quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Capítulo 84


13 de fevereiro de 2018

Depois de ajudar Bernardo a se vestir e dar a sua dedeira, fomos dormir. Quando Luan não estava, Ber dormia comigo. Levantei e assim que peguei o celular pra ver as horas, vi que já se passavam das onze da manhã, meu filho não estava mais na cama.

Cida não trabalha mais aqui desde quando foi visitar sua irmã que tinha sofrido um acidente, e quem veio avisar que ela tinha deixado o emprego foi a filha da Cida, que disse que a mesma tinha ido morar pra lá. Fiquei meio sem saber o que fazer quando soube, nunca tinha colocado alguém pra trabalhar na minha casa a não ser a Cidinha, até hoje não tínhamos ninguém que arrumava a casa ou me ajudava, isso fazia Rafael reclamar.

Desci as escadas um pouco depressa, preocupada com Bê.

Luan: meu Deus Maria Fernanda, não desça as escadas rápido. - disse vindo pro meu lado me "ajudar".

Fer: é porque o Ber não estava lá em cima aí fiquei preocupada, desculpa.

Luan: tem que tomar cuidado, mas agora me dá um beijo. - me puxou cuidadosamente e eu lhe dei um selinho. - um beijo descente por favor. 

Entrelacei meus braços no seu pescoço e o beijei, quando nos faltou o ar paramos o beijo e ele cheirou meu pescoço, sussurrando um "eu te amo" logo em seguida, sorri involuntariamente e dei um selinho nele

Fer: te amo - olhei nos seus olhos e ele sorriu bobo.

Luan: e cadê a princesa do papai?! - falou levantando minha blusa do pijama pra ver minha barriga - que saudades dessa menininha. - beijou minha barriga.

Bernardo: papaiê - disse manhoso da sala - vem blinca.

Luan: to indo Ber. - riu pra mim e foi em direção à sala, eu o segui e sentei no sofá.

Fer: já tomaram café? - os olhava brincando.

Luan: claro né, já tá quase na hora do almoço.

Fer: comeram o que?

Bernardo: lá na vovó Izete.

Fer: chegou que horas amor?

Luan: acho que era umas cinco da manhã, e você nem acordou, tem sono leve... Até estranhei.

Fer: pois é, estava muito cansada. Vou fazer o almoço. - falei me levantando.

Luan: ah amor, nada de esforço. Senta aí, daqui a pouco a gente sai pra almoçar.

Fer: não sei se é uma boa ideia Rafa.

Bernardo: eu quelo.

Luan: viu?! Faz tempo que não saímos pra comer juntos.

Fer: então tá - peguei meu celular - daqui a pouco já tem que ir se arrumar. 

Enquanto Luan brincava com Ber, eu assistia TV. Quando deu mais ou menos meio dia e meio Rafa nos chamou para se arrumar, peguei Bernardo no colo e fui até o seu quarto.

Luan: deixa que eu dou banho nele. 

Bernardo: eu sei toma banho papai. - gritou do banheiro.

Fer: fica de olho nele. - disse saindo do quarto, mas parei - deixa eu escolher a roupa dele, não confio em você.

Luan: nossa, que engraçadinha. - fingiu uma risada e foi até o banheiro, ajudar Ber.

Escolhi uma roupa pra ele e deixei em cima da cama, fui pro meu quarto começar a me arrumar. 

•••

Chegamos no restaurante, fizemos nossos pedidos e logo puxei assunto.

Fer: amor, que tal a gente viajar? - disse sorrindo.

Luan: até parece, você tá quase parindo e quer viajar menina?

Fer: amor, ainda falta dois meses, vai demorar. Eu já estou cansada de ficar em casa, sempre a mesma coisa. E já que não posso trabalhar, por que não uma viagem com os dois homens da minha vida e a minha princesa? - levantei a sobrancelha e ele me encarou sério, parecia pensar.

Luan: e se você tiver a Valentina nessa viagem? 

Fer: aí ela não vai ser paulistana uai. Ber também não nasceu aqui.

Luan: não sei não Maria Fernanda, só inventa moda. Pra onde você iria querer ir?

Fer: que tal Paris?

Luan: nem pensar, ir pro frio? Não.

Ber: eu também quelo viaja papai.
 
Fer: por nós meu amor, vai ser legal. Confia em mim Rafa! - ele sorriu balançado a cabeça negativamente.

Luan: você não presta menina. 

Fer: o que você me diz sobre a viagem? 

