Maria Fernanda ON
Receberia alta hoje, desde o dia em que briguei com Luan não via Bernardo, estava morrendo de saudades. Bruna disse que ele as vezes até chorava querendo a mãe, no caso eu. Mas por pedido meu mesmo, elas não trouxeram Ber pra me ver aqui, não queria que ele me visse assim, Bru só dizia pra ele que eu estava “dodói”, mas que logo voltava pra casa.
Médico: vê se não da mais nem um susto na gente em dona Maria. – rimos.
Fer: pode deixar.
Médico: não se esqueça de voltar daqui duas semanas exatas para fazer o exame de rotina. Sem ser na próxima quinta, na outra.
Fer: eu não vou esquecer.
Isa e Bruna vieram me buscar, tia Matizete e tio Amarildo, tinha vindo me ver algumas vezes. As minhas amigas me tratavam com o maior cuidado, como se eu tivesse down, até me irritava alguns momentos, mas eu não dizia nada, elas fazem tanto por mim, não seria mal agradecida, muito menos mal educada.
Cida veio me ver uma vez, mas de madrugada ela me ligou desesperada, dizendo que sua irmã tinha sofrido um assidente e estava na UTI, disse para ela ir visita-lá, fiz questão de pagar a passagem dela para Bahia, onde a grande da parte de sua família mora. Agradeci por naquela noite Isa ter dormido ali, ela levou Cida até o aeroporto, comprou a passagem e deu um dinheiro para que ela usasse caso necessário. Cida não queria aceitar de jeito nenhum, mas eu apelei e ela aceitou dizendo que devolveria o que sobrasse.
Isa: deixa eu te ajudar a sair do carro amiga. – disse assim que parou na frente da minha casa.
Fer: não precisa, eu consigo andar. Não to doente nem nada, não me tratem com diferença. – falei já ficando nervosa com aquilo.
Isa: você tem razão, mas eu fico preocupada. Vou parar de pegar no pé. – Bruna concordou.
Bruna: amiga, quer que eu pegue o Bê lá pra você?
Fer: quero sim Bru, pega ele lá por favor.
Luan ON
Estávamos assistindo a um filme quando Bruna entrou em casa, minha mãe pausou o filme.
Mari: ela já chegou filha?
Bruna: chegou sim mãe, vim pegar o Bê pra ver ela.
Mari: ele ta lá no quarto dele dormindo, tirando a soneca depois do almoço. Fala pra ela vir ver ele. – Bruna me encarou e eu revirei o olhos.
Bruna: deixa pra lá, quando ele acordar eu venho buscá-lo. – Bruna virou as costas pra sair e meu pai a chamou.
Amarildo: ela já almoçou minha filha?
Bruna: ainda não, mas a gente faz alguma coisa pra ela.
Mari: pra não dar trabalho pra Cida, fala pra ela vir comer aqui.
Bruna: a Cida foi pra Bahia visitar a família dela, parece que a irmã sofreu um acidente. Mas pode deixar que a gente faz alguma coisa pra ela lá.
Mari: nem pensar, ela tem que comer coisa saudáveis. E como ela vai ficar lá sozinha, não pode. Diz pra ela vir dormir aqui até que Cida volte.
Bruna: não sei se é uma bo... – meu pai a interrompeu.
Amarildo: é uma boa ideia sim, eu mesmo vou lá buscar ela, se não é capaz dela não vir.
Luan: parem de inventar moda, ela já está bem. Já é crescida, sabe se cuidar. Não precisa disso tudo.
Mari: a casa é minha, trago quem eu quiser. E não esquece que você tem que pedir desculpas a ela, vai até hoje a noite o prazo. – bufei e subi para o meu quarto.
Maria Fernanda ON
Estava sentada na cadeira alta da bancada da cozinha, conversava com Isa, a mesma estava pendurada na geladeira vendo o que tinha pra se fazer de almoço, quando o tio Amarildo entrou.
Fer: oi tio, tudo bem? – o abracei.
Amarildo: eu to ótimo e você? – me soltou – Oi Isa. – sorriu pra ela que respondeu logo em seguida.
Fer: também to muito bem? Mas o que faz aqui e cade meu neném?
Amarildo: eu vim te buscar para ir ficar lá em casa enquanto a Cida não volta, a sua tia não quer te deixar sozinha aqui de jeito nenhum. E já está fazendo uns frangos grelhado pra vocês.
Fer: mas eu não vou ficar sozinha, a Isa ficará comigo. E não precisa se preocupar com isso, a gente já ia fazer alguma coisa aqui.
Amarildo: mas a Isa vai junto, ela não quer nem saber, só quer que você vá. E eu também, claro.
Fer: ai tio, não sei se... – parei de falar – você sabe né?!! Eu e o seu filho não nos damos bem, acho melhor não.
Amarildo: vocês são dois cabeças duras, isso sim. Pode subir pra arrumar as suas coisas, você também Isa.
Isa: o almoço eu vou aceitar tio, mas não vou poder dormir. Eu ia cancelar alguns compromisso pra ficar aqui com a Fer, mas já que ela vai ficar lá, eu fico mais tranquila.
Fer: você não me disse que tinha compromissos. – me fiz de seria.
Isa: você não me deixaria ficar. Agora vai arrumar as suas coisas que eu estou com fome.
