segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Capítulo 63


Logo depois de ver aquela foto, comecei a gargalhar daquilo, sei lá, deu vontade. Tentava imaginar a bomba que seria quando Luan anunciasse que Bernardo era seu filho.

Fiquei vendo uma série que eu estava amando, era muito legal, e nisso peguei no sono. Acordei e fui pegar o meu celular pra ver o horário, e era 18:30, meus olhos passaram rapidamente na data que fica logo embaixo do horário e gelei.

Com essa correria toda, nem tinha me lembrado, não tinha mesmo. Mas que burra, hoje era dia 17 de julho de 2016, e dia 18 minha mãe tinha falecido. 

Esse ano fazia 15 anos da morte dela, não acreditei, não era possível. Como fui me esquecer??! Mas logo depois pensei no meu filho, queria ele comigo, eu queria muito. Ele com certeza me daria forças, afinal, ele é o meu melhor.

Não podia fazer nada, fui lá pra baixo, e dei uma folga pra Cida, ela voltaria depois de amanhã (19), se eu não teria me filho comigo, preferia ficar sozinha logo então.

Fer: Cidinha, você não quer tirar um dia de folga não? - sentei ao seu lado no sofá, ela assistia a uma novela lá.

Cida: não, porque? 

Fer: por que você está de folga, volta só depois de amanhã. 

Cida: mas porque? Vai viajar? 

Fer: não, mas amanhã não vou ficar aqui em casa o dia inteiro, e não quero que fique aqui sozinha. 

Cida: mas não tem problema, se quiser eu... - a interrompi.

Fer: não, é melhor você ir, matar saudade da sua filha, dos seus netinhos. Tirar uma folga é sempre bom. - sorri.

Cida: já que insisti, vou ligar pra Ana, pra ela vir me buscar então. - se referia a sua filha.

Fer: pra que incomodar ela? Eu te levo lá, aproveito e vou em algum lugar pra comer, estou morrendo de fome.

Cida: tem certeza?

Fer: tenho, absoluta. Vou só me arrumar.

Cida: e eu arrumar minhas coisas.

Subi e tomei um banho rápido, coloquei um shorts detonado, e uma regata branca que tinha uns detalhes. Nos pés, um chinelo delicado, e fiz uma maquiagem básica, só iria em alguma lanchonete mesmo. Peguei minha bolsa e desci pra esperar a Cida.

...

Deixei Cida na casa de sua filha, que era meio longe, mas não custava nada. Achei uma lanchonete, aquelas bem simples, fazia tempo que eu não ia em uma. E quando fui no balcão fazer meu pedido a mulher arregalou os olhos.

 - Meu Deus, você não é aquela modelo famosa? Namorada do Luan Santana? - perguntou assustada e eu ri.

Fer: modelo eu sou, famosa já não sei. - ri - Ex namorada do Luan Santana, já da um bom tempo que nos separamos.

 - Aah claro, mas saiu uma matéria hoje, que vocês tinham voltado, aí pensei que tinham mesmo.

Fer: voltamos não, ela povo só inventa. Mas como é o seu nome mesmo?

 - Joana, muito prazer em recebe-lá aqui. Desculpa pelo escândalo, mas nunca que uma pessoa famosa pisa em um lugar desses.

Fer: o prazer é todo meu Joana. E eu que sinto falta de vir em um lugar desses.

Joana: mas qual vai ser seu pedido?

Fer: eu vou querer um filé catupiry, e pra beber uma coca de 600ml.

Joana: ok, em torno de 20 minutos já levamos pra você, mas antes, pode tirar uma foto comigo? 

Fer: mas é claro, pensei que não ia pedir. - rimos e logo tiramos a foto.

Sentei em uma mesa qualquer que tinha ali, e peguei meu celular pra distraí. Fui olhar minhas mensagens, e tinha varia do Luan, revirei os olhos e fui olhar logo.




Não sabe nem cuidar do filho, e ainda coloca a culpa em mim. Fui responder outras mensagens que tinha ali, uma dela era de Isa, que me falava algumas propostas de trabalhos, que já estava tendo.

Falei que veria depois com calma, e que depois de amanhã iria no escritório, para ver com ela também. Ela implorou para que levasse o Bê.

