quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Capítulo 80

Luan ON

...

Demorei alguns segundos pra raciocinar onde eu estava, e assim que me dei conta um sorriso escapou dos meus lábios, e depois de anos pude relembrar a sensação de ter a minha menina em meus braços.  Olhando assim até soa dramático, mas juro que não é, ela com a sua cabeça repousada em meu peito, respiração pesada, enquanto uma de suas pernas se encontra entrelaçada com as minhas. Isso realmente é algo que não sinto há muito tempo, e agora me sinto completo, tudo que eu pedi a Deus, foi difícil e demorado esse desejo, mas seria sem graça demais se fosse fácil. Se quer teria histórias para contar para os meus filhos e netos.

Com cuidado para não acorda-la peguei meu celular que estava na mesinha ao lado da cama, já se passavam das seis da tarde, havia algumas ligações e mensagens da Piroca, perguntando onde eu estava, a respondi com um simples “to bem, não se preocupa”, não era a hora de revelar tudo ainda, ela primeiro mandou um emoji e logo em seguida mandou “pode deixar que eu cuido do seu filho...”, ela estava brava, só visualizei e não respondi, ela acharia que eu estava fazendo pouco caso com Ber e ficaria puta, mas quando soubesse o motivo ela me perdoaria.

Tentei tirar seu rosto de meu peito, para que eu pudesse levantar, mas no mesmo instante ela acordou assustada.

Fer: que isso? – passou a mão pelos cabelos desgrenhados.

Luan: eu ué. – disse simples e ela riu.

Fer: que susto. – se cobriu de novo e me puxou para mais perto dela.

Luan: eu estava com saudades. – sussurrei.

Fer: posso te contar um segredo? – também sussurrava e eu assenti – eu estava com mais saudades ainda. – eu ri pelo nariz beijando sua testa.

Luan: impossível. – ficamos alguns minutos em silêncio.

Fer: Rafa. – dizia baixinho.

Luan: fala.

Fer: o que nós somos? – perguntou enquanto brincava com um cordão que estava em meu pescoço.

Luan: como assim o que nós somos?! FerLu oras. – falei como se fosse óbvio.

Fer: não seu idiota. – deu um tapinha no meu peito. – A gente voltou? – me olhou.

Luan: nós nunca estivemos separados. – disse sorrindo e ela veio pra cima de mim me beijando.

Quando nos faltou o ar ela encerrou o beijo com alguns selinhos, enfiou a cabeça na curva do meu pescoço e entre alguns beijinhos que ela distribuía naquela região ela soltou um “eu te amo” abafado.

Luan: não mais que eu.

Fer: vou buscar o Ber lá na sua casa, tadinho. – tentou se levantar, mas eu a puxei de volta.

Luan: não, amanhã a gente pega ele, vamos curtir. Já falei com a Piroca, ela vai cuidar dele.

Fer: Rafael, o que vão pensar de mim? Até parece que sou uma mãe desnaturada, eu hein.

Luan: para com isso. – a beijei – já é quase sete horas, amanhã a gente vê ele. Na verdade amanhã eu vou fazer um churrasco lá em casa.

Fer: pra que?

Luan: como assim pra que? Pra anunciar que a gente voltou.

Fer: frescura. – sussurrou. – Rafa, lembra a noite que eu engravidei do Bê? – assenti – eu cantei uma música do Jorge e Mateus, agora você canta.

Luan: ta bom, mas você sabe bem o que a gente fez depois que você cantou né?

Fer: safado, eu tentando ser romântica e você me vem com essa.

Luan: então ta, juro que não vai faltar romance. – a puxei para um beijo mas ela o parou.

Fer: canta primeiro, senão não.

Luan: chantagista.

Peguei seu violão que ficava em um suporte perto de sua cama, me sentei de novo e logo comecei a dedilhar as cordas.

To virado já tem uns três dias
To bebendo o que eu jamais bebi
Vou falar o que eu nunca falei
É a primeira e a última vez
Eu sosseguei

Ontem foi a despedida da balada dessa vida de solteiro
Eu sosseguei
Mudei a rota e meus planos o que eu tava procurando
Eu achei, em você

Se quer cinema eu sou o par perfeito
Quer curtir balada já tem seu parceiro
Vou ficar em casa amando o dia inteiro
E dividir comigo o seu brigadeiro

Nessa vida agora somos dois, três, quatro
Quantos você quiser
A partir de hoje sou um homem de uma só mulher

