentário da Bru, e a tese da @maferladia tbm faz mtooo sentido. Mas deixando minhas suspeitas de lado, parabéns Fer... amei a noticia. Eu acho que esse é um sinal de Deus pra vocês voltarem @mafealbuquerque e @luansantana..

tatueils: assim, nunca gostei de você e não é agora que eu vou mudar a minha opinião, espero imensamente que esse filho não seja do Rafa. No meu ponto de vista, você só ficou com ele por conta da sua carreira neé kirida, mas isso não vem ao caso.

Luan ON

Hoje eu estava de folga, depois da visita da Fer aqui no Brasil, eu já não tinha tanta vontade de sair como antes, às vezes saia, mas não sempre. Ver como ela ainda estava mais bonita grávida, mexeu com o meu emocional, e me fez imaginar como seria bom se aquele filho fosse meu e se ainda estivéssemos juntos. Quando imaginei isso logo liguei alguns fatos e até pensei mesmo que era meu filho, fiz algumas perguntas, mas ela não respondeu, então logo tirei aquilo da minha cabeça.

Depois que eu parei de sair, a Bruna começou a soltar algumas coisas sobre a Fer, parece que o pai dela estava muito mal, quase morrendo. Pensei como ela deveria estar frágil com isso, e quase liguei, mas não fiz.

Estava na sala com a TV ligada, enquanto passava o feed do instagram no meu celular, estava lendo os comentários de uma foto enquanto deslizava o dedo devagar, vi o nome de usuário da Fer chegar, mas não vi a foto que ela postou, já que antes disso acontecer a Piroca pulou no sofá em cima de mim, fazendo o celular cair no chão.

Bruna: Piiiiiiiiiii, você não sabe o que eu descobri.. aai meu Deus, não acredito. – vibrou pulando em cima de mim.

Luan: aii guria, não precisa fazer esse escândalo né? – a empurrei do sofá, que caiu no tapete da sala, a olhei preocupado e ela fez uma careta, mas logo continuo gritando. – o que você descobriu?

Bruna: ééé um meniiiiino, uhuuul. – a olhei confuso e ela parou revirando os olhos – me desculpa, esqueci que você é lezado e não consegue entender assim de primeira. – empurrei sua cabeça.

Luan: não fala assim comigo hein? Sou mais velho, tem que me respeitar. – brinquei.

Bruna: coitado. Mas voltando aos fatos, me deixa explicar, o filho da Fer é um menininho, o principezinho da titia. – deitou no tapete fazendo uma cara de tonta.

Luan: como assim da titia? – estranhei.

Bruna: é... é porque ele é filho da minha amiga né? Aí ele se torna meu sobrinho de coração ué. – fez uma cara de obvio.

Luan: tá, agora deixa eu quieto ta? – peguei meu celular e subi pro meu quarto.

Deitei na cama, e já fui para o insta ver a postagem da Fer, ela anunciava que era um menino, li rápido alguns comentários e um fc da Fer, dizia que o filho era meu, pois o tempo que anunciamos o término e que de quanto tempo ela estava gravida se coincidiam. Só algumas semanas de diferença, fiquei com aquilo na cabeça, imaginando ser mesmo o meu filho e logo adormeci no meio desses devaneios.

Maria Fernanda ON

Isa: amiiga acorda. Já são quase meio dia. – falava me balançando devagar.

Fer: putz, eu dormi de mais. – sentei na cama e passei a mão pelos meus cabelos desgrenhados.

Isa: gravidinha é assim mesmo. Dorme mais que o bicho preguiça. – riu de leve – agora vai se arrumar pra irmos ver teu pai, como você dormiu muito rápido ontem, nem deu tempo de vê-lo. – ligou a TV do quarto.

Fer: aii gente, meu pai Isabella. – levantei indo pro banheiro.

Isa: não vá me escorregar ai Maria Fernanda, não tenha pressa.

Fer: uhuum – concordei sem dar importância.

Me arrumei muito rápido, só passei um corretivo e pó. Com muito custo Isa conseguiu me fazer comer um pouco do que tinha do café da manhã, já que o almoço não estava pronto.

Fer: Clarissa faz almoço só pra vocês dois beleza? A gente não vai almoçar em casa hoje. – falei meio apressada.

Clarissa: pode deixar Fer. – sorriu simpática e eu dei um tchauzinho pra ela.

