Avisei a Bruna que estava indo embora e fui em direção à casa
de Fer, ela pegou um taxi a essa hora da noite, sozinha. Já pensava no pior,
ela estaria puta comigo e nem olharia na minha cara, caso estivesse bem.
Desci do carro e toquei a campainha algumas vezes e nada
dela, mandei mensagem e ela nem visualizava, liguei no seu celular e não
atendeu, decidi ligar mais uma vez e no quarto toque, ela atendeu. Suspirei
aliviado assim que ouvi a sua voz
Luan: amor abre aqui pra mim. Tô aqui na frente... – ela resmungou
alguma coisa e desligou o celular.
Esperei uns dois minutos e ela abriu a porta de camisola e
virou para voltar ao seu quarto, ela estava brava.
Luan: você está brava? – perguntei enquanto subia as escadas
atrás dela.
Fer: não, imagina. Meu namorado só me ignorou durante uma
hora. – ela dizia enquanto andava em direção ao seu quarto.
Luan: mas amor – segurei seu braço quando ela ia entrar no
quarto – você sabe que foi uma brincadeira. Era só pra te fazer ciúmes.
Fer: no começo, lá no camarim, eu entendi. Mas depois que eu
saí de lá, você não precisava ter ficado conversando com ela.
Luan: eu tentei, mas ela ficava me prendendo lá, e eu não
podia ser grosso.
Fer: tadinho de você. – fez uma voz de bebê, debochando. –
ficou preso lá. – soltou seu braço, qual eu segurava e entrou no quarto,
fechando a porta com força.
Suspirei fundo, ela estava muito brava, com razão logico. Eu
tinha que ter cuidado, se não só pioraria pro meu lado. Abri a porta devagar e
vi ela deitada na cama usando seu celular, com uma cara emburrada.
Luan: amor. – disse manso chegando perto dela.
Fer: Rafael, depois a gente conversa sobre isso. Já tá tarde,
e agora eu estou brava contigo, vamos acabar brigando, então por favor.
Luan: amor, a gente acabou de voltar e já estamos brigando.
Me desculpa, eu vou melhorar.
Fer: eu acho que a gente não vai da certo Rafa. – me olhou
pela primeira vez – brigamos por tudo, assim não dá. Eu acho melhor a gente...
– a interrompi.
Luan: não fala isso, nem termina. – sentei do seu lado –
vamos tentar, a gente se ama e eu não consigo ficar longe de você. – a abracei.
Coloquei cada mão em lado do rosto dela e a fiz olhar nos
meus olhos.
Luan: não me deixa mais não? – rocei meus lábios nos dela.
Fer: eu não vou te deixar meu amor. Eu te amo muito...
Dei um selinho em seus lábios e depois transformei em um
beijo gostoso com amor e carinho.
Tentei algo a mais com ela, mas a mesma disse que estava
cansada de verdade e preferia dormir, não pestanejei e depois de tomar banho
deitei do seu lado, planejava o que compraria amanhã para fazer o churrasco e
ela só concordava com “uhuum”, quando percebi falava sozinho. A abracei e depois
de mais algum tempo dormi também.
...
Maria Fernanda ON
Acordei com o sol na minha cara, eu tinha esquecido de fechar
as cortinas. Olhei no celular e se passava das nove horas da manhã. Se Rafael
quisesse fazer um churrasco teria que acordar, mas mesmo assim o deixei
dormindo. Fiz minhas higienes matinais e coloquei uma roupa simples, fui na
casa da minha sogra buscar o Ber, fiquei conversando um pouco com eles e os
mesmos acabaram me convencendo de tomar café com eles. Depois disso fui com Bê
pra casa.
Bernardo: mamã, quero tetê. – disse enquanto atravessávamos a
rua.
Fer: a mamãe já te explicou que você já ta grandinho demais
pra tomar tetê. – a gente se referia à amamentação, eu estava tentando parar de
dar de mama no peito, o desacostumar, mas ele não gostava da ideia. – agora
você vai tomar só na mamadeira, igual na casa da vó Marizete.
Bernardo: mas eu pefilo tetê do que dedera mamã. – disse
entrando em casa junto comigo.
Fer: mas agora você ta mocinho meu filho, não é você mesmo
quem diz?
Bernardo: eu posso ser um “icinho” que toma tetê. – disse
cruzando os braços emburrado.
Luan: bom dia meus amores. – descia as escadas de bermuda.
Bernardo: papai, papai... – correu até Luan.
