segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Capítulo 79

Médico: você está gravida dona Maria. – sorriu pra mim.

Fer: mas como? 

Médico: olha, como eu acho que você deve saber. Mas se ainda assim quiser que eu explique...


Fer: você tem certeza do que ta falando? Isso é muito sério, não podia ter acontecido. – abaixei minha cabeça.


Médico: sim, tenho certeza. Não da pra se confundir... você ta bem? – perguntou assim que viu algumas lagrimas escorrendo pelo meu rosto.

Fer: ta sim, você ta com o papel ai? – limpei as lagrimas que caiam.

Médico: to sim – pegou um envelope e me deu.

Me levantei, peguei a minha bolsa e o envelope que estava em cima da mesa.

Fer: eu já vou doutor.

Médico: tem certeza? Você não esta em condições de dirigir, não é melhor ligar pra alguém vir... – o interrompi.

Fer: não precisa, eu to bem. – sai de vez daquela sala.

Saí em passos largos daquela clinica, entrei no meu carro e comecei a chorar, não queria sofrer tudo de novo.



 Qual era o meu problema? Eu só podia ser burra, como fui cair no papo daquele menino de novo, fui uma fraca e não pensei nas consequências. Não fazia ideia de como seria daqui pra frente, afinal agora são dois filho pra eu cuidar. Seria tudo tão mais fácil se eu não tivesse ido naquela bendita balada, e eu e Rafael ainda estaríamos juntos. Mas as coisas não são sempre como nós queremos.

Pisei no acelerador e fui em direção ao meu condomínio, dessa vez não iria esconder de Luan a gravidez, mesmo que eu quisesse não teria como. Ele não seria tao burro assim.

...

Fer: a gente precisa conversar. – falei assim que ele abriu a porta de sua casa.

Luan: é sobre o Ber? – me olhou sério e eu neguei – então eu não tenho nada pra falar com você. – já ia fechando a porta, mas eu a travei com o meu pé.

Fer: Luan Rafael, eu não estou pra brincadeira, isso é serio. – o olhei impaciente e ele me deu espaço para que eu entrasse, dei de cara com a sua namorada no sofá. – antes de tudo, cadê meu filho?

Luan: ele foi no mercado com a Bruna, agora fala logo, não tenho todo tempo do mundo.

Fer: eu acho melhor nós conversarmos a sós. – olhei pra Jade.

Jade: que a sós o que menina, se enxerga. Se tiver alguma coisa pra falar, que fale comigo junto... Eu e Luan não escondemos nada um do outro.

Fer: eu não tenho muita certeza. Mas já que insisti, vou ser direta Luan Rafael. – o olhei seria. – eu to gravida. – disse seca.

Percebi ele engolir em seco, logo depois fechar a mão, e depois seus olhos.

Luan: quem foi o filho da mãe que ousou tocar em você Fernada? – me olhou nervoso e eu ri.

Fer: Meu Deus menino, como você é sonso. – coloquei a mão no meu rosto.

Luan: Eu to falando sério Maria Fernanda, quem foi? – me olhava bravo.

Fer: o filho é seu querido. – falei seca.

Luan: meu? – percebi ele segurar o riso.

Jade: Luan, você vai acreditar nessa dai? É logico que é mentira, ela quer dar o golpe. Vai ver nem ta gravida. – ri irônica.

Fer: quando meu filho chegar, leva ele pra casa.

Entrei em minha casa e fui direto pro meu quarto, tirei minha roupa e fiquei só de calcinha e sutiã, estava muito calor. Peguei meu celular e no mesmo momento alguém abriu a porta.

Fer: Rafael sai daqui.

Ele me imprensou na parede e colocou as suas mãos em minha cintura.

Fer: o que você ta fazendo? – disse ofegante com sua aproximação.

Luan: o que eu tinha que ter feito a muito tempo. – me beijou, depois que me dei conta parei o eijo.

Fer: Rafael, para. – tentei o afastar, mas ele ainda continuava grudado em mim.

Luan: volta pra mim Fer? Eu te amo muito, não aguento mais.

Fer: para com isso, um filho seu não muda em nada, é só o acaso. – consegui me soltar dele.

Luan: o Ber a gente pode até fingir que não foi o destino, agora veio outro e você insiste em dizer que não nós não fomos feitos um para o outro. Vai estar no decimo filho e você vai dizer que é o acaso.

Fer: mesmo que eu quisesse... – ele me interrompe

Luan: pera ai, mesmo que eu quisesse? – riu irônico.

