quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Capítulo 65

Luan: oi??

- Isso mesmo que vocês ouviram.

Luan: mas isso é um absurdo.

- Olha aqui, eu não quero saber se é ou não um absurdo, só queremos a resposta, sim ou não? - o cara falou apontando a faca extremamente gigante, meio que nos ameaçando

Fer: CORRE. - gritei e sai correndo com Bernardo no colo, Luan veio logo atrás.

Eu corria mais que tudo, os seres vinham atrás, mas estavam um pouco longe. Bê, gargalhava no meu colo, como assim? Isso mesmo.

Chegamos ao lado de fora do cemitério, e quando atravessamos o portão, aquelas pessoas pararam, como se não pudessem passar dali. Ele apontou a faca novamente, gritando alguma coisa como "Tiveram sorte", deixei pra lá, e entrei no carro. Rafael entrou logo em seguida, trancando o carro.

Eu respirava fundo, tentando recuperar meu fôlego, assim como Luan. Bê, achava graça.

Luan: você é louca? Podia ter me avisado, que iria fugir, não estava preparado.

Fer: aah claro, eles nem iam desconfiar que a gente ia fugir, caso eu te falasse.

Luan: se fosse discreta, talvez não desconfiassem.

Fer: Ahaam.

Coloquei Bernardo em sua cadeirinha, mas não ousei sair do carro pra isso, fiz por dentro mesmo, com um pouco de dificuldade, mas o medo predominava. Depois Luan foi dirigindo até a floricultora, onde seu carro estava.

Luan: viu? Ainda bem que fui com você. - disse assim que parou o carro.

Fer: Ahaam, você super mudou a minha vida lá. Se não tivesse você, eu ia saí correndo do mesmo jeito.

Luan: só que não, você não teria coragem. - sorriu.

Ficamos em silêncio.

Fer: Rafael. - sussurrei e ele me olhou. - para de fingir que ta tudo bem entre a gente, que ainda é como antes, e que você não me odeia. - pedi.

Luan: an? Do que está falando?

Fer: de tudo, você me  confunde sabe? Uma hora quer me matar, me xinga de tudo e um pouco mais. Outras vezes tenta se aproximar, finge estar preocupado comigo. - olhei pra baixo - eu sei que você não me ama mais, que pra você é fácil de esquecer, se envolve com tantas. Mas pra mim não, não é nada fácil, mas eu vou te esquecer. Porque a gente não da certo, na verdade, não tem um "a gente". Acabou e eu tenho que me conformar.

Luan: você me ama ainda? - perguntou surpreso.

Fer: por enquanto... sim. 

Luan: e se - disse colocando a mão no meu rosto. - a gente...

Fer: para - tirei a mão dele - sai do meu carro agora. Idiota.

Luan: mas...

Fer: nada de "mas" seu cretino, eu quero ir embora. Sai do meu carro, por favor.

Luan: amanhã eu vou lá ver o Bê, ta?

Fer: nem pensar, eu vou sair. 

Luan: pra onde?

Fer; não te interessa, agora sai logo.

Ele saiu do carro meu contrariado, e eu logo acelerei o carro, saindo dali. Eu odiava ser taxada de trouxa, e ele acha que só porque eu ainda o amo, ele vai me ganhar fácil?! Ele ta muito enganado. 

Estacionei o carro, olhei pra trás e Bernardo dormia, peguei minha bolsa, a bolsa do meu filho, fui tentar pegar ele,  com dificuldade consegui, ele estava deitado no meu colo.

Tranquei o carro, já que a chave estava na minha mão, e fui abri a porta de casa. Estava trancada, e a chave da porta estava na minha bolsa.

Nesse exato momento, vi o carro do pai do Bernardo, estacionar em sua garagem. Ignorei. Mas ele saiu do carro e me olhou intrigado, o olhei feio.

Luan: precisa de ajuda? - falou se aproximando.

Fer: não, nem se aproxima.