Meu lanche chegou depois de um tempo, e eu comecei a comer devagar, era muito bom o lanche dali e eu com certeza voltaria mais vezes. Depois que terminei de comer, algumas muitas pessoas vieram pedir foto, eu já estava cansada, quando a Joana, pediu para que me deixassem ir embora, agradeci mentalmente e fui pagar a conta.

Depois de pagar, resolvi que queria algum doce, iria tomar um sorvete em algum lugar. Estava chegando no meu carro quando duas meninas que me parecia ter uns 17 anos me pararam, até então pensei que era pra pedir foto como todas as outras pessoas.

 - Nossa, olha quem está aqui Duda, a golpista. - uma das meninas falou.

Fer: como assim golpista? Conheço vocês de algum lugar por acaso?! - disse sem entender.

 - Olha amiga, ela não sabe - gargalharam - você acha que a gente não sabe, que está fingindo que esse filho é do Luan, só pra aparecer né? - a tal de Duda falou.

Fer: olha, ninguém disse que o Bernardo é filho do Luan. E se for, vocês podem ter certeza que o que eu menos quero dele é o dinheiro ok? Agora deixem eu ir, que eu tenho mais o que fazer. - sorri cínica, mas uma delas segurou meu braço forte.

 - Você é muito ridícula mesmo, se acha só porque namorou o Luan.

Fer: olha aqui garot... - fui interrompida com um tapa na cara.

 - Você ta doida Aline?? Não era pra bater, só pra assustar. - a outra disse.

- Mas ela mereceu, ninguém mexe com ele.

Fer: olha aqui, Aline né? - soltei meu braço que doía - espero nunca mais na minha vida te ver, ou se não a coisa vai ficar feia pro seu lado. - dei as costas pra ela, enquanto abria meu carro.

Aline: o que vai fazer? Me bater? Processar? O que hein?! To morrendo de medo.

Fer: experimenta pra ver - pisquei e entrei no carro.

Estava morrendo de raiva daquelas gurias, inclusive da tal de Aline, olhei pro meu braço, e ele estava vermelho, provavelmente ficaria roxo. Já que ela apertou, algumas vezes até com a unha.

Até a vontade de tomar sorvete eu tinha perdido, e fui direto pra casa. Cheguei na mesma e logo tranquei a porta, subi pro meu quarto, e o tranquei também, tirei o shorts e coloquei uma calça de dormir xadrez.

Deitei na cama e comecei a chorar, só deu vontade, talvez se eu tivesse ouvido o Luan, e não tivesse saído pra balada com as meninas, nada disso teria acontecido, poderia estarmos juntos. E não nessa guerra, eu não perderia meu filho. Tudo é culpa minha.

Lembrei dos meus pais, ai que saudade deles, eu não tinha nem uma família se quer. A única pessoa de sangue mesmo é o Bê, e adivinha, tem um monstro querendo roubar ele de mim. Eu não vou suportar se tirassem outra pessoa de mim, ainda mais ele.

Olhei pro meu violão, e lembrei que a última vez que eu toquei tinha sido pro Luan, na noite que aconteceu nossa última vez... Era fato que eu o amava ainda, mas isso tem que mudar, eu tenho que seguir minha vida, esquecer ele. Assim como o mesmo fez comigo.

Peguei o violão, e fui pra sacada tocar um pouco, eu sei, essa era a mania dele, não minha. Mas, eu juro que é só hoje, comecei a dedilhar o violão e com a voz meia embargada dei início a música.

Palavras não bastam, não dá pra entender E esse medo que cresce não para É uma história que se complicou Eu sei bem o porquê Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços Me entorta as costas me dá um cansaço A maldade do tempo fez eu me afastar de você E quando chega a noite e eu não consigo dormir Meu coração acelera e eu sozinha aqui Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão Olhos nos olhos do espelho e o telefone na mão Pro tanto que eu te queria o perto nunca bastava E essa proximidade não dava Me perdi no que era real e no que eu inventei Rescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer E te dedico uma linda história confessa Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você Te contei tantos segredos que já não eram só meus Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou

Terminei a música chorando mais ainda, o que estava acontecendo comigo? Era pra minha esquecer ele, e não me lembrar mais ainda. Eu não devia chorar por ogro daquele, não devia mesmo.

