sábado, 27 de junho de 2015

Capítulo 43

...
Hoje, era dia 23 de dezembro, Isa já tinha ido pro Brasil, passar o natal e o réveillon com sua família. A situação de meu pai, não tinha melhorada, a cada dia ele estava pior, e ver isso acabava com meu emocional. O médico o liberou pra ir passar o natal em casa, alegando que ele ficando no hospital não ia adiantar nada, já que eles não podiam fazer nada pra que meu pai melhorasse.

Fer: pai, tem certeza que vai ficar bem? – o olhei desconfiada.

Rogério: é claro que eu tenho, vá comprar o presente do seu amigo secreto. Também queria poder ir comprar o meu.  – fez uma carinha que deu dó.

Fer: eu não sei se é uma boa ideia você sair de casa, não esta bem o suficiente pra isso.

Rogério: mas minha filha, quando é que vou estar bem o suficiente pra ir a algum lugar? Eu sei que estou com câncer, e já está muito avançado, mas isso não quer dizer que eu não possa sair. Afinal, não quero ficar preso dentro de casa – fez careta.

Fer: ta – falei meio contrariada – mas eu vou levar  cadeira de rodas, caso fique muito cansado, a gente volta no carro pra pegar ela ok?

Rogério: mas não vamos ao shopping? – assenti – lá tem aqueles carrinhos automáticos pra alugar.

Fer: verdade. Então vem, vou te ajudar a se arrumar.

Pedi para que Briam e Clarissa se arrumassem também, pra que eles fossem com a gente comprar o presente do amigo secreto, eles passariam o natal com a gente.
Fomos todos comprar, as vezes sentia flashes em nossa direção, meu pai entrou em uma loja, e insistiu que iria ficar lá dentro sozinho, não queria que ninguém descobrisse seu amigo secreto. Briam entrou na mesma loja, mas pra comprar o que ele daria. Avistei uma loja, e logo entrei, já que ali tinha algumas coisas que poderia ser do meu amigo. Não vi Clarissa, certamente ela foi comprar o dela.

Depois combinei com Briam e Clarissa pelo celular, pra nos encontrar na praça de alimentação, já que meu pai estava com Briam. Jantamos ali mesmo, pra poupar tempo e trabalho.
Chegamos em casa, e fui ajudar meu pai a trocar de roupa pra dormir, ele me fez prometer que não mexeria no seu presente, que estava ao lado de sua cama. Dei boa noite pra Briam e Clarissa que também estavam se recolhendo para seu quarto e eu fui pro meu.
“toquinho do iphone”
Estava me despindo pra tomar banho, quando ouço meu celular tocar, e vou logo atender, vendo ser a Isa.
Ligação ON

Fer: ooi amiga. – falei com voz de sono.

Isa: ooi amiga, o seu pai melhorou?

Fer: não, bem pelo contrario – suspirei – mas por quê?

Isa: nossa, nada não. Saiu em um monte de programas aqui no Brasil dizendo que você estava curtindo à tarde no shopping com seu pai, e duas pessoas que eles deduzem que trabalham pro seu pai. Ai mostrou umas fotos e vídeos de vocês andando, alguns de você sozinha, e outros de vocês comendo.

Fer: que rápido. Mas ele não melhorou, infelizmente. Nós fomos comprar os presentes do amigo secreto, e meu pai insistiu tanto pra ir, que eu não consegui dizer não.

Isa: fez certo amiga, ele não tem que ficar preso em casa.

Fer: foi isso o que ele disse. Acho que ele esta sentindo sabe?

Isa: sentindo o que?

Fer: sentindo que vai morrer.

Isa: mas claro que está. E ele parece bem conformado.

Fer: mas não deveria estar, talvez... – meus olhos molharam – a hora dele esta chegando.

Isa: amiga, para. Não pensa nisso ok? Se for pra ser, vai ser. Deus sabe o que faz! Agora vou ter que desligar.

Fer: tudo bem, beijos.

Isa: beijos, já estou com saudades. – ri.

Fer: eu também sua bitch. – rimos e logo desliguei.

Ligação OF

Tomei um banho rápido, e logo fui dormir, não queria ficar pensando nisso.
Hoje era véspera de natal, fiquei o dia ajudando Clarissa arrumar as coisas pra noite. Que enfim chegou, decidimos que iria começar com o meu pai revelando o seu amigo secreto, que era eu por sinal. Emocionei-me com suas palavras e o que ele me deu foi uma corrente de ouro com um pingente que era um coração, ele abria e mostrava uma foto minha e da minha mãe. E também uma pulseirinha que era da dona Suzana (minha mãe). Revelei o meu, que era a Clarissa, uma bolsa e sapatos, ela deu pra Briam, roupa, e o mesmo deu pro meu pai, umas coisas que nem vi o que era. Estava abrindo e fechando o coraçãozinho, perdida em meus pensamentos. Enfim deu meia noite, cada um abraçou um, e rezamos começando a comer logo em seguida.

Fer: pai, porque entrou naquela lojinha, se nem comprou nada? – perguntava enquanto o cobria.

Rogério: pra disfarçar. Mas depois fui comprar uma outra coisa pra você, pra que quando eu subi pro próximo andar, você possa lembrar de mim.

Fer: pai, você não vai... – me interrompeu.

Rogério: é claro que eu vou, e está próximo, você e nem ninguém pode negar isso. – abaixei a cabeça. – ele tirou uma caixinha de veludo vermelha, meio grande e abriu – na tradição de nossa família, alguém tem que comprar algo pra filha, antes de falecer, pra quando ela tiver certeza que encontrou o grande amor de sua vida, ela possa oferecer isso a ele.

Fer: mas você não é a filha.

Rogério: não mesmo, era pra sua mãe ter feito isso, mas como ela faleceu antes disso, acho que eu sou o candidato pra isso não? – rimos – aqui está duas pulseiras, a do homem, é mais rustica, já a da mulher é delicada, mas ainda são bem parecidas. – sorri pra ele e o agradeci.

Voltei pro meu quarto com o coração na mão, torcendo pra que eu encontrasse mesmo o amor da minha vida, agora eu tinha que decidir outra coisa, ou ir pro Brasil passar o réveillon lá no Rio, no meu prédio. Ou ficar com meu pai em casa.




Eita, volto com 5 comentários, beijos 

6 comentários:

  1. Ameiii o capitulooo dudaaa
    Aiin o pai dela piorouu q triste :(
    Que lindoo isso de da duas pulseiras pra filha ,para quando ela encontrar o amor da sua vida ,ela possa oferecer a ele .
    Mas a Fer já encontrou o amor da vida dela que é o Lu.
    Acho que tem que passar o réveillon com o pai dela.
    Ansiosa pelo proximp capituloo
    Bjos Duda

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  2. Continua aí meu Deus que lindo esse capítulo, o luan tem que saber que ela tá grávida rápido, continua por favor.

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  3. Ela tem que contar pra luan logo, continua

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