Fer: é, quem disse que – ele chegou mais perto com um sorrisinho no rosto – que eu quero voltar com você?!

Luan: para de negar vei. – me agarrou de vez e começou a beijar meu pescoço. – só diz sim Fer.

Fer: tem a sua namorada, e também isso não vai da certo.

Luan: eu já terminei com ela, por favor, para de inventar. Não corre mais de mim, não corre mais de nós. - colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. - Nós estamos sentindo a mesma coisa pelo outro, vamos dar um jeito nisso?


Fer: Que jeito? –perguntei com respiração falha por sentir seu corpo próximo ao meu.


Luan: o nosso jeito.


Fer: nosso jeito Luan? -ele assentiu mordendo os meus lábios.

Luan: você é minha Fernanda. -me arrancou um beijo devastador. Suas mãos puxavam meu cabelo e eu arranhava sua nuca, eu esperava por aquilo, e Luan parecia saber disso.

Seus lábios intercalavam entre minha boca e meu pescoço, me causando arrepios. Passei a mão por dentro de sua blusa e arranhei sua barriga, ele correspondeu mordendo meu lábio e puxando para ele, em um beijo quente. Suas mãos desceram até minha bunda e a apertou, me fazendo arfar em seus lábios entre abertos. Passei minhas mãos pelos seus braços e os apertei conforme a minha vontade de Luan ia aumentando. Ele foi nos guiando até a cama e me jogou nele.

O clima naquele quarto perigava a loucura. Após deitar em cima de mim, Luan me deu um beijo devastador, sua língua buscava cada canto de minha boca e eu puxava seus cabelos, trazendo seu corpo para o mais perto possível do meu. Suas mãos já passeavam pelas laterais do meu corpo e ele fez o que seus olhos ardentes prometiam e por segundos Luan encarou minha lingerie preta rendada. Logo avançou comigo novamente na cama atacando meus lábios em uma voracidade excitante, suas mãos apertavam minhas pernas e eu já afundava naqueles lençóis. Virei ficando por cima de Luan, tirei sua blusa e o joguei na cama, fazendo com que ele deitasse, pus meu corpo sobre o dele e o encarei com nossos rostos próximos, meus olhos certamente exalando desejo.

 Ele voltou a me beijar e quando nos faltou o ar, encerramos o beijo e desci meus lábios até seu pescoço, deixando mordidas ali. Fui descendo meus beijos pelo seu peito, o arranhando de leve, a respiração de Luan estava acelerada quando passei meus lábios por sua barriga, a mordendo também. Cheguei até o cós de sua calça e abri seu zíper, Luan se ergueu e a tirei.

 Só me restava a perdição de sua cueca box preta em contraste com sua pela branca. Ele não precisava ser perfeito, mas conseguia ser sem esforços. Subi e beijei sua tatuagem no ombro, a mordi de leve em seguida, olhei Luan e ele sorria. Lhe dei um rápido beijo ali e voltei até o cós de sua cueca, a tirei. Luan virou novamente ficando por cima e me puxou para sentar entre suas pernas.

Suas mãos procuravam desesperadamente pelo fecho do meu sutiã e assim que achou o desabotoou com facilidade, tirando-o e deixando mordidas leves em meus ombros. Eu já sentia seu membro excitado já que estávamos sentados, grudados. Ele me deitou novamente na cama e beijava meu pescoço, passando a mão em meus seios, me levantado à loucura.

Só havia a minha calcinha separando nós dois, mas Luan desceu seus beijos por entre meus seios, barriga, e a tirou. Voltou sua atenção para minha boca e enquanto me dava um beijo quente e molhado, senti Luan me invadir, acabei por gemer em seus lábios, fazendo Luan morder os meus. Suas investidas eram fortes e eu precisava me controlar naquele momento. Aquilo estava prazeroso ao extremo e acabei por fechar os olhos por alguns instantes.

Luan: olha pra mim. – ele pediu ofegante e abri meus olhos o encarando. O beijei enquanto ele fazia seus movimentos intensos.

Ficamos por horas e horas... incontáveis minutos ali, acho que pela primeira vez nos amando de verdade. Caímos um ao lado do outro, ofegantes.

Luan: vem cá. -ele me chamou me puxando pela cintura para deitar em seu peito. Fiz o que ele havia dito e me aconcheguei. Como era bom tê-lo ali, daquele jeito. Luan pegou minha mão e a entrelaçou com a sua, apoiando-as em cima de sua barriga.