Isa: eu vou dirigindo. – nem me importei, só entrei no banco do passageiro.

Por conta do transito, demoramos mais que o normal e logo que chegamos a recepcionista simpática nos olhou meio apavorada. Deixei pra lá, devia ser coisa da minha cabeça.

Fer: olá – sorri amarelo. – eu queria ver o Rogéri... – ela me interrompeu.

Recepcionista: é, eu sei. Mas eu tenho que ligar pro médico dele, só um minutinho. – olhei preocupada.

Fer: mas porque isso? Nunca precisou, é só eu ir lá e só. – disse confusa.

Recepcionista: são ordens, e eu tenho que cumprir.

Ela ligou no consultório do médico de meu pai, e ele logo veio. Quando chegou ele parecia meio em pânico, enquanto nos guiava até sua sala.

Fer: não é querendo ser grossa, mas você pode falar logo o que ta acontecendo com o meu pai? – o olhei agoniada.

Médico: é que, pelas condições, eu acho que ta chegando... – eu já chorava nessa altura do campeonato – acho que de hoje ele não passa. – disse mais baixo.

Fer: mas como assim? Não, isso não é possível.

Isa: amiga, calma. Você não pode se estressar.

Fer: não quero saber. – a empurrei de leve. – me leva até o meu pai, eu te imploro doutor.

Médico: eu posso te levar lá, mas você tem que se acalmar. Isso não faz bem nem pra você, e nem pro teu pai que não esta bem.

Fer: ta, taa.  Eu já melhorei, vamos.

O doutor me levou lá, e quando entrei quase cai pra trás. Meu pai estava tendo um ataque cardíaco enquanto os enfermeiros tentavam o fazer voltar.

Fer: meu Deus, pai. Não me deixaaa. – gritei e juro que senti seus olhos sobre mim.

Médico: senhora, você tem que sair.

Ele falou me empurrando pra fora do quarto, enquanto eu tentava entrar de volta. Olhei pro meu pai antes de ser levada definitivamente pra fora, quando o olhei, o vi mexendo os lábios me olhando, alguma palavra que começa com Ber. Mas como não sou muito boa em leitura labial, não consegui decifrar.





MINIIIINAS, ME DESCULPEM PELA DEMORA, E MUITÍSSIMO OBRIGADA PELOS 8 COMENTÁRIOS, QUE EU RESPONDI POR SINAL. TA MEIO PEQUENO, MAS É PRA DEIXAR VOCÊS CURIOSAS, DECIDI FAZER UMA PARTE DO LUAN NARRANDO, PRA VOCÊS TEREM NOÇÃO DE COMO TA AQUELA CABECINHA LENTA DELE. 
BELEZINHA, AGORA AS COISAS VÃO COMEÇAR A FICAR BOOM DE VERDADE.
CONTINUO COM 5 COMENTÁRIOS OK?OK. NÃO É UMA MUDANÇA DRÁSTICA, MAS JÁ AJUDA A IR MAIS RÁPIDO O PRÓXIMO CAPÍTULO, BEIJOCAS NO CORE.





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Capítulo 47

Indicando essa fanfic mara: Desperta em mim meu lado bom

Médico: acompanhantes de Rogério Albuquerque.

Fer: somos nós Doutor, agora me diz o que aconteceu, por favor.

Médico: o estado dele está estabilizado... - suspirei aliviada - por enquanto. - completou.

Fer: como assim por enquanto?

Médico: como começamos o tratamento com o câncer já muito avançado, não tínhamos muito o que fazer, mas o que tinha fizemos. Conseguimos deixar ele bem por todo esse tempo, mas agora não sabemos o que está por vir, a qualquer momento ele pode vir a falecer.

Fer: não acredito - levei à mão a boca com lagrimas escorrendo pelos meus olhos já. - e eu posso vê-lo?

Médico: pode sim, claro. Acompanhe-me, mas alguém quer ir ver ele?

Isa: você quer que eu vá amiga?

Fer: não precisa, quero ficar um tempo a sós com ele. - assentiu.

O médico me levou até o quarto que ele estava, e quando entrei levei um susto, encontrei meu pai bem mais frágil de quando eu tinha ido para o Brasil, a culpa logo veio, eu deveria nem ter ido pra essa bosta de viagem.

Fer: aii meu Deus, pai como o senhor está?

