Fiquei vendo uma série que eu estava amando, era muito legal, e nisso peguei no sono. Acordei e fui pegar o meu celular pra ver o horário, e era 18:30, meus olhos passaram rapidamente na data que fica logo embaixo do horário e gelei.
Com essa correria toda, nem tinha me lembrado, não tinha mesmo. Mas que burra, hoje era dia 17 de julho de 2016, e dia 18 minha mãe tinha falecido.
Esse ano fazia 15 anos da morte dela, não acreditei, não era possível. Como fui me esquecer??! Mas logo depois pensei no meu filho, queria ele comigo, eu queria muito. Ele com certeza me daria forças, afinal, ele é o meu melhor.
Não podia fazer nada, fui lá pra baixo, e dei uma folga pra Cida, ela voltaria depois de amanhã (19), se eu não teria me filho comigo, preferia ficar sozinha logo então.
Fer: Cidinha, você não quer tirar um dia de folga não? - sentei ao seu lado no sofá, ela assistia a uma novela lá.
Cida: não, porque?
Fer: por que você está de folga, volta só depois de amanhã.
Cida: mas porque? Vai viajar?
Fer: não, mas amanhã não vou ficar aqui em casa o dia inteiro, e não quero que fique aqui sozinha.
Cida: mas não tem problema, se quiser eu... - a interrompi.
Fer: não, é melhor você ir, matar saudade da sua filha, dos seus netinhos. Tirar uma folga é sempre bom. - sorri.
Cida: já que insisti, vou ligar pra Ana, pra ela vir me buscar então. - se referia a sua filha.
Fer: pra que incomodar ela? Eu te levo lá, aproveito e vou em algum lugar pra comer, estou morrendo de fome.
Cida: tem certeza?
Fer: tenho, absoluta. Vou só me arrumar.
Cida: e eu arrumar minhas coisas.
Subi e tomei um banho rápido, coloquei um shorts detonado, e uma regata branca que tinha uns detalhes. Nos pés, um chinelo delicado, e fiz uma maquiagem básica, só iria em alguma lanchonete mesmo. Peguei minha bolsa e desci pra esperar a Cida.
...
Deixei Cida na casa de sua filha, que era meio longe, mas não custava nada. Achei uma lanchonete, aquelas bem simples, fazia tempo que eu não ia em uma. E quando fui no balcão fazer meu pedido a mulher arregalou os olhos.
- Meu Deus, você não é aquela modelo famosa? Namorada do Luan Santana? - perguntou assustada e eu ri.
Fer: modelo eu sou, famosa já não sei. - ri - Ex namorada do Luan Santana, já da um bom tempo que nos separamos.
- Aah claro, mas saiu uma matéria hoje, que vocês tinham voltado, aí pensei que tinham mesmo.
Fer: voltamos não, ela povo só inventa. Mas como é o seu nome mesmo?
- Joana, muito prazer em recebe-lá aqui. Desculpa pelo escândalo, mas nunca que uma pessoa famosa pisa em um lugar desses.
Fer: o prazer é todo meu Joana. E eu que sinto falta de vir em um lugar desses.
Joana: mas qual vai ser seu pedido?
Fer: eu vou querer um filé catupiry, e pra beber uma coca de 600ml.
Joana: ok, em torno de 20 minutos já levamos pra você, mas antes, pode tirar uma foto comigo?
Fer: mas é claro, pensei que não ia pedir. - rimos e logo tiramos a foto.
Sentei em uma mesa qualquer que tinha ali, e peguei meu celular pra distraí. Fui olhar minhas mensagens, e tinha varia do Luan, revirei os olhos e fui olhar logo.
Não sabe nem cuidar do filho, e ainda coloca a culpa em mim. Fui responder outras mensagens que tinha ali, uma dela era de Isa, que me falava algumas propostas de trabalhos, que já estava tendo.
Falei que veria depois com calma, e que depois de amanhã iria no escritório, para ver com ela também. Ela implorou para que levasse o Bê.
Meu lanche chegou depois de um tempo, e eu comecei a comer devagar, era muito bom o lanche dali e eu com certeza voltaria mais vezes. Depois que terminei de comer, algumas muitas pessoas vieram pedir foto, eu já estava cansada, quando a Joana, pediu para que me deixassem ir embora, agradeci mentalmente e fui pagar a conta.
Depois de pagar, resolvi que queria algum doce, iria tomar um sorvete em algum lugar. Estava chegando no meu carro quando duas meninas que me parecia ter uns 17 anos me pararam, até então pensei que era pra pedir foto como todas as outras pessoas.
- Nossa, olha quem está aqui Duda, a golpista. - uma das meninas falou.
Fer: como assim golpista? Conheço vocês de algum lugar por acaso?! - disse sem entender.
- Olha amiga, ela não sabe - gargalharam - você acha que a gente não sabe, que está fingindo que esse filho é do Luan, só pra aparecer né? - a tal de Duda falou.
Fer: olha, ninguém disse que o Bernardo é filho do Luan. E se for, vocês podem ter certeza que o que eu menos quero dele é o dinheiro ok? Agora deixem eu ir, que eu tenho mais o que fazer. - sorri cínica, mas uma delas segurou meu braço forte.
- Você é muito ridícula mesmo, se acha só porque namorou o Luan.