Fer: e agora? -perguntei.

Luan: o que? -falou puxando nossas mãos e dando um beijo na minha.

Fer: nós dois.

Luan: somos de verdade agora. - falou abaixando o rosto para me olhar e ergui o meu, lhe encarando sorrindo. Seus lábios delicadamente tocaram os meus e demos o primeiro beijo calmo da noite, acredito eu.

Encerramos com selinhos e deitei minha cabeça em seu peito novamente, fazendo carinho em sua cintura. Luan com a outra mão, fazia carinho em meus cabelos.




Oiie meninas, voltei, nao morri... Juro. Ainda nao estou de ferias, mas é a ultima semana e claro eh bem menos corrido, por isso a partir de hoje vai ter capítulo todos os dias. Então, amanhã tem mais e finalmenteeee eles estao juntos, pelo menos eh oq parece.
Comenteeeem muito pra  mim? Bjss





terça-feira, 17 de novembro de 2015

ALGUMA COISA AI

Oi meninas, sumi né? Eu sei que sim, mas é por motivos maiores. Estou em semana de provas, algumas vão falar que não é desculpa, talvez não seja mesmo. Mas eu fico na parte da manhã e na parte da tarde na escola, final de semana eu tenho que estudar, além de que tenho alguns outros compromissos.
Pra completar, a lesada aqui, derrubou o celular na privada. – quase nada desastrada – Por isso nem quando eu não to fazendo nada na aula consigo escrever alguma coisa pelo celular.
Nesse exato momento, estou no laboratório de informática da escola fazendo um trabalho, daqui a pouco já vou ter que sair daqui.
Tá muito puxado pra mim, e sem celular fica ainda mais difícil, NÃO VOU PARAR COM A FANFIC.

NO DIA 30 DESSE MÊS, ESTOU DE VOLTA COM CAPÍTULOS NORMAIS E TODOS OS DIAS DA SEMANA. Espero que entendam... bjss

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Capítulo 78

- Será que a gente pode se sentar aqui? – olhei pra frente e meu sorriso se desfez.

Bruna: pode uai – olhou pra mim sem graça. – você disse que não ia sair hoje Pi, o que estão fazendo aqui?

Luan: resolvemos sair pra jantar de ultima hora e viemos aqui, né amor? – olhou pra sua namorada e eu revirei os olhos disfarçadamente.

Bruna: que coincidência. – ele assentiu – aah, deixa eu te apresentar. Esse aqui é o Bernardo Gabriel, pode chamar ele só de Gabriel mesmo. Ele é meu amigo.

Luan: só amigo? – semicerrou os olhos.

Bruna: mais ou menos. – sorriu sem graça e eu e Tiago rimos baixinho.

Luan: depois a gente conversar dona Bruna. – olhou em nossa direção. – e você quem é? – olhou um pouco sério pra Tiago.

Fer: nosso amigo, Tiago. – Luan me fuzilou com o olhar.

Tiago: prazer. – Tiago sorriu.

Luan: o prazer é todo meu. – disse cínico.

Bruna: a gente já pediu a nossa comida, peçam a de vocês logo.

Luan: o que você quer amor? – ouvi Luan perguntando a Jade e eu logo parei de observa-los e voltei a conversar com Tiago...

Luan ON

Bruna saiu para jantar com algumas pessoas e até me chamou, eu disse que hoje iria ficar em casa mesmo. Depois de uma hora mais ou menos, vi uma postagem de Fernanda, ela estava linda como sempre e um tanto quanto abusada naquela roupa. Eu reconheci o restaurante pela foto e a minha vontade era de ir lá naquele momento afastar todos os marmanjos que estivessem de olho na minha menina, mas eu não podia, e devia ser só um jantar entre amigas não é mesmo?

Esqueci por alguns minutos daquilo, mas logo apareceu uma notificação que ela havia postado uma nova foto – sim, eu ativei as notificações de publicação dela – aquela foto me atingiu de uma forma inexplicável, ela estava com um menino na foto.

Quando vi já ligava para Jade, eu não iria aparecer sozinho lá. Também queria passar um pouco de ciúmes nela... Assim que chegamos ao restaurante avistei a mesa em que eles estavam, Maria Fernanda e o amiguinho dela riam sem se preocupar com nada.

Luan: olha Jade, a Piroca ali naquela mesa. Vamos nos sentar lá?!

Jade: acho melhor não, aquela sua ex-namoradinha ta lá, e eu esperava que fosse um jantar só nosso. – fez bico e eu suspirei.