Luan: que temos que falar com a doutora, pra ver se você pode. - sorriu pra mim.

•••

20 de fevereiro de 2018

Hoje era o dia da viagem para Paris, a doutora disse que não teria problema nenhum em viajar, se fosse por pouco tempo. 
Ficaríamos uma semana lá, e eu estava muitíssimo animada, nunca tínhamos feito uma viagem assim, só nós três.

O voo sairia as oito e meia, tínhamos que estar uma hora antes no aeroporto, e com o trânsito de São Paulo teríamos que sair bem antes.

Acordei com o despertador poucos minutos depois das seis da manhã, Rafael com o sono pesado que tinha só se mexeu com o barulho do celular tocando, mas continuou dormindo.

Fiz minhas higienes matinais e coloquei uma roupa simples, fui até a padaria do condomínio mesmo e comprei pão, pão de queijo, frios, leite e umas tapiocas prontas que vendia naquela panificadora.

Voltei pra casa e depois de arrumar a mesa e fazer o café, fui acordar meu filho. Já era umas seis e quarenta, e ele acordou manhoso.

Fer: vem filho, a mamãe fez aquele leitinho com nescau que você ama meu amor. - dizia mansa.

Bernardo: me pega no colo mamãe? - falou com um bico.

O olhei meio apreensiva, sabia que Luan não gostava que eu carregasse ele, muito menos descer as escadas com ele no colo, ele iria surtar se visse, mas eu não resistia ao meu branquelinho e Rafael não precisava saber.

O peguei no colo, ele agarrou com as pernas na minha cintura, deitou a cabeça no meu ombro e as mãos de cada lado do meu pescoço. A barriga atrapalhava um pouco, mas ignorei esse fato.

Ia descendo as escadas com o maior cuidado do mundo, confesso que estava sentindo um pouco de cansaço com o peso dele, mas continuei.

Luan: eu não to vendo isso não. - me olhou bravo no começo da escada e eu o olhei com uma cara de quem foi pega fazendo coisa errada. - quantas vezes eu falei Maria Fernanda? - disse já descendo as escadas ao meu encontro - não carregue o Bernardo, mas o que você faz? Carrega o Bernardo descendo a porcaria da escada. - pegou Ber de mim. - o que é pior.

Fer: ele pediu amor, me desculpa. Achei que não teria problema. - agora eu quem fazia o bico.

Luan: você parece que não tem limites. - disse me ajudando a descer as escadas - olha aí vei, tá até ofegante. - balançou a cabeça negativamente.

Depois de muito brigar e até ameaçar cancelar a viagem, ele se acalmou pedindo desculpas e dizendo se preocupar com nós duas. Arrumamos as coisas e lavamos a louça - ele me ajudou.

Como eu ja tinha tomado banho, coloquei Bernardo e Rafael para tomarem o banho deles juntos, fui até o quarto do Ber e peguei a roupa que ele viajaria - uma calça moletom cinza que ficava mais apertadinha nas pernas, uma blusa azul e o seu tênis branco. Eu levaria um casaco de moletom pra ele na minha bolsa de mão - Tinha feito umas pesquisas e em Paris não estava tão frio, o que foi a alegria de Rafael, já que ele não gosta muito de frio.

Bruna quem nos levaria até o aeroporto, com o carro do seu pai que tinha mais espaço. Depois que nos arrumamos Luan foi por as malas no carro e não parava de reclamar do tamanho delas.

Luan: a gente vai ficar uma semana vei, não tem essa necessidade. De levar quatro malas.

Fer: Rafael, eu tenho que levar roupas de frio também, vai que esfria, além dos sapatos. É melhor ir preparada ué. - ele só revirava os olhos.

Luan: vocês mulheres são muito complicadas e exageradas. Isso sim. 

Bruna: Pi, você não tem que tentar entender a gente, só aceitar. - rimos e ele continuou se fingindo de sério.

Nos despedimos dos meia sogros e partimos pro aeroporto, ao chegarmos lá, fomos levamos para uma sala que tinha ali, pra esperamos baixar a fila, para aí sim irmos fazer o nosso check-in.

Coloquei Bernardo na mala maior, sentado em cima dela, e me sentei na menor, ficamos um de frente pro outro. Pedi para minha cunhada tirar uma foto nossa daquele jeito.

    São Paulo ✈️✈️ Paris

Depois de alguns minutos fizemos todos os procedimentos necessários, despachamos nossas malas e nos despedimos da Bubu. Assim que sentei na poltrona do avião, eu suspirei pensando em Paris.