Fer: olha aqui garot... - fui interrompida com um tapa na cara.
- Você ta doida Aline?? Não era pra bater, só pra assustar. - a outra disse.
- Mas ela mereceu, ninguém mexe com ele.
Fer: olha aqui, Aline né? - soltei meu braço que doía - espero nunca mais na minha vida te ver, ou se não a coisa vai ficar feia pro seu lado. - dei as costas pra ela, enquanto abria meu carro.
Aline: o que vai fazer? Me bater? Processar? O que hein?! To morrendo de medo.
Fer: experimenta pra ver - pisquei e entrei no carro.
Estava morrendo de raiva daquelas gurias, inclusive da tal de Aline, olhei pro meu braço, e ele estava vermelho, provavelmente ficaria roxo. Já que ela apertou, algumas vezes até com a unha.
Até a vontade de tomar sorvete eu tinha perdido, e fui direto pra casa. Cheguei na mesma e logo tranquei a porta, subi pro meu quarto, e o tranquei também, tirei o shorts e coloquei uma calça de dormir xadrez.
Deitei na cama e comecei a chorar, só deu vontade, talvez se eu tivesse ouvido o Luan, e não tivesse saído pra balada com as meninas, nada disso teria acontecido, poderia estarmos juntos. E não nessa guerra, eu não perderia meu filho. Tudo é culpa minha.
Lembrei dos meus pais, ai que saudade deles, eu não tinha nem uma família se quer. A única pessoa de sangue mesmo é o Bê, e adivinha, tem um monstro querendo roubar ele de mim. Eu não vou suportar se tirassem outra pessoa de mim, ainda mais ele.
Olhei pro meu violão, e lembrei que a última vez que eu toquei tinha sido pro Luan, na noite que aconteceu nossa última vez... Era fato que eu o amava ainda, mas isso tem que mudar, eu tenho que seguir minha vida, esquecer ele. Assim como o mesmo fez comigo.
Peguei o violão, e fui pra sacada tocar um pouco, eu sei, essa era a mania dele, não minha. Mas, eu juro que é só hoje, comecei a dedilhar o violão e com a voz meia embargada dei início a música.
Palavras não bastam, não dá pra entender E esse medo que cresce não para É uma história que se complicou Eu sei bem o porquê Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços Me entorta as costas me dá um cansaço A maldade do tempo fez eu me afastar de você E quando chega a noite e eu não consigo dormir Meu coração acelera e eu sozinha aqui Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão Olhos nos olhos do espelho e o telefone na mão Pro tanto que eu te queria o perto nunca bastava E essa proximidade não dava Me perdi no que era real e no que eu inventei Rescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer E te dedico uma linda história confessa Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você Te contei tantos segredos que já não eram só meus Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou
Terminei a música chorando mais ainda, o que estava acontecendo comigo? Era pra minha esquecer ele, e não me lembrar mais ainda. Eu não devia chorar por ogro daquele, não devia mesmo.
Olhei pra frente, e ali estava a sacada dele, queria que ele estivesse lá, sorrindo pra mim, como quando ainda namorávamos, mas não estava, lá não tinha ninguém. Fechei meus olhos, enquanto as lágrimas não paravam de escorrer pelo meu rosto. Os abri, e não, ele não estava lá. O que eu estava pensando? Isso não era uma cena de novela, naquelas que acontecem tantas coincidências, e que as pessoas já sabem que no final, eles vão ficar juntos.
Entrei no meu quarto de novo, e estava acabada, deitei na cama e cubri toda, meu emocional estava tal ferrado que o não conseguia parar de chorar, e foi chorando mesmo que eu dormi.
...
Acordei com algum cavalo ou égua tocando a campainha insistentemente, levante e me olhei no espelho e puta merda, minha cara estava muito inchada, olheiras até os pés.
Não queria saber, fui assim mesmo, não iria me arrumar só pra abrir a porta pra alguma pessoa muito incoveniente.
Abri a porta e sei de cara com o Luan, segurando meu filho e as coisas deles, meio desajeitado.
Fer: tinha que ser, mestre em acorda as pessoas em hora inconveniente.
Luan: eu vim trazer o meu filho como o combinado, e já são 12:30 se você quer saber.
Fer: dormi de mais - resmunguei e peguei o Bernardo - me da a bolsa dele garoto.
Luan: porque sua cara está inchada, como se tivesse chorado a noite toda? - perguntou do nada.
Fer: Chorado? A noite toda? Eu? - ti debochada - até parece, deve ser porque dormir muito. - semicerrou os olhos.
Luan: to sabendo.
Fer: ta mesmo, te contei né? - fui irônica e ele revirou os olhos - agora me da licença. - estiquei meu braço livre pra fechar a porta.
Luan: e esse roxo aqui? - passou a mão no local onde a menina tinha apertado.
VAMOS FINGIR, QUE AQUELA CONVERSA NO WHATS NÃO FOI FEITA NO WHATSFAKE KKKKK
ENFIM, DEMOREI UM POUCO DEMAIS, MAS VOLTEI, QUERO COMENTÁRIOS, BJS



Arrasou, sou leitora nova e tô AMANDOOO. Continua logo!
ResponderExcluirTomara que ela não esconda a verdade do Luan agora né
ResponderExcluirKkkkkkkk
ResponderExcluirespero que ela conte.
eita luan