Olhei pra frente, e ali estava a sacada dele, queria que ele estivesse lá, sorrindo pra mim, como quando ainda namorávamos, mas não estava, lá não tinha ninguém. Fechei meus olhos, enquanto as lágrimas não paravam de escorrer pelo meu rosto. Os abri, e não, ele não estava lá. O que eu estava pensando? Isso não era uma cena de novela, naquelas que acontecem tantas coincidências, e que as pessoas já sabem que no final, eles vão ficar juntos. 

Entrei no meu quarto de novo, e estava acabada, deitei na cama e cubri toda, meu emocional estava tal ferrado que o não conseguia parar de chorar, e foi chorando mesmo que eu dormi.

...

Acordei com algum cavalo ou égua tocando a campainha insistentemente, levante e me olhei no espelho e puta merda, minha cara estava muito inchada, olheiras até os pés.

Não queria saber, fui assim mesmo, não iria me arrumar só pra abrir a porta pra alguma pessoa muito incoveniente.

Abri a porta e sei de cara com o Luan, segurando meu filho e as coisas deles, meio desajeitado.

Fer: tinha que ser, mestre em acorda as pessoas em hora inconveniente.

Luan: eu vim trazer o meu filho como o combinado, e já são 12:30 se você quer saber.

Fer: dormi de mais - resmunguei e peguei o Bernardo - me da a bolsa dele garoto.

Luan: porque sua cara está inchada, como se tivesse chorado a noite toda? - perguntou do nada.

Fer: Chorado? A noite toda? Eu? - ti debochada - até parece, deve ser porque dormir muito. - semicerrou os olhos.

Luan: to sabendo.

Fer: ta mesmo, te contei né? - fui irônica e ele revirou os olhos - agora me da licença. - estiquei meu braço livre pra fechar a porta.

Luan: e esse roxo aqui? - passou a mão no local onde a menina tinha apertado.  



VAMOS FINGIR, QUE AQUELA CONVERSA NO WHATS NÃO FOI FEITA NO WHATSFAKE KKKKK
ENFIM, DEMOREI UM POUCO DEMAIS, MAS VOLTEI, QUERO COMENTÁRIOS, BJS
     

domingo, 20 de setembro de 2015

Capítulo 62

Fer: e isso é hora de atormentar os outros?  

Luan: ai menina, você é muito mimada sabia? 

Fer: por quem mesmo? Pelo ivis? 

Luan: que ivis? - perguntou assustado.

Fer: o invisível.

Luan: nossa mano, voltou mais engraçada foi? 

Fer: Rafael, o que você quer? Diz logo, não tenho tempo pra você.

Luan: Rafael? Que intimidade é essa?

Fer: pensei que esse fosse seu nome.

Luan: só os íntimos me chamam assim.

Fer: Desculpa, Luan Rafael Domingos Santana, o que você quer? 

Luan: eu quero conversar.

Fer: vamos ao meu escritório então Luan Rafael Domingos Santana.

Fomos ao um mini escritório que tinha ali, fechei a porta e me sentei atrás de uma mesa proporcionalmente grande.

Fer: pode começar Luan Rafael Domingos Santana. Estou esperando.

Luan: para de me chamar assim, só Luan ta bom.

Fer: pensei que eu não... - me interrompeu.

Luan: cala a boca. Vamos logo a conversa, enfim, eu queria conversar sobre o Bê.

Fer: prossiga.

Luan: eu não vou pedir a guarda dele... - sorri automaticamente - por enquanto. - meu sorriso diminuiu.

Fer: porque mudou de ideia assim querido?

Luan: a minha mãe, a Piroca, elas têm razão. Seria muito egoísmo da minha parte tirar o meu filho da mãe agora. Ele tem só um mês de vida. E não seria certo deixar ele lá em casa com a minha mãe enquanto viajo.

Fer: e quando ele estiver maior, vai ser certo deixar ele com a sua mãe? 

Luan: se você quiser, pode pegar ele lá em casa as vezes, mas eu quero a guarda dele. 

Fer: aah sim, quer ter esse gostinho. - olhei pra baixo.

