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Hoje, era dia 23 de dezembro, Isa já
tinha ido pro Brasil, passar o natal e o réveillon com sua família. A situação
de meu pai, não tinha melhorada, a cada dia ele estava pior, e ver isso acabava
com meu emocional. O médico o liberou pra ir passar o natal em casa, alegando
que ele ficando no hospital não ia adiantar nada, já que eles não podiam fazer
nada pra que meu pai melhorasse.
Fer: pai, tem certeza que vai ficar
bem? – o olhei desconfiada.
Rogério: é claro que eu tenho, vá
comprar o presente do seu amigo secreto. Também queria poder ir comprar o
meu. – fez uma carinha que deu dó.
Fer: eu não sei se é uma boa ideia
você sair de casa, não esta bem o suficiente pra isso.
Rogério: mas minha filha, quando é
que vou estar bem o suficiente pra ir a algum lugar? Eu sei que estou com
câncer, e já está muito avançado, mas isso não quer dizer que eu não possa
sair. Afinal, não quero ficar preso dentro de casa – fez careta.
Fer: ta – falei meio contrariada –
mas eu vou levar cadeira de rodas, caso
fique muito cansado, a gente volta no carro pra pegar ela ok?
Rogério: mas não vamos ao shopping?
– assenti – lá tem aqueles carrinhos automáticos pra alugar.
Fer: verdade. Então vem, vou te
ajudar a se arrumar.
Pedi para que Briam e Clarissa se
arrumassem também, pra que eles fossem com a gente comprar o presente do amigo
secreto, eles passariam o natal com a gente.
Fomos todos comprar, as vezes sentia
flashes em nossa direção, meu pai entrou em uma loja, e insistiu que iria ficar
lá dentro sozinho, não queria que ninguém descobrisse seu amigo secreto. Briam
entrou na mesma loja, mas pra comprar o que ele daria. Avistei uma loja, e logo
entrei, já que ali tinha algumas coisas que poderia ser do meu amigo. Não vi Clarissa,
certamente ela foi comprar o dela.
Depois combinei com Briam e
Clarissa pelo celular, pra nos encontrar na praça de alimentação, já que meu
pai estava com Briam. Jantamos ali mesmo, pra poupar tempo e trabalho.
Chegamos em casa, e fui ajudar meu
pai a trocar de roupa pra dormir, ele me fez prometer que não mexeria no seu
presente, que estava ao lado de sua cama. Dei boa noite pra Briam e Clarissa
que também estavam se recolhendo para seu quarto e eu fui pro meu.
“toquinho do iphone”
Estava me despindo pra tomar banho,
quando ouço meu celular tocar, e vou logo atender, vendo ser a Isa.
Ligação ON
Fer: ooi amiga. – falei com voz de
sono.
Isa: ooi amiga, o seu pai melhorou?
Fer: não, bem pelo contrario –
suspirei – mas por quê?
Isa: nossa, nada não. Saiu em um
monte de programas aqui no Brasil dizendo que você estava curtindo à tarde no
shopping com seu pai, e duas pessoas que eles deduzem que trabalham pro seu
pai. Ai mostrou umas fotos e vídeos de vocês andando, alguns de você sozinha, e
outros de vocês comendo.
Fer: que rápido. Mas ele não melhorou,
infelizmente. Nós fomos comprar os presentes do amigo secreto, e meu pai
insistiu tanto pra ir, que eu não consegui dizer não.
Isa: fez certo amiga, ele não tem
que ficar preso em casa.
Fer: foi isso o que ele disse. Acho
que ele esta sentindo sabe?
Isa: sentindo o que?
Fer: sentindo que vai morrer.
Isa: mas claro que está. E ele
parece bem conformado.
Fer: mas não deveria estar,
talvez... – meus olhos molharam – a hora dele esta chegando.
Isa: amiga, para. Não pensa nisso
ok? Se for pra ser, vai ser. Deus sabe o que faz! Agora vou ter que desligar.
Fer: tudo bem, beijos.
Isa: beijos, já estou com saudades.
– ri.
Fer: eu também sua bitch. – rimos e
logo desliguei.
Ligação OF
Tomei um banho rápido, e logo fui
dormir, não queria ficar pensando nisso.
Hoje era véspera de natal, fiquei o
dia ajudando Clarissa arrumar as coisas pra noite. Que enfim chegou, decidimos
que iria começar com o meu pai revelando o seu amigo secreto, que era eu por
sinal. Emocionei-me com suas palavras e o que ele me deu foi uma corrente de
ouro com um pingente que era um coração, ele abria e mostrava uma foto minha e
da minha mãe. E também uma pulseirinha que era da dona Suzana (minha mãe). Revelei
o meu, que era a Clarissa, uma bolsa e sapatos, ela deu pra Briam, roupa, e o
mesmo deu pro meu pai, umas coisas que nem vi o que era. Estava abrindo e
fechando o coraçãozinho, perdida em meus pensamentos. Enfim deu meia noite,
cada um abraçou um, e rezamos começando a comer logo em seguida.
Fer: pai, porque entrou naquela
lojinha, se nem comprou nada? – perguntava enquanto o cobria.
Rogério: pra disfarçar. Mas depois
fui comprar uma outra coisa pra você, pra que quando eu subi pro próximo andar,
você possa lembrar de mim.
Fer: pai, você não vai... – me interrompeu.
Rogério: é claro que eu vou, e está
próximo, você e nem ninguém pode negar isso. – abaixei a cabeça. – ele tirou
uma caixinha de veludo vermelha, meio grande e abriu – na tradição de nossa família,
alguém tem que comprar algo pra filha, antes de falecer, pra quando ela tiver
certeza que encontrou o grande amor de sua vida, ela possa oferecer isso a ele.
Fer: mas você não é a filha.
Rogério: não mesmo, era pra sua mãe
ter feito isso, mas como ela faleceu antes disso, acho que eu sou o candidato
pra isso não? – rimos – aqui está duas pulseiras, a do homem, é mais rustica, já
a da mulher é delicada, mas ainda são bem parecidas. – sorri pra ele e o
agradeci.
Voltei pro meu quarto com o coração
na mão, torcendo pra que eu encontrasse mesmo o amor da minha vida, agora eu
tinha que decidir outra coisa, ou ir pro Brasil passar o réveillon lá no Rio,
no meu prédio. Ou ficar com meu pai em casa.
Eita, volto com 5 comentários, beijos
Ameiii o capitulooo dudaaa
ResponderExcluirAiin o pai dela piorouu q triste :(
Que lindoo isso de da duas pulseiras pra filha ,para quando ela encontrar o amor da sua vida ,ela possa oferecer a ele .
Mas a Fer já encontrou o amor da vida dela que é o Lu.
Acho que tem que passar o réveillon com o pai dela.
Ansiosa pelo proximp capituloo
Bjos Duda
Mto lindoo o capítulo
ResponderExcluirContinua ^^
ResponderExcluirContinua aí meu Deus que lindo esse capítulo, o luan tem que saber que ela tá grávida rápido, continua por favor.
ResponderExcluirEla tem que contar pra luan logo, continua
ResponderExcluirFer Muié conta logo
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