Luan: não faz sentido eu estar no mesmo restaurante que a minha irmã e não ficar na mesma mesa. Larga de coisa e vamos lá logo... – a puxei enquanto ela resmungava.

Bruna nos apresentou um tal de Bernardo Gabriel, provavelmente eles estavam tendo alguma coisa, isso me deixaria com ciúmes da minha irmã, mas no momento outra coisa me preocupava mais. A mulher que um dia foi minha, ria nos braços de outro, e a chance de perdê-la de vez me assustava muito.

Decidi fazer um ciuminho também, só chamava Jade de amor, eu nunca a chamava assim, mas naquele momento era preciso. Em certo momento percebi Fer suspirando, revirando os olhos e... é, estava funcionando o meu “joguinho”, até uma hora. Que ela parou de prestar atenção em mim, e voltou a falar com aquele tal Tiago.

Fer: vou ao banheiro, já volto. – ela se levantou e aquele moleque a acompanhou com o olhar. Eu o olhei feio, para que ele parasse e ele só riu pra mim. Oi? Será que esse cara não se toca.

Bruna: Ti, o celular da Fer ta ai com você? – ele assentiu.

Como assim o celular dela estava com aquele cara? Ela não gostava que ninguém – além de mim – pegasse o celular dela.

Bruna: empresta ai. – ele deu o celular.

Tiago: ta bloqueado, eu não sei a senha.

Bruna: nem eu. Merda.

Luan: 1311.

Bruna: o que?

Luan: a senha dela é 1311. – Bruna digitou a senha e deu certo, como eu imaginava.

Percebi dois olhares em cima de mim, do Tiago e da Jade, provavelmente não gostaram de ver que eu ainda lembrava a senha dela. Eu sorri ao perceber que ela deixou a senha que eu tinha colocado uma vez.

Fer voltou à mesa, e eu fiquei conversando com o Gabriel, enquanto Bruna, a Fer e o Tiago de merda conversavam entre si... Eu não gostava daquela aproximação dos dois, mas eu não podia fazer nada, infelizmente.

...

Maria Fernanda ON

Hoje fazia uma semana que eu tinha recebido alta do hospital, e com isso eu teria que voltar lá, para fazer uns exames de rotinas que eram necessários. Luan estava em casa, então deixei Ber com ele.

Cheguei no hospital e não tinha muita gente, logo o médico que tinha me atendido na ultima vez que estive aqui me chamou.

Médico: então Maria – ri – está de jejum né? – assenti. – Então vamos ao trabalho.

Fizemos todos os procedimento e exames necessários, e ele disse que daqui mais ou menos umas duas horas, eu podia voltar pra ver se tinha alguma coisa fora do comum. Estava morrendo de fome, por isso logo fui em uma lanchonete comer.

Fiquei um tempo enrolando, para que desse o horário certo de voltar ao hospital. Quando vi que já tinham se passado duas horas, paguei a conta e voltei ao hospital.

Fer: então doutor, alguma coisa errada? – cheguei em seu consultório convicta de que estava tudo em ordem.

Médico: deu uma coisa no exame, mas não é grave e nem preocupante.

Fer: mas meu Deus, o que pode ter dado nisso?

Médico: qual foi a ultima vez que você teve relação sexual? – eu me assustei com sua pergunta e corei na hora. – não precisa ficar com vergonha. – ele riu.

Fer: foi a... mais ou menos uma semana. – sorri constrangida.

Médico: então os resultados deram certos. Eu perguntei isso porque da ultima vez que esteve aqui, fizemos exame de sangue e nada foi constatado, e depois de alguns dias você volta e o exame já muda. E normalmente em uma semana não é possível detectar isso, por isso duvidei um pouco. – ele sorriu.

Fer: isso o que doutor?

Médico: você está gravida dona Maria. – sorriu pra mim.


Fer: mas como? 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Capítulo 77

Bruna: nunca mais fala isso Maria Fernanda. – ela falou séria – olha aqui pra mim. – a olhei – promete que nunca vai fazer uma besteira dessas?

Fer: eu não sei.

Bruna: promete?

Fer: prometo. – ela me abraçou.

Bruna: você sabe o quanto ruim crescer sem mãe, não faz isso com Ber.

Fer: você tem razão, pensei merda por uns minutos.

O celular de Bruna tocou, o número estava salvo com um macaquinho apaixonado e outro com as mãos nos olhos. Sorri e ela saiu para atender.