Luan: agora não é hora de conversarmos sobre isso, afinal, vai demorar ainda. Quando ele fizer dois anos, eu vou lutar pela guarda dele.

Fer: se você quer assim, o que eu poderei fazer né? Mas já que deu o seu recado, pode ir embora.

Luan: não terminei. Eu quero levar o meu filho pra ficar comigo um pouco, quero ser um pai presente.

Fer: mas quer levar ele agora?

Luan: é, agora. Posso ir pega-lo? 

Fer: vamos lá comigo, eu te levo até ele. Preciso arrumar a bolsinha dele então.

Levei ele até o meu quarto, onde Bruna ainda dormia. Luan ficou conversando com Bernardo que acordou com a movimentação no quarto. Fui até o closet, e comecei a arrumar as coisas dele. Eu ficaria preocupada em deixar o meu filho assim nas mãos de Luan que não tem nenhuma experiência com criança, mas sua mãe estaria lá para o orienta-lo.

Fer: aqui está as coisas dele, qualquer coisa me liga.

Luan: beleza. Fernanda?

Fer: o que? 

Luan: e o quarto dele, não vão montar? 

Fer: eu acho que vou hoje com as meninas, já que você vai cuidar dele, é mais tranquilo.

Luan: eu queria ir.

Fer: impossível, e as sua fãs vão desconfiar, você indo comprar as coisas do quarto do filho da sua ex-namorada.

Luan: já ta na hora de anunciar pra elas né? É bom que elas se preparem já ué.

Fer: mas...

Luan: nada de mas, eu vou junto. Me avisa o horário que vocês vão depois por mensagem, que a gente vai junto.

Fer: ta bom, agora vai embora.

Luan: grossa - resmungou e saiu do quarto.

Sentei na cama e suspirei, pelo menos não vou ter de enfrentar isso agora. Liguei pra Isa, e ela pegaria um taxi e viria pra minha casa. Aí ia todos nós juntos pro shopping...

Depois fui tomar um banho, lavei meu cabelo e já me arrumei pra ir comprar as coisas do Bê, voltei pro quarto e Bruna me olhou curiosa, explique pra ela que ficou feliz com a decisão do irmão, e logo foi tomar banho também, ela pegaria uma roupa minha emprestada.

Coloquei essa roupa:


E uma sandália baixa, teria que cuidar do Bê, então de salto não ia dar certo. Fui tomar meu café, pra adiantar e quando me sentei senti meu celular vibrar na minha bunda. O peguei e era a Isa ligando.

Ligação ON

Fer: ooi amiga, ta chegando? 

Isa: não vei, não vai dar pra ir não.

Fer: porque não? Você disse que não tinha nem um compromisso hoje ué.

Isa: justamente, não tinha. Mas acabaram de me ligar do escritório e surgiu uma coisa pra resolver lá. 

Fer: aii amiga, eu quero que você vá também. - fiz manhã.

Isa: queria muito ir também, mas não vai dar de verdade. Juro que a gente marca um dia pra irmos comprar roupas pra gente e pro meu afilhado lindo.

Fer: então ta, se não da mesmo. Fazer o que né??! Beijos.

Isa: is the life... Beijos migs.

Ligação OF

Fiquei meio triste, pensei que iríamos ficar esse tempo juntas, nós três. Afinal não tínhamos nos visto desde que voltamos, e a gente não era acostumada a ficar tanto tempo sem se ver... Mas como ela disse, é a vida.

Fer: BRUNA SANTANAAAAA, VENHA COMER E PARA DE ENROLAR.

Bruna: JÁ VOU SUA TAPADA.

Quando já terminada o meu café, Bruna chegou, com um moletom meu gigante e com uma cara nada boa.

Fer: vei, vai se arrumar sua débi.

Bruna: amiga, eu to com cólica, acho que vai descer.

Fer: aah não, toma um remédio que já passa. Não vai me deixar na mão que nem a Isa.

Bruna: não da não, vai você com o Pi e o Bê então, eu não to bem não.

Fer: então eu não vou também.

Bruna: para de ser tonta, vai sim. Não vou estragar nada, e o meu sobrinho precisa de um quarto.

Fer: aii que merda. Liga pro teu irmão e diz pra ele se arrumar que daqui trinta minutos eu to indo.