Rogério: melhor do que eu esperava estar. - disse baixo.

Fer: eu não devia ter te deixado para fazer essa viagem. - o abracei com cuidado.

Rogério: mas minha filha, foi melhor assim. E você quer saber?! Eu prefiro é morrer logo, para não ter que ficar sofrendo e fazendo vocês sofreram.

Fer: nunca mais diga uma coisa dessas, ta me ouvindo?? Nunca mais. - falei autoritária. - o senhor tem muito que viver ainda.

Rogério: não tenho nada. E você sabe disso, não tente se enganar.

Fer: eu vou fingir que não estou ouvindo isso, eu não quero que você se vá. Não quero mesmo, então não desiste de você não pai.

Rogério: não estou desistindo, só deixando acontecer.

Fer: mas você deixar acontecer de outro jeito, não quero nem pensar na minha vida sem você, acho que morreria junto.

Rogério: não, você não morreria. Ainda mais com o meu netinho na sua barriga, esse seria o único motivo pelo qual eu lutaria, pra ver ele, pra segurar esse neném. E tem outro também, pra te ver casando. - um sorriso se formou nos seus lábios, e automaticamente nos meus também.

Fer: então luta por ele pai, eu sei que você consegue.

Rogério: a verdade é que eu lutei de mais, agora só quero que Deus faça o que há de fazer.

Médico: Senhora, agora é melhor você deixar seu pai descansar. Não queremos o cansar mais não é mesmo? - assenti dando um beijo em meu pai.

Fer: eu já vou pai, não esquece que eu te amo. - pisquei saindo do quarto.

Rogério: não tem como esquecer, te amo minha filha.

Cheguei na sala de espera, e vi Briam e Isa com uma carinha de cansados, decidi ir pra casa descansar um pouco junto com eles, chamei os dois e fomos pra casa.

...

Isa: vamos amiga, eu quero saber logo o sexo do neném mais lindo desse neverso. – disse com voz de bebê.

Fer: calma ai, to terminando de me arrumar.

Isa: quando você vai anunciar que está gravida amiga?

Fer: eu to pensando em falar depois que sabermos sexo, aí eu já falo o sexo logo.

Isa: e se perguntarem quem é o pai do bebê?

Fer: vou fugir do assunto né?!! – sai do banheiro pronta.

Isa: ok, depois que sairmos do consultório já vamos lá ver seu pai?

Fer: pode ser, mas se demorar muito lá a gente vai almoçar antes de ir para o hospital.

Isa: ok madame. Vamos para o carro logo, que eu estou morrendo de curiosidade.

Depois de termos voltado do Brasil, já tinham se passado dois meses. Então eu estava de quatro meses e duas semanas de gravidez, e com isso já dava pra saber o sexo do meu bebê. Sobre a situação do meu pai, nada tinha melhorado. O médico próprio disse que era muito difícil o paciente aguentar tanto quanto o meu pai estava aguentando, no estagio que o câncer estava e com idade e saúde do meu pai.

Chegamos ao consultório do Doutor César, qual era meu ginecologista. Mesmo sendo homem e tendo tão pouco tempo de conhecido, eu já confiava muito nele. Chegamos e esperamos cerca de 30 minutos, por uma paciente ter se atrasado, ela acabou me atrasando também.

Fer: Bom Dia Doutor. – falei entrando em sua sala.

Isa: Bom Dia.

César: Bom Dia meninas. – sorriu – me desculpe pelo atraso, mas uma paciente se atrasou e acabou atrasando você também.

Fer: imagina. – falei sincera.

César: então, está animada mamãe pra saber o sexo do bebê? – perguntou levantando de sua cadeira e indo em direção à maca que tinha ali.

Fer: eu estou muito animada, mas essa dinda aqui parece estar mais. Ninguém segura essa louca.

Isa: ninguém mesmo. Estou torcendo pra ser uma menina, uma mini modelo que vai ser muito paparicada. – rimos.

César: to vendo que vai ser mesmo. Venham até aqui – nos chamou e fomos – Fer, pode deitar aqui.

Fiz o que ele pediu. Ele conversava com a gente, e logo passou aquele gel gelado na minha barriga, cheguei a me arrepiar e todos rimos pela careta que eu tinha feito.

César: já sabemos a preferencia da dinda babona. Mas e a da mamãe, qual é? – olhava atento na tela que tinha ali.