Bruna: amiga, o Ber disse que veio aqui pra São Paulo resolver algumas coisas do apartamento, e chamou a gente pra jantar hoje. – entrou no quarto.

Fer: não sei não. To afim de ficar de vela não. – fiz bico.

Bruna: como eu sou parça, eu disse pra ele levar um amigo. – arregalei os olhos.

Fer: o que esse menino vai pensar? Que eu sou atirada.

Bruna: brincadeira, ele falou que vai levar um amigo que mora aqui em Sampa, ai ele pediu pra ver se tinha algém pra levar, para fazer companhia ao tal amigo. Ai eu disse que sim...

Fer: aah bom. Mas ainda não sei de vai da, queria ficar com Ber meu filho.

Bruna: ai amiga, para com isso. Ele fica aqui com a mãe, a gente não vai voltar tão tarde assim.

Fer: então ta. Mas eu vou pra casa, não quero mais ficar aqui. E não é por causa do seu irmão... quer dizer, também e por ele, mas é porque eu não me sinto bem ficando aqui sabe? Parece que vocês acham que eu vou me matar se ficar sozinha, aquilo foi um deslize.

Bruna: você sabe como a minha mãe é, toda preocupada, mas eu te ajudo a convencer ela, pra você voltar pra casa. Mas só se você for hoje a noite.

Fer: ai sua rudicula da Raniele, só porque quero ir pra casa.

Bruna: ai amanhã você pega o Ber aqui em casa. – assenti.

Fer: como que a gente vai fazer para não confundir o seu boy e o meu filho? Os nomes são iguais.

Bruna: nossa amiga, verdade. Mesmo que ainda não estejamos namorando, estamos no caminho né?! – sorriu sapeca – deixa eu pensar. – fez uma pausa – agora que lembrei de uma coisa.

Fer: o que?

Bruna: o nome do “meu” boy – fez aspas com a mão – é Bernardo Gabriel, a gente pode chamar ele de Gabriel... A gente fala pra ele que nós vamos chamar ele de Gabriel.

Fer: beleza. Vou arrumar as minhas poucas coisas pra voltar para a minha humilde residência.

Bruna: vou falar com a Dona Marizete então...

...

Depois de muito insistir a tia deixou que eu voltasse pra casa, deixei Ber ali, já que a noite ele iria ter que voltar lá. Cheguei em casa e arrumei algumas coisas, o meu closet principalmente que estava bem desorganizado.

Bruna me mandou uma mensagem dizendo que iriamos em seu carro ás 21h30min mais ou menos. Fiquei a tarde inteira assistindo a série que tinha descoberto com Bru, resumindo... a minha tarde foi um tédio completo.

19h44

“Toquinho iphone”

Bruna: já começou a se arrumar querida? – falou assim que eu atendi.

Fer: ainda não são nem oito horas.

Bruna: você acha que eu não sei o quanto você demora, pode começar a se arrumar minha filha.

Fer: ta bom mamãe, vou tomar meu banho.

Bruna: bom mesmo. – rimos e desliguei.

Realmente fui tomar banho, lavei o cabelo e depois de alguns demorados minutos saí do banho. Deixei meu cabelo enrolado na toalha e fui escolher minha roupa ao som de uma música aleatória, depois de escolher a coloquei em cima da cama, coloquei minhas roupas intimas e fui secar meu cabelo. Depois de terminar de secar, decidi que iria o deixar mais ondulado.

Terminei o cabelo e comecei a fazer a maquiagem, demorei um pouco e nesse tempo Bru me ligou, avisando que já estávamos atrasadas. Coloquei a roupa que tinha separado e o sapato.

Desci um tempo depois e Bubu me esperava em seu carro, entrei e dei de cara com um sorriso sapeca da minha amiga.

Fer: o que foi? – perguntei sem entender.

Bruna: pronta pra matar. – fez gracinha e eu revirei os olhos rindo.

Fer: fica quieta, só estou indo pra fazer companhia pra esse menino ai.

Bruna: sei. – acelerou o carro rindo.

Chegamos no restaurante e os meninos não estavam lá, fomos ao banheiro e quando estávamos voltando pedi pra Bruna tirar uma foto minha. Voltamos pra mesa e os meninos estavam lá. O amigo do boy da Bru era bem bonito, enquanto minha amiga e o seu quase namorado estavam conversando meio que a sós, eu conversava com o Tiago, ele era bem divertido.

Fer: você sabe editar foto? – perguntei semicerrando os olhos.

Tiago: claro que eu sei menina, ta me tirando?! – ri.