Luan: ooi meu garotão – pegou o filho no colo.
Bernardo: a mamã disse que eu no posso tomar mais tetê. – o
olhou com um bico idêntico ao do pai.
Luan: eu te entendo meu filho. – olhei feio para ele e
Bernardo sorriu.
Bernardo: “ocê” também gosta de tetê papai? – assentiu
sorrindo – a mamã também no dexa ocê toma?
Luan: ooh se deixa. – colocou o filho no chão.
Bernardo: pôque o papai pode e eu no posso mamã?
Fer: olha o que você faz Rafael. – o repreendi brava.
Luan: só é uma realidade que eu e o Ber compartilhamos
juntos. – sorriu e eu revirei os olhos.
Fer: Ber, o papai não toma tetê não, ele ta brincando com
você. Mas eu não, e você não pode mais tomar tetê, agora só dedeira e antes de
dormir.
Ele começou a forçar o choro, não saia uma lagrima, mas dava
um gritinho que incomodava.
Fer: viu o que você fez? – olhei pra Luan brava.
Luan: ele nem ta chorando, só fazendo manha. Isso não vale...
Fer: e o que você quer que eu diga. “Meu filho, isso é manha
ta? Isso não vale, só aceito choro de verdade.” – Luan segurou o riso e eu
respirei fundo – Bernardo, o tio Rober disse que ia vir aqui, se não parar de
manha, vou liga pra ele agora e ele nem vai vir. – falei séria e ele parou na
hora o “choro”.
Luan: que magica.
Fer: vê se não vacila de novo.
Luan: o que eu posso fazer se você é injusta com ele e só da
tetê pra mim. – segurou o riso.
Fer: cala a boca. – joguei uma almofada nele. – Ber, vamos
tomar banho que já passou da hora do seu cochilo. – peguei em sua mão e fui com
ele até a escada.
Luan: eu vou no mercado com o Rober e depois venho arrumar as
coisas, vai ser aqui o churrasco?
Fer: pode ser, vai em que mercado? Como assim?
Luan: relaxa branquela, eu sei o que eu faço. – neguei com a
cabeça e terminei de subir as escadas com meu filho.
Bernardo dormia na parte da manhã, todo dia. Normalmente era
por volta das 10h, e agora já iria dar onze horas, então eu tinha que correr,
porque se não sairia muito da rotina dele.
Dei banho e fui com ele na cozinha fazer sua dedeira, ele já
dormia nos meus braços, já tinha passado do horário do cochilo. Depois que fiz,
voltei pro meu quarto, onde ele dormia na hora do cochilo e fechei as cortinas,
antes de apagar a luz, peguei meu celular pra tirar uma foto dele, estava com
um body que a Isa tinha dado a ele.
Fer: Ber, deixa a mamãe tirar uma foto pra mandar pra dinda.
– gravava no snap e ele fez que não com o dedinho. Coloquei o vídeo que tinha
ficado fofo na minha história e fui tirar a foto – só uma. – posicionei o
celular e na hora que ele percebeu, soltou um gritinho gostoso e escondeu o
rosto com as mãos rindo. Tirei a foto mesmo assim, e ficou legal, salvei a foto
e apaguei-a do snapchat. Depois postaria no insta.
Dei a mamadeira pra ele e depois o fiz dormir enquanto fazia
cafuné nele, quando vi ele já dormia, coloquei alguns travesseiro envolta dele,
o cobri com a sua manta, liguei a babá eletrônica e depois de pegar o radinho e
meu celular saí do quarto sem fazer barulho.
Fui pra sala e lembrei que tinha que postar a foto de ontem
com as meninas e a de hoje do Ber, postei logo as duas, se não depois iria
esquecer;
Não é de sempre, mas é pra sempre...<3 @brusantanareal @isaalves
Denguinho de mãe </3
Comecei a ver os comentários e as meninas pediam que eu
interagisse mais no snapchat, já que sempre postava só algum videozinho e nem
conversava com elas, decidi que iria fazer isso mesmo. E já que não fazia nada,
fui até o snap.
Fiquei no snap até Luan chegar com Rober, eles carregavam
varias sacolas e eu continuei sentada no sofá falando sozinha.
Fer: um dia eu mostro um pouco pra vocês, vejo muitos
comentários pedindo, mas nunca faço. – falava referente ao quarto do Ber,
algumas pessoas sempre pediam pra que eu fizesse um tour rápido pelo snap
mesmo.
