Bruna ON
Estava na sala, conversando com a Bruna pelo celular, quando
o Luan entra como um furacão em casa, bate à porta com tudo e já iria passar
direto, quando me vê e para bem em minha frente.
Luan: você sabia Bruna? – me olhou com lagrimas nos olhos.
Bruna: sabia do que Pi? – perguntei confusa.
Luan: acha que eu sou burro?? Você deveria ter me contado,
afinal eu sou seu irmão, ela é só a sua ex-cunhada.
Bruna: me desculpa ta? Mas eu não podia fazer nada, porque
quem tinha que resolver essas coisas eram vocês dois, eu não podia me
intrometer nisso.
Luan: como assim nós dois? Como se eu soubesse que aquele
filho era meu, se eu soubesse pode ter certeza que não iria ter acontecido
isso.
Bruna: Não é a mim que você tem que culpar, porque eu não podia
fazer nada, eu e a Isa fomos contra esse tempo todo, mas não podíamos fazer
nada, não era a minha obrigação. Mas mesmo assim, ela não é só minha ex-cunhada,
ela é minha amiga ok? Ela errou? Errou, mas ela continua sendo a minha amiga, e
mãe do meu sobrinho.
Luan: e se eu te disser, que vou processar ela?
Bruna; você não seria capaz de fazer isso.
Luan: eu só não sou capaz, como vou fazer isso mesmo. E nem você
nem ninguém vai me fazer mudar de ideia. Mas a questão é, você vai testemunhar
a favor de quem?
Bruna: ninguém seria capaz de mudar essa sua ideia maluca?
Luan: ninguém Bruna, mas como já dizia, não é essa a
questa...
Bruna: nem o Bernardo? – ele parou de falar e abaixou a
cabeça.
Luan: como assim? Ele não sabe nem falar, quanto mais decidir
com quem vai ficar.
Bruna: é, mas talvez, você devesse pensar nele também. Porque
você não para em casa, você acha certo deixar uma criança de um mês com os avós
dela, enquanto você viaja, sendo que ele podia muito bem estar com a mãe? E
outra, uma criança dessa idade precisa muito mais da mãe do que se imagina.
Luan: ela pode muito bem vir ficar com ele quando eu estiver
viajando, e ele também precisa bastante do pai, muito mesmo. Você não vai me
fazer desistir de processar ela, já disse.
Bruna: pois bem, processe. Mas não agora, espera ele pelo
menos ter um ano, ou até dois. Porque nessa idade não vai ser nada bom.
Luan: não vou esperar tudo isso, não mesmo. Mas você vai
testemunhar a favor de quem afinal?
Bruna: e se vocês voltassem, e você fosse morar com eles ali
na casa dela. Seria melhor pros dois e pro Bê. – sorri sincera enquanto ele
parecia pensar na possibilidade – imagina, vocês dois juntos de novo. Vai me dizer
que não sente saudades?
Luan: claro que não, só quero meu filho morando comigo. Já vi
que você vai testemunhar a favor da sua amiguinha né? Vou indo pro meu quarto então...
Bruna: Pi, eu vou testemunhar ao seu favor, sempre fui contra
a esconder o seu filho, acho que se você falar com a Isa, ela também testemunha
ao seu favor...
Luan: até parece, a Isa nunca testemunharia contra a amiga
dela, elas se conhecem desde criança. Mas muito obrigado por ficar comigo nesse
momento – sorriu pela primeira vez e me abraçou.
Bruna: por nada, mas é melhor falar com o pai e a mãe, pra não
ficarem sabendo por outras pessoas. – ele sorriu pra mim, e beijou minha testa,
quando se virou para voltar ao seu quarto, eu o segurei – você não vai nem
brigar comigo, por eu ter escondido de você?
Luan: claro que não, você já está me ajudando, a única pessoa
culpada disso, é a sua amiguinha lá.
Bruna: a minha amiguinha que você ama.
Luan: já não sei mais se amo mesmo. Agora pode ir lá fofocar
tudo pra ela, eu deixo.
Bruna: quem disse?
Luan: eu já disse que deixo, é bom pra que ela se prepare
mesmo.
...