Fer: então ta, então edita essa aqui. – mostrei a foto que Bru tinha tirado.

Tiago: não acredito que você ainda duvida vei. – ele pegou o meu celular e começou a “editar” a foto.

Fer: é, da para o gasto. – ele fez careta e ele disse que postaria no meu insta.

Ficamos conversando sobre outras coisas, enquanto ele fuçava no meu celular. Eu disse que ele só não podia mexer no whats, e ele obedeceu.

Tiago: pronto – me devolveu o celular.

Fer: o que você aprontou? – espremi os olhos e ele riu.

Na hora que eu abri o meu rolo de câmera, tinha umas noventa fotos dele. Fui olhar no instagram a foto que ele tinha postado, estava dando a maior polemica e ele só ria.

Meu querido amigo Tiago edita foto melhor que eu, amo ele <3
Ps.: não é o meu querido e gostosão amigo Tiago aqui.

Tiago: vamos tirar uma foto nossa, pra postar.

Fer; não sei se...

Tiago: sabe sim. – ele me puxou e tiramos a foto, que ele mesmo postou no meu instagram.

Esse é o meu amigo gostosão Tiago, as gatinhas sigam ele agora, to mandando.
@t.drummond


Fer: você é doido – falei depois de ver a legenda e ele piscou.

Tiago: vou salvar meu número aqui no seu celular ta bom amiga? – fez uma voz fina e eu gargalhei.

Fer: ta bom bicha. – ri e ele meu olhou “sério”.

Quando vi, ele já estava no meu snapchat, fazendo vídeos.

Tiago: oi meninas, a Maria pediu pra dizer que ela me ama. E viemos assumir o nosso caso ta?  Desde 2011 a gente se pega, colar de beijos.

Fer: se enxerga moleque. – fui tentar pegar o celular e a gente quase caiu da cadeira.

- Será que a gente pode se sentar aqui? – olhei pra frente e meu sorriso se desfez.





 3/3

AMANHÃ TEM DOIS CAPÍTULOS, COMENTEM PRA MIM?







sábado, 7 de novembro de 2015

Capítulo 76

Eu não queria e nem podia acreditar que ele tinha feito uma coisa dessas comigo, eu realmente não o reconhecia mais. Ele só me usou, eu realmente não esperava aquilo dele. Não mesmo.

Se quer chamei Bruna para assistirmos a série, tranquei a porta desliguei tudo e deitei na cama. Eu queria ser feliz, e assim nunca seria possível, eu tinha que esquecer Luan, ele só me fazia sofrer, e eu com certeza não queria isso.

...

Acordei com batidas na porta, me assustei assim que vi o horário, já eram 12h40.

Fer: quem é? – passei a mão no meu cabelo com a expectativa de arruma-lo um pouco.

Bruna: a Bru amiga, abre aqui. – abri a porta – vamos almo... – ele parou de falar assim que me viu – o que aconteceu aqui ontem?

Fer: depois do almoço eu te conto, agora vamos logo comer. Estou varada de fome. – disse penteando meu cabelo.

Bruna: eu só queria dizer que tem uma pessoa indesejada lá embaixo.

Fer: para de coisa dona Bruna.

Desci sem me importar com quem poderia ser, e assim que cheguei na mesa dei de cara com a Jade sentada ao lado de Luan, eu não podia acreditar nisso. Idiota, eu só queria esquece-lo de uma vez por todas.

Me sentei na mesa e a tia me olhou com um olhar de desculpas, como se ela tivesse culpa. Vi Ber do lado de sua vó, e o abracei, a tia insistiu que daria comida pra ele, então deixei. Cumprimentei todos apenas com um bom dia, Luan me olhava sem jeito e eu só queria jogar aquele suco na cara dele.

Me servi e comecei a comer, as vezes conversava alguma coisa com a Bruna sobre assuntos aleatórios, mas bem baixinho, só pra gente ouvir.

Luan: família, eu tenho uma coisa para comunicar a vocês. – me olhou tenso e eu só queria que não fosse o que estava pensando.

Mari: o que foi meu filho?

Luan: eu e a Jade... – engoli em seco – estamos namorando. – senti os olhos de todos na mesa sobre mim. Fingi não ter escutado e continuei comendo.

Mari: que bom meu filho, bem vinda de novo Jade. – tia disse sem ao menos olhar na cara de sua nova nora, ela dava comida para Bernardo.

Jade: obrigada Marizete, acho que agora vai – abraçou Luan de lado deitando sua cabeça no peito dele. – né Ga? – olhou pra Luan.

