Chegamos ao Brasil, e meu coração bateu forte, olhei pro meu
filho que dormia no meu colo, e com aquela carinha tão inocente, me deu um medo
de perdê-lo. Afinal o Luan é muito impulsivo, e a raiva que iria o consumir,
quando eu revelasse a paternidade dele sobre o Bê, chegou a me assustar só de
pensar no que ele poderia fazer.
Fer: oii tia, tudo bem? – abracei a tia Marizete com cuidado,
já que o Bê ainda estava no meu colo.
Mari: tudo sim e com vocês? – olhou sorrindo pra aquele
serzinho no meu colo – como ele é lindo, meu Deus. – acariciou seu rosto e eu
sorri.
Fer: estamos ótimos tia, melhor agora ne? Na minha terrinha.
– rimos.
Mari: com certeza. Deixa-me ir ali falar com a Isa. – assenti
e logo depois o tio já chegou me abraçando também.
Amarildo: meu Deus do céu, que neném mais lindo gente. – o
olhou encantado depois de me abraçar.
Fer: não é porque é meu filho tio, mas é lindo mesmo. –
rimos.
Amarildo: teve a quem puxar né. Os olhos dele são verdes que
nem o seu?
Fer: são sim, um pouquinho mais escuro só, espero que quando
ele cresça não fique mais escuro.
Amarildo: tomara mesmo, imagina as novinha caindo em cima do
loirinho dos olhos verdes.
Fer: que novinha o que, meu filho não vai ter novinha nenhuma
não. – me fingi de brava.
Mari: vamos logo gente, o bebê não pode ficar pegando sereno
não. Ainda mais de madrugada assim.
Amarildo: então vamos, quer ajudar Fer? Com as malas?
Fer: eu aceito tio. – sorri sem mostrar os dentes.
Fomos o caminho todo conversando sobre como tinha sido a
estadia da Bru lá, como que o Bê era, se dava muito trabalho e sobre outras
coisas aleatórias. Ninguém tocou no nome Luan. E eu agradeci, não queria ficar
lembrando que amanhã já teria que conversar com o Rafael sobre isso. Deixamos
Isa em casa, e fomos para o condomínio.
Mari: não quer dormir aqui em casa Fer? Vai ficar ai sozinha
com o Bê? – perguntou preocupada assim que o tio parou na frente da minha casa.
Fer: que isso tia, precisa não. A Cida esta ai, já tinha
conversado com ela – quando toquei no nome dela ela saiu pela porta da frente –
só falar que ela apareceu. – rimos.
Amarildo: deixa que eu ajudar a levar as malas ai pra dentro
então.
Depois de colocar todas as malas na sala, o tio saiu se
despedindo com um beijinho no meu rosto e outro na testinha de Bê. Que já tinha
acordado, mas lutava contra o sono no meu colo.
Cida: eai minha filha como foi de viagem? – falou já pegando
o Bê dos meus braços.
Fer: cansativo como sempre – fiz careta – mas até que passou
rápido sabe? – me joguei no sofá – e graças a Deus o Bê não deu trabalho
nenhum.
Cida: então esse garotão não da trabalho nenhum? É quietinho
assim sempre?! – falou enquanto acariciava sua cabeça.
Fer: não da nenhum trabalho tia, super quieto. Um anjinho...
Cida: graças a Deus. – sorriu pra mim que retribui. – mas
agora pode tirar essa bunda dai, que nós vamos arrumar o seu filho pra dormir.
Porque ele está morrendo de cansaço pelo que vejo.
Fer: ta mesmo tia, comprou o moisés?
Cida: comprei, ai sobrou um troco. Só um instante que vou
pegar – ia passando o Bê pra mim.
Fer: que troco o que tia? Fica com a senhora, e nem adianta
discutir.
Cida: mas nem pensar – ela me olhou abismada – sobrou mais de
trezentos reais menina.
Fer: e o Kiko? – ri e ela me olhou brava.
Cida: não quero, não aceito.
Fer: se você me devolver, eu vou jogar lá na rua o dinheiro.
Cida: eita menina teimosa, nunca vi.