Luan ON
Luan: mamusca – cheguei gritando na cozinha, quando já passava
das seis da tarde – eu preciso falar com vocês no jantar, sobre algo muito sério.
Mari: por Deus filho, já aprontou outra?
Luan: calma mãe, acho que você vai gostar de saber. – sorri.
Mari; não vai me dizer que você voltou com a Fer? – me olhou
entusiasmada.
Luan: a gente não tem mais volta mamusca, entenda. Ela é
passado, quer dizer... mais ou menos.
Mari: eu até acreditaria, se não visse o brilho no seu olhar
quando falamos dela, ou quando você encontra ela. Com ela não é diferente.
Luan: não inventa dona Marizete. Vou lá pra cima, quando
ficar pronto o jantar, me avisa.
...
Mari: então meu filho, o que tem pra falar de tão importante?
– perguntou enquanto comíamos a sobremesa.
Luan: é que... – olhei pros meus pais, que esperavam
ansiosamente – eutenhoumfilho – falei rápido e baixo.
Amarildo: aan?
Luan: eu tenho um filho – suspirei – pronto, falei.
Amarildo: como assim Luan Rafael??? – até levantou da
cadeira, olhei pra minha mãe e ela me olhava serena, como se já soubesse –
quantas as vezes eu disse pra se cuidar, se proteger. Agora sou avô, e nem conheço
a mãe do meu próprio neto.
Luan: na verdade, o senhor conhece.
Amarildo: conheço?
Luan: é, conhece. Todo mundo conhece. – olhei pra minha mãe
novamente – mas e você mamuca, o que acha disso?
Mari: estava esperando você vir me contar, demorou em.. –
sorriu e nós três a olhamos sem entender – acha mesmo que eu não sabia que o
Bernardo era seu filho Rafael? Estava tão na cara, meu Deus.
Luan: e porque você não me contou
mamusca??
Mari: oras, você não sabia?
Luan: não, ai que vem a bomba. A Fer
escondeu de mim todo esse tempo, foi me contar hoje, e por isso eu quero
processar ela. Quero a guarda do meu filho.
Mari: não acredito Luan.
Luan: pode acreditar, a Bruna sabia.
Bruna: eu não tive culpa, não podia
fazer nada. Eles que tinha que se resolver mãe, não me meteria nesse assunto
deles.
Amarildo: nem tente Rafael.
Luan: nem tente o que pai?
Amarildo: não tente pegar a guarda do
Bê, não vai conseguir. Ele tem apenas um mês, e a Fer vai ganhar com certeza.
Luan: pai, não custa tentar. E outra,
podemos contratar o melhor advogado do país, só quero o meu filho morando aqui
comigo.
Amarildo: não se trata de advogado,
se trata de bom senso meu filho. Ele depende de uma mãe ainda.
Mari: seu pai está certo filho,
melhor a gente resolver isso entre a gente. Só conversa com ela direitinho e...
– a interrompi.
Luan: MAS QUE SACO – bufei – VOCÊS SE
ESQUECEM QUE EU SOU O FILHO, E ELA É SÓ UMA EX MINHA, VOCÊS DEVIAM ME DEFENDER,
ME AJUDAR E NÃO AJUDAR A ELA. QUE PORRA.
Amarildo: ABAIXA O SEU TOM DE VOZ
MOCINHO, NÓS EXIGIMOS RESPEITO. Você não vê que ela não é só mais uma ex sua, é
a mãe do teu filho, e nós três temos um carinho muito especial por ela. E vejo
que você tem muito mais que um carinho.
Luan: e só porque tem um carinho
especial por ela, tem que me trocar por ela lá?
Mari: ENTÃO ME DIZ RAFAEL, me diz
como que você vai cuidar dessa criança, porque se fosse tirar ele da mãe,
quando você viajar, eu não vou cuidar. Não vou mesmo, nem a sua irmã. Vai em frente,
mas não conte comigo pra nada. – se levantou e saiu furiosa
COMENTEEEEM
Nossa que agora ficou tensooooooo
ResponderExcluireu gosto é de treta
kkkkkkkkk
continua
que isso aqui tá bão demais.kkkkkk
Dona Mari botou ordem no barraco hahahaha continua Duda
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