Luan: é sim.

Bruna nem o tio disseram nada a respeito daquele assunto, muito menos eu. Bruna terminou de comer e subiu sem falar nada com ninguém, eu terminei logo em seguida.

Fer: com licença.

Levantei e subi o mais rápido possível, entrei no “meu” quarto e Bruna estava lá.

Bruna: eu entendi errado né?

Fer: eu acho que não. – ri.

Bruna: não sei como você pode rir de uma coisa de... – Luan abriu a porta do quarto com tudo.

Luan: Piroca, me deixa conversar com a Fer um instante. – Bruna saiu bufando e eu o encarei brava. – Fer me desculpa, eu realmente fiz isso pra ser meio que a vingança, mas eu me arrependi. Eu...

Fer: quer saber a real? Ontem eu pensei que a gente poderia voltar, estávamos nos entendendo, demos uma trégua não foi? Eu te desculpei pelas merdas que você disse, mas você tem que acabar com tudo, você tem que estraga tudo. – meus olhos estavam marejados – eu errei quando escondi Bernardo de você? Errei, mas agora eu vou te dizer por que eu fiz aquilo.

Luan: então diz. – sussurrou.

Fer: eu estava com medo, afinal na minha primeira gravidez, quando eu procurei o pai do meu filho para que ele pudesse assumir, você sabe o que ele fez? – Luan me olhava surpreso – ele matou o meu filho – soluçava de tanto chorar – eu não queria perder mais um, não queria. Ele tinha que nascer primeiro, pra depois eu te falar que você realmente era o pai. – enxuguei minhas lagrimas brutamente.

Luan: Fer – seus olhos brilhavam mais que o normal – eu não imaginava que você... – o interrompi de novo.

Fer: você nunca imagina nada não é? Quando eu fui te contar dessa história, faltou você me bater, mas depois o que você disse? “Eu não imaginava” – fiz uma voz fina.


Luan: me desculpa, eu termino com a Jade, a gente pode tentar de novo. – minhas lagrimas caiam freneticamente.





Fer: não Luan. A gente não pode, eu não quero. – limpei algumas lagrimas com as costas da mão. Daqui em diante, eu só quero ter contado com você por conta do nosso filho, nada a mais.. Eu não quero sofrer mais. Eu acho que depois de tudo que eu passei, eu mereço ser feliz.

Luan: a gente pode ser feliz junto.

Fer: não podemos Luan, você me tratou como uma puta ontem por pura infantilidade. Eu não quero um cara assim na minha vida, não quero mesmo. Sai daqui por favor.

Luan: então ta – falou firme – vamos falar só sobre o nosso filho agora, pode deixar. – saiu do quarto e bateu forte a porta.

Me deitei na cama chorando, eu queria minha família comigo, não queria mais ter que depender dos outros, queria minha mãe, meu pai. Queria os dois comigo agora, me ajudando a passar por isso.

Bruna: amiga, ta tudo bem? – entrou no quarto preocupada.

Fer: não, nem um pouco.

Bruna: o que aconteceu?

Fer: aconteceu que eu deveria ter morrido aquele dia, vocês não tinham que ter me achado. – chorei mais.



 2/3

Capítulo 75

Fer: eu acho que a gente não tem muita coisa pra conversar. – disse baixo.

Luan: eu sei que eu fui grosso – chegou perto de mim – mas eu estava pilhado com tudo, e eu não suporto ver como o meu filho está crescendo e eu não estou aqui, eu sei que a culpa é das minhas viagens... ou melhor, do meu trabalho, mas eu queria arranjar alguém pra por a culpa sabe? Me desculpa mesmo, por tudo.

Fer: eu até que te entendo, mas você mesmo sabendo de toda a história da minha primeira gravidez, fez questão de jogar na minha cara aquilo. Como se eu realmente tivesse tido a intenção de... matar o bebê. – levantei da cama indo para mais longe dele.

Luan: eu sei, eu sei. Vacilei, mas eu juro que não vou mais tocar nesse assunto, é um passado que você tem que esquecer, e eu vou te ajudar. Pode contar comigo pra tudo..

Fer: obrigada – sorri de canto

Luan: e eu queria uma trégua eterna nessa nossa “rixa” – fez o sinal de aspas com as mãos – e é por isso que eu decidi que não vou mais lutar pela guarda do Bê, já que não mudaria muita coisa né?

Fer: você ta falando sério? – o olhei com os olhos arregalados.