Fer: você também quase não é né? – ela bufou e ri – vamos
senhora que não é teimosa, leva o Bê lá pra cima que eu vou pegar a mala dele.
Peguei a mala com um
pouco de dificuldade, já que era meio grande de mais, e estava muito pesada.
Não tinha só roupa na mala dele, tinha também algumas mantinhas ou cobertinhas
que ele amava. E decidi trazer as minhas preferidas.
Cida: meu Deus, essa é a mala desse menino?
Fer: sim, por quê? – a olhei confusa.
Cida: que exagero.
Fer: aah tia, é que eu trouxe... – me interrompeu.
Cida: não sei nem porque estranhei, olha a mãe dessa criança.
Quase não é exagerada.
Fer: mas olha só gente. Vou fingir que nem to te ouvindo –
neguei com a cabeça enquanto ria. – que lindo tia, amei. – me referia ao
moisés.
Cida: eu comprei algumas cobertinhas, e já lavei também. –
pegou no meu armário, enquanto eu tirava a roupinha dele.
Fer: que lindinhas tia. Eu trouxe algumas dele, mas já que esses
ai estão lavadas, vou usar uma dessas. – ela tirava as roupinhas do Bê da mala
dele. – tia tem alguma bacia pra eu dar um banho nele?
Cida: claro que tem né menina. Mas eu comprei uma banheirinha
própria pra bebê, acho que isso você não trouxe né?
Fer: isso não. – rimos – coloca a água morna ai da torneira,
por favor.
Cida: imaginei – foi para o banheiro.
Depois de um tempo a tia veio me chamar dizendo que tinha
enchido, pedi pra ela pegar as coisinhas dele de banho que tinha na frasqueira
dele. Cheguei no banheiro, e ela havia colocado a banheira em cima do balcão
que tinha lá.
Demos um banho bem gostoso nele, ele amava tomar banho, mas
só no começo, se você demorasse muito, ele começava a se irritar e ficava se
batendo na água. O que fez a Cidinha me zuar, falando que ele não era tão
anjinho quanto eu tinha dito.
Nanamos ele, e o coloquei no moisés, logo depois tirei uma
foto dele já dormindo e postei:
Dengo da mamãe dormindo pela primeira vez no Brasil gentiii, ve se aguento uma coisa dessas <3
...
Acordei com o meu dengo chorando, olhei no relógio do celular
e ainda eram 4h00 da manhã. O amamentei, e troquei sua fralda que já estava bem
pesada por conta do seu xixi. Fiquei o balançando enquanto andava pelo quarto,
cantando bem baixinho, logo ele pegou no sono de novo e eu o coloquei na sua
caminha.
Antes de voltar a dormir, fui olhar as mensagens, e tinha uma
do Luan. Ele havia mandando fazia uns 20 minutos, e nela dizia:
“chegarei amanhã às 15:30 mais ou menos, e vou ai na sua casa
pra gente conversar.”
“tbm preciso flar contigo, a Bru vai vir aqui em casa pegar o
Bê pra gente conversar melhor.”
Mandei uma mensagem pra ele, achando que ele não responderia
por conta do horário, mas eu tinha me esquecido de uma coisa. Ele era o Luan
Rafael, e normalmente ele não dormia antes das cinco.
“não quero que ela busque ele, quero conhecer”
“mas vc pode conhecer ele, e depois ela o leva. É muito sério
o que eu quero flar com vc”
“não quero só olhar pra ele e pronto. O que eu tenho pra flar
com vc tbm eh serio, mas não tem problema ele ficar ai com a gente”
“se você insisti assim, tudo bem, mas avise ela pra não vir
buscar o Bê... Até amanhã, beijos”
Ele visualizou, mas não respondeu, nem um “ok”, o que você
queria Fernanda, depois de mentir sobre um filho, que ele fosse legal contigo?!
Mas pera, ele não sabe sobre eu ter mentido, né?
...
Acordei de novo com ele chorando, só que dessa vez, às 6h30min
da manhã. Levantei, o peguei no colo, e desci pra cozinha onde me esperava uma
mesa linda com bastante comida.
Fer: Cidoca, coloca mais dois lugares aqui por favor? Vou
chamar a Bru pra vir aqui.