Arrumei as minhas coisas em uma mala pequena e desci, atravessamos a rua e estávamos na casa do meu ex-namorado, logo que entrei, tio Amarildo pegou a minha “mala” pra colocar lá em cima no quarto de hóspedes, e eu fui pra cozinha. Tinha frango grelhado com maionese, arroz e farofa.
Mari: fiz uma coisa bem simples e rápido, mas se quiserem mais alguma coisa só pedir.
Isa: que isso tia, não precisa se incomodar.
Fer: não precisa mesmo, nem precisava ter feito isso. Mas agora vai descansar, pode deixar que a gente arruma as coisas quando terminarmos de comer.
Mari: eu vou deixar vocês fofocando, mas quando terminaram me chamem pra arrumar hein?! – falou e saiu da cozinha.
Bruna: porque quis ficar no quarto de hóspedes?
Fer: não quero incomodar mais, prefiro ficar lá mesmo.
Bruna: frescurenta – revirou os olhos – tenho uma super novidade pra vocês.
Isa: então conte né menina.
Bruna: lembram do Bernardo?
Fer: claro né vei, meu filho.
Bruna: não esse, o meu Bernardo, do Rio.
Fer: ata, sei. O que tem ele? Não iria vir morar aqui em Sampa?
Bruna: ele vai se mudar pra cá essa semana, e sabe onde ele vai morar?
Isa: aqui no Alphaville?
Bruna: antes fosse. Ele vai morar no seu prédio queridinha, no andar de cima.
Fer: não gostei, agora você vai viver no apê da Isa. – fiz biquinho e elas riram.
Isa: olhe pelo lado bom, a Bru vai desencalhar. – rimos.
Fer: vai ser a única desencalhada aqui, ta dificil pra gente hein Isa?!!
Bruna: parem de coisa, a gente não tem nada sério.
Isa: por enquanto né migs.
Terminamos de comer e como o combinado arrumamos as coisas, Isa deu um beijo em Ber que ainda dormia e logo voltou pra casa, alegando que tinha algumas coisas importantes pra resolver. Depois fui tomar banho, e Bru disse que iria falar com Bernardo por telefone e viria pro quarto onde estou, para que conversássemos.
Tomei um banho demorado e coloquei um shortinho de moletom e uma regata branca, depois de fazer alguns procedimentos com a minha pele, voltei pro quarto e Bru ainda não tinha voltado, iria chamar ela, mas lembrei que ela estava falando com seu boy e não quis atrapalhar, depois de um tempo ela chegou com uma tigela de brigadeiro e eu entedi o porque da demora.
Ligamos o ar no minimo, e eu coloquei um filme que tinha sido lançado a pouco tempo, os pais dela tinham alugado, e ela pegou pra assistirmos. O nome era “Uma Longa Jornada”, era lindo o filme e junto com minha amiga chorei enquanto comia aquele doce que estava delicioso.
Decidimos começar a assistir uma série, procuramos algumas e no final escolhemos uma chamada awkward. Quando estávamos terminando a segunda temporada a tia bateu na porta.
Mari: menina venham comer, não saíram desse quarto hoje.
Bruna: já vamos mãe, só deixa terminar esse episódio. Faltam oito minutos.
Terminamos de assistir lembrei do meu filho, tinha esquecido dele. Que feio pra uma mãe – risos – ele estava na sala com alguns brinquedos pelo tapete todo, na hora que me viu veio “correndo” me abraçar e eu morri de amores.
Sentei na cadeira, e coloquei Bernardo em sua cadeirinha, primeiro dei comida a ele e depois deixei ele ir brincar e comecei a comer a minha. Luan não estava na mesa, desde que cheguei não tinha visto ele e até preferia assim. Depois do jantar eu e Bruna brincamos com Ber e assistimos desenho com ele, depois dei banho nele e o fiz dormir. Já eram umas 22:30.
Eu e Bruna voltamos para o quarto em que eu estava para agora começarmos a 3º temporada da série.
Estávamos no meio do 10º episódio, já se passavam das 1:30 da manhã, quando alguém bateu na porta. Bruna quem abriu.
Fer: quem é Bru?!
Bruna: o Luan, ele quer falar com você. Eu vou ali no meu quarto, quando terminarem me chame. – assenti e ela saiu.
Luan: Fer – ele fechou a porta – eu tenho que falar com você. – enruguei a testa.
Fer: sobre o que?
Luan: sobre... a gente.
OOIIE AMORES, ENTÃO... MIL PERDÕES PELA DEMORA, EU SEI QUE ISSO NÃO É NADA RESPONSÁVEL, MAS EU VIM ME JUSTIFICAR. MEU TIO FALECEU, E EU NÃO TINHA INSPIRAÇÃO PRA ESCREVER. AMANHÃ COMPENSO VOCÊS COM UNS 3 CAPÍTULO OK?OK!
QUERO MUITOS COMENTÁRIOS, PLEASE.
•••
E SOBRE ESSE CAPÍTULO? O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER HEIN? VÃO REATAR SERÁ? SEI DE NADA, BEIJOCAS <3
Acho que agora é a hora desses dois conversar como adultos e sem marra de ambas as partes pra quem sabe se entenderem né,o Luan tem que tentar entender o lado dela e ela tbm tem que entender o dele afinal ele perdeu uns dos melhores momentos como pai e o nascimento do filho né...ah junta eles logo vai...
ResponderExcluir