Luan: Uai, falando sozinha muie. – disse chegando perto e eu
revirei os olhos, os segundos acabaram.
Fer: que merda, vou ter que apagar agora. – bufei.
Luan: porque?
Fer: você falou né? – ele sentou do meu lado e eu apaguei o
snap.
Luan: nossa, sua ingrata. Agora pode fazer outro.
Fer: eu hein... – bloqueie meu celular – levanta essa bunda
gorda dai e vai arrumar churrasco, vocês dois. – disse apontando pro Rober que
chegou na sala.
Rober: folgada. – resmungou.
OITO MESES E ALGUNS DIAS DEPOIS
Estava com oito meses e uma semana de gestação, minha barriga
não parava de crescer e com isso o Rafael ficava mais cuidadoso a cada passo
meu. Bernardo não parava de crescer e daqui 4 meses exatos ele completaria dois
anos, já que hoje era dia 11 de fevereiro. Não faríamos festa, no mínimo um
churrasquinho... Valentina estaria com 3 meses se Deus quiser, e eu não via a
hora de ver seu rostinho. Sim, era uma menininha, o que deixou todos da família
babando, principalmente o Luan.
Falando nele, Rafael estava viajando, esse show tinha sido
fechado há muito tempo, e por causa de algumas coisas ele não pode ser cancelado,
mas esse seria o ultimo e só voltaria aos palcos quando a Valen completasse cinco
meses. Às vezes ele se culpava por perder momentos importantes na vida dos
filhos. Luan estava morando aqui em casa agora, decidimos juntos e realmente
era o mais sensato a se fazer, já que não nos casaríamos por agora.
O namoro de Bruna com Gabriel estava mais firme do que nunca,
e ele se tornou um grande amigo para nós todos, minha cunhada mais ficava na
casa do namorado do que na própria, o que fazia Tia Marizete brincar dizendo que
tinha perdido os dois filhos. Isa e Tiago estavam namorando também, mas a pouco
tempo, já que eram dois teimosos. Falando em Tiago, nós tornamos meio que
melhores amigos, ele era o tipo de irmão que eu nunca tive e Bernardo o
adorava, sempre vinha aqui em casa, e Luan via isso como uma ameaça ao nosso
relacionamento, mesmo ele namorando minha melhor amiga. Luan e Tiago eram
amigos até que, mas Rafael não escondia sua insatisfação com a nossa
aproximação.
Bernardo tinha sido batizado, e os padrinhos eram Isa e
Tiago, mesmo se eles terminassem um dia, Tiago era meu irmão postiço e nossa
amizade não mudaria em nada caso isso acontecesse – Deus queira que não. Já os
padrinhos da Valentina seriam Bruna e Rober.
Fer: Luan, eu estou bem, já disse. Faça seu show, que amanhã
você já volta pra casa. – falava com ele por telefone.
Luan: eu disse pra você ir pra casa da minha mãe, mas teimosa
como é. Você não pode fazer esforço e eu sei que o Bernardo não facilita.
Fer: é só uma noite Rafael, não vi necessidade e outra, Ber
está se comportando muito bem. – ele suspirou.
Luan: já entendi, mas qualquer coisa, qualquer coisa mesmo,
me liga. O que eu estiver fazendo, eu vou para e ir até você.
Fer: eu já fiquei gravida uma vez e eu não sou burra tá?! Se
alguma coisa acontecer, eu vou ligar pra sua mãe que está aqui na frente, e não
te preocupar.
Luan: se você não me ligar, vai arrumar uma briga comigo.
Fer: não vai acontecer nada ok? Agora vai fazer teu show...
Luan: já vou então, amo vocês e se cuida pelamor de Deus.
Fer: também te amamos e eu vou me cuidar... Beijos.
Luan: fica com Deus, beijos.
Fer: amém. – ele desligou e logo ouvi Bernardo.
Bernardo: mamãe, já posso sair? – gritou do banheiro, ele
tomava “banho” sozinho.
Fer: pode, to indo te ajudar. – entrei no banheiro.
Bernardo: papai disse que ocê no podi fazer esfolços, e eu no
pleciso de aiuda.
Fer: então tá, vou só te olhar. – ri.
Bernardo: sem esfolços. – disse se fazendo de bravo e pegando
a toalha dele.


Que a valentina venha logo. Ber fofinho😍
ResponderExcluirObrigada por a indicar a fic.
ResponderExcluirQue bebê mais fofo
ResponderExcluir..kkkkkkk
Mais já?
Outro filho
Filha agora.
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