Luan: eu to com cara de quem ta brincando?

Em um impulso eu pulei em seus braços, e na hora que dei conta do que estava fazendo o soltei, ficamos cara a cara, eu sentia sua respiração junta da minha, estávamos próximos de mais, percebi que ele encarava a minha boca. Eu queria aquilo tanto quanto ele.

Aproximou-se mais de mim rapidamente, me dando uma forte juntada e me beijando com voracidade, me levando em direção á cama, sem desgrudar seus lábios dos meus.

Senti parte da cama tocar minha panturrilha, e então ele me deitou cuidadosamente, vindo por cima ainda me beijando.

Luan: estava com saudades - ele sussurrou ofegante, e voltou a colar os lábios nos meus sem me dar tempo de responder.

Passei minhas mãos por debaixo de sua camisa e arranhei suas costas. Luan me soltou por alguns segundos para tirar minha blusa, me deixando somente de sutiã e com meu shortinho de malha.

Passei a mão por seu corpo, tirei a sua camisa, e depois fui descendo pelo abdômen. Puxei a sua bermuda, e com ajuda dele, eu a tirei.
Ele colocou o corpo dele mais contra o meu, me apertando delicadamente contra o seu corpo. Fui beijando o seu pescoço, mordi a ponta de sua orelha deixando ele mais arrepiado. 

Ele me beijou com mais excitação. Deslizou as mãos pelo meu corpo, e depois pela minha costa me causando arrepios, depois beijou o meu pescoço, dava algumas mordidas, subiu mais um pouco e sussurrou no meu ouvido:                  

 Luan: deixa eu te amar? – roçou nossos lábios – deixa?

Fer: eu deixo. – estava fraca e respondi baixo.

 Ele me beijou mais, e com delicadeza se pôs em cima de mim, me beijando.
Luan acariciou toda a lateral do meu corpo, chegando no fecho do meu sutiã ,bem no meio dos meus seios. Olhou pra mim de um jeito safado como se me pedisse permissão.

Eu ri e mordi os lábios, e então ele o arrancou, jogando em qualquer lugar do quarto.
Voltou a me beijar e depois abocanhou meu seio direito, massageando o outro com a mão. Gemi alto, mas tentava me controlar, afinal estávamos na casa de seus pais. Luan voltou a beijar meu corpo, e depois grudou seus lábios nos meus.
Ele me deu mais um beijo, e depois tampou minha boca com uma das mãos, voltando a abocanhar meus seios, dessa vez com mais força.

 Depois de um tempo ele soltou meus seios e trilhou com beijos até minha virilha, com delicadeza tirou meu short e assim que viu minha calcinha de renda suspirou. Sem mais delongas ele tirou minha calcinha, e começou penetrou dois dedos em minha vagina, enquanto com a língua “brincava” com meu clitóris.

Luan voltou á me beijar, eu me virei na cama, ficando por cima dele, olhei pra baixo e vi o Junior já bem ereto, o apertei e Luan segurou o lençol com força fechando os olhos. 

Tirei sua cueca, e enquanto estimulava seu pau com a mão, beijava suas coxas, ele 
tentava controlar os gemidos.
Dei um beijinho na cabecinha do pênis de Luan, e depois de muito ele insistir coloquei seu pau na minha boca, fazia uns movimentos de vai e vem com a boca enquanto olhava para Luan, coloquei seu pau até a minha garganta e quase engasguei. Minhas mãos massageavam suas bolas e o Junior ficava mais grosso a cada movimento que eu fazia.

Ele disse que gozaria e eu parei o que fazia, ele inverteu as posições novamente, ficando em cima de mim. Penetrou seu pau em minha buceta de uma vez, e soltei um gritinho. Ele começou com os movimentos devagar, e depois de um tempo ele já estava bem rápido, estava chegando no meu ápice quando ele gozou. Pedi para que ele continuasse e assim ele fez.

Trocamos de posições e eu sentei no seu pau, comecei a cavalgar e depois que cansei, só rebolava apoiada com as minhas duas mãos eu seu peitoral. As vezes rebolava rápido, as vezes mais devagar. Chegamos ao nosso clímax juntos.

Luan: eu preciso ir. – levantou pegando as suas coisas e eu ri irônica.

Fer: você me usou? – meus olhos ardiam.


Ele me olhou e saiu, sem dizer nada. Era um perfeito idiota, nós dois na verdade. Eu era a mais idiota em acreditar nele, não acreditava no que ele acabara de fazer.


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