Luan: já que não precisa de ajuda, vou só olhar.

Fer: mas onde você está, é o meu terreno, e não quero que você fique ai. Isso é invasão domiciliar sabia?!

Luan: aah claro, que cabeça a minha - disse irônico e foi até a rua, parou e me olhou - satisfeita?

Fer: não, essa é a minha rua.

Luan: que coincidência, a minha também. - sorriu.

Fer: mas você ta na frente da minha casa.

Luan: nossa mano, surreal  essa coincidência. Acredita que também é a frente da minha casa?

Fer: inútil.

Fiquei tentando pegar a chave na bolsa, mas não achava e com Bernardo no colo era mais difícil ainda.  Fiquei uns 10 minutos procurando, e não achava, Luan suspirou.

Luan: já que você não precisa de ajuda, consegue sozinha, eu vou pra minha querida casa, deitar na minha cama, com o meu ar condicionado ligado.

Bufei e continuei procurando, depois de mais ou menos cinco minutos, eu achei a chave, foi mais uma pequena batalha pra conseguir abri, mas enfim consegui.

Entrei, e deixei Bernardo deitado no sofá, e várias almofadas em volta dele, tranquei a porta e coloquei na minha bolsa de volta. Peguei meu filho e levei ele até o meu quarto, o colocando em seu berço improvisado. Voltei lá pra baixo, e peguei a minha bolsa e a bolsa do Bê.

Quando entrei no quarto Bernardo ainda dormia, o acordei e dei um banho nele, coloquei seu pijaminha e dei de mamar, ele logo dormiu de novo. Aproveitei e demorei no banho, lavei meu cabelo, já que eu demoraria a dormir um pouco ainda. Depois de sair do banho, fui comer alguma coisa, estava varada de fome.

...

Hoje, iria no escritório como combinado, encontrar Isa, levaria Bernardo é claro. Também iria ver algumas propostas de campanha que surgiram, eu já tinha perdido um pouco da minha barriga, mas não estava 100% em forma.

As fotos, eram só em São Paulo mesmo, não podia viajar com Bernardo desse tamanho, e também porque minha agenda não iria coincidir com a do Luan. E aí, ele veria Bernardo quase nunca.

O quartinho do Bê, já começariam a mexer hoje também. Primeiro eles vão pintar, e nessa semana se der, eles já iriam montar o quarto. Cida já tinha voltado, e iria receber os
homens da pintura.

Acordei um pouco atrasada, já que o
horário que tinha combinado com Isa pra nos encontrarmos lá, eu estava acordando. Ela me deu uma bronca, já que sabia que eu iria demorar. Tinha a primeira maratona, que era me arrumar e arrumar Bernardo, a segunda que era comer e dar comida pro neném e a terceira e não menos importante, o trânsito de São Paulo que sempre continuava o mesmo: lento.

Depois de um pouco mais de uma hora e meia, cheguei no escritório. As meninas ficaram loucas com Bernardo, dizendo quanto ele era lindo. Deixei ele com elas, por insistência das mesmas e fui pra sala onde ficava a mesa da funcionária que atualizava o blog, a minha mesa, e a da Isa. O nome da menina é Laura, um amor de pessoa.

Ficamos a manhã toda analisando propostas, algumas aceitei outras não,  também colocamos o papo em dia e pesquisamos algumas idéias de looks pra eu tirar foto mais tarde. Pela tarde, eu, Isa e a Laura iríamos procurar roupas, pra fazer justamente essas fotos, mas faríamos milhares já, pra deixar no "estoque". O Bê, iria junto, mesmo eu sabendo que ele iria ficar enjoando, ele teria que ir. 

Eu precisava urgentemente contratar uma babá pra ele. Mas uma de confiança, não pra ficar o dia com ele enquanto eu saio, mas sim pra ir com a gente nos lugares e me ajudar a cuidar dele, já que eu não daria conta.