Cida: e o outro é pra quem?
Fer: pra você oras, não vai me dizer que se desacostumou a
comer comigo aqui. Venha logo e nada de birra.
“amiiiiiga, vem pra cá agora tomar café comigo e com seu
sobrinho”
Depois de alguns minutos ela respondeu.
“ce é louca cachorreira, quem acorda as seis da madruga bixo”
“o seu sobrinho, agora vem que ele quer a titia”
“essa mãe dele não serve nem pra cuidar do filho, eu hein...
kkkk Chego em cinco minutos falsiane”
Fer: Ciiiiiiidinha linda, daqui a pouco partiu desarrumar as
malas hein?
Cida: affs, nem me lembre. Vou ficar cuidando do Bê.
Fer: verdade, ainda bem que chamei a Bru pra me ajudar.
Bruna: ouvi meu nome, mas preferia não ter ouvido – me deu um
beijinho no rosto e outro no da Cida – como vai Cidinha, já matou a saudades
dessa mocreia?
Cida: já sim, e como...
Fer: pensei que viria em cinco minutos. – a olhei.
Bruna: mas fiquei com preguiça de colocar uma roupa descente,
ai só escovei os dentes. – a olhei melhor e vi seu pijama de ursinho.
Fer: huuum, normal você com preguiça.
Bruna: não enche menina – disse de boca cheia e depois olhou
pro Bê que estava no meu colo. – né neném mais lindo da titia? – o pegou no
colo e ele só ria pra ela.
Depois que tomamos café, fomos arrumar nossas coisas,
enquanto Cida ficava com o Bê lá no meu quarto. Paramos para o almoço, e depois
voltamos a arrumar, quando vimos já eram 15h46m e nos assustamos. Mandei Bruna
embora e ela me zuou dizendo que queria ficar a sós com o meu amor.
Tomei um banho rápido, e coloquei uma roupa simples, depois
dei banho no Bê também.
Fer: Cidinha o Luan vai vir aqui pra gente conversar, ele
quer conhecer o Bê, mas depois na hora da conversa, acho que vou pedi pra você
vir pegar o Bernardo, não sei o que vai da essa conversa, e se der o que eu to
pensando eu não quero que ele se assuste.
Cida: ok menina, mas o Luan, ele é pai do Bê mesmo? – a olhei
e quando ia responder, a campainha tocou, olhei no relógio e já eram 16h28m.
Olhei com medo pra Cidinha e ela me confortou com seu olhar e
fala:
Cida: fica tranquila minha filha, vai da tudo certo – e saiu
pra abrir a porta.
Olhei para o meu filho, me segurando pra não chorar, e ele
tão inocente sorriu pra mim, acariciei seu rosto.
Fer: filho aconteça o que acontecer, ninguém vai tirar você
de mim. – falei com a voz embargada e ele gargalhou – eu te amo – beijei seu
rostinho
Luan: Fer... – olhei pra trás e ele estava na porta segurando
a maçaneta.
Fer: Rafa. – sussurrei.
EEEITA QUE É NO PRÓXIMO QUE O TEMPO VAI FECHAR PRA FER, ACHO É POUCO TBM *-*
O CAPÍTULO TÃO ESPERADA POR TODAS TA CHEGANDO, O QUE SERÁ QUE VAI DA ESSA CONVERSA? TO ATÉ COM MEDO... COMENTEEEM MUITÃO PRA MIM GURIAS, BEIJOCAS



O tempo vai fechar pro lado da ferramenta, continuaaaa espero que termine tudo que eles se resolvam.
ResponderExcluirComo já falei no comentário anterior ela meio que tem que sofrer mas só um pouquinho por ter esconde que o Bê é filho do Luan
ResponderExcluirIsla
é hoje é hoje
ResponderExcluirbrincadeira
é depois
CASP LOCK LIGADO PRA MOSTRAR QUE ESTOU HISTERICA..KKKKKKKKKKKKKKKK
É AGORA
QUERO QUE ELA SOFRA
um pouco mais sofra
continua
que menino mais lindoooooooooooooo
nao sabia que aquele negocio se chamava moises
e taooooooooooooo fofo