Bruna: beleza.

Fer: vou terminar de me arrumar. 

Fui lá pra cima e comecei a terminar de me arrumar, escovei os dentes, fiz a minha maquiagem, coloquei alguns acessórios e fui arrumar a bolsa que eu levaria. Por fim, arrumei meu cabelo e passei um perfume básico.

Fer: eu aposto que o babaca do teu irmão não chegou ainda. - falei descendo as escadas e dei de cara com Luan na sala dando um riso cínico pra mim.

Luan: nossa, respeito é bom sabia?

Fer: cala a boca e vamos, já estou estressada.

Luan: nossa, caguei de medo agora.

Fer: vem com a mamãe Bê. - o peguei do colo de Bruna que até agora não tinha dito nada. - vamos no meu carro.

Luan: claro que não.

Fer: então você vai tirar a cadeirinha dele lá do meu carro? E depois colocar no seu ainda?

Luan: ai, vamos logo no seu carro. Cade a chave? 

Fer: ali na mesa.

Fomos pro carro, eu fui atrás com o Bê e Luan foi dirigindo. Eu conversava com o Bernardo e Luan cantava enquanto batucava no volante.

 Demorou um pouco pra chegarmos, mas quando entramos no shopping, trazentas pessoas vieram em cima da gente pra tirar foto, mais no Luan, lógico.

Fomos as compras e Luan dava sugestão em tudo, brincava com o Bê, que ria pra ele. Como já se conhecessem a tempos. Na hora de pagar as coisas, Luan insistiu que ele iria pagar, ficamos "brigando" pra ver quem pagaria, jogamos par ou impar até, eu ganhei, mas ele não aceitou, e logo pagou. A mulher do caixa ria da gente e depois meio envergonhada pediu uma foto.

Quando estávamos indo pra uma loja de brinquedo, Bê começou a ficar enjoado e a chorar. Luan foi comprar uns brinquedos pra ele, enquanto fui o trocar.

Por fim fomos comer ali
na praça de alimentação mesmo, enquanto Bernardo dormia em um carrinho que tínhamos comprado, e sim, Bê já saiu da loja no carrinho.

Chegamos na minha casa, e Luan foi embora com o Bê. Ele ficaria até depois de amanhã com o seu pai, e eu senti muito falta dele, não tinha ninguém ali em casa além da Cida, que provavelmente já dormia, já era noite.

Fui beber alguma coisa na cozinha e logo subi pro meu quarto, tomei um banho, coloquei um pijama de frio e liguei o ar no mínimo. Fiz minhas higienes noturnas e peguei meu iPad, enquanto meu celular carregava. Entrei no Twitter e tinha alguns links, que lógico entrei.

Comecei a rir quando vi a matéria:

E pra quem ainda desconfiava, ta aí. Luan Santana foi visto hoje fazendo compras, com sua ex-namorada (Maria Fernanda Albuquerque) e com o filho da mesma. 
Existem alguns boatos, de que o filho seja dele, e isso reforça ainda mais a teoria das fãs do casal.
A "família" parecia feliz, e entraram em algumas lojas de móveis de bebês, roupas e brinquedos. Em uma dessas lojas o Bernardo saiu em um carrinho de bebê.
Eles ainda no final do dia foram lanchar na praça de alimentação, enquanto o pequeno Bê dormia tranquilo.
Mas eai? Será que LuFer reataram? 

Capítulo 61

Amarildo: você pegou pesado Rafael. - me olhou decepcionado.

Luan: eu peguei pesado?

Amarildo: não, imagina. - saiu da sala de refeições, indo em direção a escada.

Bruna: eu te disse que é melhor esperar um tempo, se você quer tanto a guarda do Bê.

Luan: eu não vou esperar porcaria de dois anos nenhum - levantei - pensei que você estava do meu lado. - já estava com um dos meus pés no primeiro degrau, quando ela chegou falando.

Bruna: eu estou do seu lado, só acho melhor você esperar mais um... - a interrompi.

Luan: já entendi, obrigada pela dica - sorri irônico e subi as escadas de vez.