Isa: bom, então vamos almoçar e depois partimos pra forever. - sim, iríamos comprar lá. 

Fer: vamos mesmo, estou morrendo de fome, vai lá pegar seu afilhado. - disse á Isa, que logo foi a procura dele - vai com a gente Lau?

Laura: aonde? 

Fer: almoçar, aí depois já vamos direto pra loja.

Laura: aah claro, pode ser. Só tenho que entrar em contato com o fotógrafo pra agendar o horário.

Fer: hoje mesmo que vamos fazer as fotos né? - assentiu - pois bem, será que terminamos que horas as compras?

Laura: não sei, mas acho que umas quatro horas a gente pode marcar.

Fer: verdade, esse horário ta ótimo. Aquele de sempre né? 

Laura: sim, aquele mesmo.

Laura já ligava pra ele quando o meu celular tocou. Olhei intrigada e era Bruna.

-------- ON --------

Fer: Oii meu amor. - disse sorrindo.

Bruna: que animação é essa menina? - riu.

Fer: aah, sei lá. Parece que tudo ta entrando nos eixos sabe?

Bruna: aii, que bom amiga. Vai fazer o que hoje a tarde?

Fer: vou comprar umas roupas pra fazer fotos pro blog. Não que ir?

Bruna: quero, o meu sobrinho vai? 

Fer: vai sim, vem aqui pro escritório, já almoça com a gente e depois vamos direto.

Bruna: tem espaço no seu carro pra eu ir com vocês? Porque meu pai ta saindo e já me deixa aí.

Fer: tem sim amiga, talvez fique um pouco apertado, porque ta indo eu, a Isa, Laura e o Bê. Mas ainda sobra espaço e você não gasta sua gasolina.

Bruna: tem problema não, vai apertado mesmo. Porque a gasolina ta cara e eu ainda não sou rica, só meu irmão.

Fer: aah coitada, tão pobrinha. - rimos - mas vem sim, vem logo que daqui a pouco já estamos indo.

Bruna: ok, já to entrando no carro. Beijos.

Fer: beijos.

-------- OFF --------













A qualidade do capítulo... opa, não tem qualidade, é, eu sei. Demorou? Sim, demorou muito. É minha culpa? Com certeza, eu tenho muita culpa. 
Eu sei que vocês ficam esperando, ou não. Eu realmente iria abandonar, quase sai do grupo do whats. Pq? Pq não tenho inspiração, não tenho mais vontade, não tenho nenhuma vontade de escrever. Mas se uma coisa eu tenho noção, é que eu não posso deixar vocês na mão. Pq eu comecei, criei expectativas e agora eu não posso simplesmente parar como muitas escritoras por aí. 
Acredito eu que seja só uma fase, acredito não, mas espero do fundo do meu coração. 
Eu tenho que ser responsável o bastante pra por um fim, dar um final pra essa história. E apesar de tudo, eu vou por. Mesmo que termine em 2020 kkkk eu vou por.
Me desculpem, me desculpem mesmo, não era a minha intenção... mas as coisas não são sempre como a gente quer.
Quero muitos comentários (mesmo não estando no direito de pedir).
Vejam bem, não estou falando que vai sair com mais frequencia, vai ser como sempre, 3 comentários no mínimo e eu continuo, beijos...

4 comentários:

  1. Sai do grupo de eu vou na sua casa da na sua cara.
    Sobre o capítulo a Fernanda ta muito dura com Luan ( sem motivos ela e a errada de tudo)

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  2. É uma fase guria, já passei por isso inumeras vezes, e em todas pensei 'não dar mais, isso esta ridiculo'. Ai tentei relaxar e a inspiração volto. Ah uma dica boa é ler. Beijinhos.(61) 8503-1763-whatshapp

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  3. Adoro essa implicância di Luan com a Fer hahahahaha eles se amam... contunua Duda

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  4. Não abandona a fic não , eu adoro ler ela *-* . Continua

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