Maria Fernanda ON

Depois que ele colocou o violão em seu devido lugar, nem o esperei voltar pra cama e tomei a iniciativa de beija-lo, sua língua explorava cada canto da minha boca, assim como suas mãos trilhavam um longo caminho pelo meu corpo, minha lucidez se esvaiu quando suas mãos passaram por baixo da sua camiseta – que eu usava – tocando minha barriga, o toque de seus dedos gelados fizeram com que eu me arrepiasse por completo, ele subiu as mãos geladas até tirar “minha” camiseta. O volume em sua box era muito visível, a cueca contornava cada traço de seu membro me deixando com água na boca.
Abaixei a mesma e olhei para ele que sorria malicioso para mim, segurei firme em seu membro e senti ele estremecer, comecei a movimentar minha mão lentamente, aumentei a velocidade e olhei para ele, ele estava mais sexy do que o normal, com aqueles olhinhos fechados e a boquinha rosada entre aberta soltando abafados gemidos roucos.
Seus gemidos começaram a aumentar quando ele sentiu minha boca tocar seu membro, agora eu o masturbava freneticamente com a boca, as mãos dele foram ao meu cabelo tentando guiar meus movimentos, deixei que ele me guiasse e não demorou muito para que um gemido sensualmente alto vir dele, parei antes que ele gozasse e o mesmo me olhou bravo.
Ele me ajudou a levantar, agindo rápido ele retirou meu sutiã, sua boca me fez gemer ao tocar meu seio, brincando com um e chupando outro ele quase me fez gozar. Ele se sentou em uma poltrona que tinha ali e me puxou pela cintura me fazendo ficar entre suas pernas, lentamente ele pegou em minha calcinha e a escorregou até retira-la completamente, antes que ele pudesse fazer qualquer movimento escutamos batidas na porta.
Bruna: amiga, ta tudo bem? A porta lá de baixo estava aberta, ai eu entrei. – o encarei brava por ter esquecido da porta.

Fer: ta sim, devo ter esquecido. To trocando de roupa e já abro a porta daqui do quarto.

Bruna: beleza, vou esperar com o Ber lá na sala.

Fer: ok. Viu o que você fez, idiota. – sussurrei a ultima frase.

Luan deu risinho e foi rápido em me puxar para sentar em seu colo, me encaixei em seu membro e comecei a cavalgar em seu colo, a sensação de perigo e de quase sermos pegos deixou tudo mais excitante, Rafa e eu gemíamos baixinho quando não estávamos nos beijando. Me surpreendendo Luan fez eu parar de cavalgar,  se levantou comigo ainda em seu colo e sem delicadeza alguma me jogou na cama.

Ele começou a me penetrar com sua língua me fazendo gemer alto de tanto prazer, enquanto me penetrava ele introduziu um dedo fazendo com que eu me contorcesse de tanto tesão. Rafa se deitou em cima de mim, e começou a me penetrar com seu membro, eu já estava desesperada, beijava ele no intuito de conter meus gemidos.

Fer: amor, a gente tem que parar. – disse com um pouco de dificuldade enquanto ele continuava com seus movimentos.

Luan: eles podem esperar mais um pouco. – beijava meu pescoço.

Fer: não podem não, ela vai desconfiar. – saí de baixo dele e fui jogar uma água no meu corpo.

Depois de me refrescar com uma ducha rápida, saí do banheiro e Luan estava na minha cama, já com sua box enquanto usava o celular. Entrei no closet e coloquei um short jeans, e uma regatinha simples.

Fer: nem pense em sair daqui desse quarto ouviu? – ele assentiu fazendo careta. – eu to falando sério.

Luan: você vai dizer pra ela que está gravida?

Fer: vou né, ela e a Isa sabiam que eu ia fazer esses exames de rotina. A pedido do médico...

Luan: ela vai perguntar se você já me contou.

Fer: e eu vou inventar alguma coisa. – coloquei meu chinelo e desci.

 Bruna: até que enfim - disse assim que ela me viu. – que demora pra trocar de roupa. – semicerrou os olhos.

Fer: é que eu tava com um pouco de dor de cabeça, ai fiquei procurando um remédio lá. – sorri sem mostrar os dentes e peguei Ber que estava no chão, dando um cheiro nele. – que saudade do meu neném.

Bruna: e os exames? Alguma coisa fora do normal?

Fer: é, mais ou menos. – ela pareceu um pouco preocupada. – é que, eu to gravida.

Bruna: GRAVIDA? – gritou depois de se levantar, e Bê a olhou arregalado, um pouco assustado talvez. – gravida de quem Maria Fernanda?

Luan: de mim ué. – apareceu na sala e eu queria o matar.

Fer: Luan Rafael, eu te mandei ficar no quarto. Meu Deus vei... – suspirei.

Bruna: quando que você... coisaram? Eu pensei que vocês estavam brigados.

Fer: aquela vez, que nós estávamos assistindo série e ele chegou lá no quarto, e você saiu. Ai a gente acabou coisando... – disse com certeza vermelha.

Bruna: então vocês voltaram?!! – falou com um sorrisinho no rosto.

Luan: é claro né. – passou o braço pelo me pescoço e eu tirei.


Bruna: dor de cabeça né safadinhos. – gargalhou jogando uma almofada em Luan, Bernardo riu junto com a tia, mesmo sem entender nada.

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