Fer: pra falar bem a verdade, eu queria um menininho, pra ser o homem da minha vida. – rimos.

Isa: shh Maria Fernanda, vai ser uma menina e ponto. – se fingiu de brava.

Ele ficou mais um tempo fazendo uns procedimentos, mas parecia que ele queria me enrolar mesmo, fazer um suspense.

César: huuum – nos olhou sorrindo – parece que você acertou.

Fer e Isa: você quem? – falamos juntas e o doutor arregalou os olhos.

César: é um principezinho. – meus olhos marejaram, mas Isa teve que acabar com emoção daquele momento, se não, não seria a Isa.

Isa: maldito pressentimento de mãe. – falou emburrada e nós todos rimos.

...

Saímos do consultório, e estávamos mortas de fome, então resolvemos ir comer em algum lugar antes de ir ao hospital ver meu pai. Paramos pra comer, mas foi coisa rápida. Cheguei no hospital e logo a recepcionista simpática me atendeu.

Fer: eu queria ver o Senhor Rogério Albuquerque. – disse sorrindo e ela logo liberou.

Chegamos no quarto dele, e o mesmo ainda estava almoçando, sorri feliz ao vê-lo e ele retribuiu, mas fiquei meio triste ao lembrar que esse poderia ser o ultimo sorriso que eu veria dele. Tratei de expulsar esses pensamentos da minha cabeça.

Fer: pai, o senhor não vai acreditar. – falei entrando feliz no quarto.

Rogério: que tal você me falar? – disse irônico e eu revirei os olhos.

Fer: nossa que engraçadinho. Mas eu descobri o sexo do bebê. – bati palminhas.

Rogério: ooh não. – se animou – e qual é?

Fer: é um meninooo pai. – sorrimos.

Ficamos a tarde toda conversando, parecíamos estar na nossa sala de estar planejando minha gravidez todinha. Me esqueci que estávamos em um hospital, e meu pai pareceu esquecer as condições que ele se encontrava, e foi uma das poucas vezes que passamos juntos que ele não me lembrou que o fim dele estava próximo.

Enfermeira: hora do lanche da tarde. – entrou com uma bandeja – e depois tem tirar o cochilo ouviu? – disse brincalhona e rimos.

Fer: nossa, como passou rápido o tempo. Tem que mesmo pai, eu acho que já vou pra casa, de noite eu volto pra te dar boa noite papis.

Rogério: então ta, venha me da um abraço.

Quando o abracei algo me diz que eu tinha que ficar ali pra sempre, naquele abraço e não deveria sair nunca mais. Mas logo chamaram minha atenção, e sai com o coração na mão, sem saber ao certo por que.

Cheguei em casa e logo postei a foto anunciando a gravidez e o sexo do bebê, pra matar a curiosidade da Bru principalmente, que ainda não sabia, e devia está louca  por ainda não termos a avisado. Pedi pra que Isa escrevesse na minha barriga, e depois a mesma tirou a foto.


Pessoal, é com muita emoção que venho comunicar a vocês a minha gravidez, já estou de quatro meses e duas semanas, e nem sei como consegui esconder de vocês esse neném lindo, que antes de nascer já é muito amado por todos. Como vocês devem ter lido na foto, é um principezinho que eu já amo mais que tudo. Descobri hoje o sexo, e desculpa Bru @brusantanareal por não ter te avisado antes como tinha prometido kkkkk mas esqueci completamente. Espero que como eu, vocês amem o príncipe que está vindo por ai, e não fiquem bravos comigo por não ter avisado antes. Amo vocês <3







POR MAIS QUE NÃO TENHAM BATIDO A META, EU POSTEI. ESPERO QUE ESSE AQUI BATA, PQ DESSA VEZ EU NÃO VOU POSTAR, CASO NÃO COMENTEM... LÁ EM CIMA EU INDIQUEI A FANFIC DE UMA DAS MINHAS LEITORAS FIÉIS, QUE COMENTA EM QUASE TODOS OS CAPÍTULO (NÃO PENSEM QUE EU NÃO SEI). VAMOS LER ESSA FIC QUE TA MARA, JA VOU COMEÇAR A LER TBM.
E O PAI DA FER?? SERÁ QUE VAI ACONTECER ALGO? SEI DE NADA BRASIL!! CONTINUOU COM 6 COMENTS, BEIJOCAS NO CORE