Entrei no meu quarto, e deitei na cama atordoado. Como essa menina ousa fazer minha família a defender? Ela fica se fingindo de boazinha, e meus pais caem nessa. Mas isso não funcionada comigo, e aconteça o que acontecer, eu vou levar adiante essa minha ideia de processo.

Não posso acreditar que um dia eu amei essa mulher, isso mesmo, amei. Porque não amo mais, não sinto mais nada por ela, além de ódio.

Maria Fernanda ON

Bruna tinha me avisado que Luan anunciaria para sua família hoje sobre o Bê, inclusive que eu o escondi. Estava nervosa, afinal eu amo os pais deles, como se fossem meus. Me sentiria mais culpada ainda dependendo da reação deles.

A Bru iria vir aqui me avisar o que tinha acontecido, e provavelmente dormiria aqui. Isa, não tinha aparecido aqui em casa até hoje, mas nos falamos por telefone e falei tudo que estava acontecendo.

Nesse momento estou andando de um lado para o outro enquanto esperava algum sinal de vida da tia do Bernardo. Falando nele, a Cida estava fazendo ele dormir, já que de tão nervosa, eu não conseguia nem o segurar direito.

Cida: menina, vai quebrar o chão de tanto que você anda ai. - entrou na sala me assustando.

Fer: é claro, não sei o que me espera. - suspirei me jogando no sofá - e o Bê, dormiu?

Cida: sim, como um anjinho. Você vai precisar de mim pra alguma coisa ainda? Porque se não, já vou me recolher.

Fer: não preciso de mais nada não Cidinha, muito obrigada. Ta fazendo serviço de babá aqui, merece um aumento por isso.

Cida: faço com maior prazer, mas não precisa aumenta o salário.

Fer: claro que precisa, você mais do que ninguém merece isso.

Clara: se você insiste - rimos - vou pro meu quarto, qualquer coisa me chama.

Fer: ok, boa noite.

Esperei cerca de uns dez minutos ainda, até a Bubu chegar com as minhas tão esperadas notícias.

Fer: pensei que não ia vir mais menina. - disse apressada - agora senta e conta.

Bruna: calma - sentou - não sei se o Luan vai pedir a guarda do Bê ainda, quer dizer... provavelmente ele vai pedir, mas não sei se vai ser agora ou vai esperar ele crescer mais.

Fer: como se fizesse diferença - suspirei fundo - mas me conta, e os seus pais, como reagiram quando ele contou?

Bruna: eu não esperava que eles iriam reagir de tal maneira, fiquei boquiaberta.

Fer: não ta ajudando - já dizia receosa - meu Deus, como que vou olhar pra eles agora??

Bruna: calma guria, eles ficaram meio que contra o Luan.

Fer o que?? - a olhei surpresa, afinal eles sempre foram muito protetores.

Bruna me contou detalhe por detalhe, e eu fiquei pasma, e me senti um pouco culpada, porque estava meio que roubando os pais de Luan. Mas prefiri assim, eles tentariam convencer Luan a não me processar, e ele sempre ouve os seus pais. Sim, eu estou sendo um pouco egoísta, mas creio que assim seja melhor.

Bruna: você ainda ama o Pi amiga? - indagou cautelosa.

Fer: amar? - a olhei como se aquilo fosse um absurdo - até parece que eu amo um monstro desse. Eu o odeio, e a única relação que vamos ter, é por causa do Bê, e eu não faço questão que seja boa.

Bruna: sua boca diz uma coisa e seus olhos outra. 

Fer: Bruna Santana, não teima ok? ok. Porque se não prefiro que você vá embora.

Bruna: é assim? Então tchau. - ia se levantando.

Fer: brincadeira, não me deixa. Foi da boca pra fora, juro. - riu da minha cara - não ri, sua bruxinha.

Bruna: vocês vão voltar, escreve o que eu to dizendo.

Fer: porque você acha? A gente se odeia, você tinha que ver no dia que ele veio "conversar" aqui em casa - fiz aspas com a mão - ele quase me bateu vei.

Bruna: credo, ele só tava nervoso, e você também. Sabe porque eu acho que vocês ainda voltam? - levantei uma sobrancelha, pra que ela continuasse - porque vocês se separaram, e aí você descobriu  que tava gravida, se fosse pra vocês se separarem de verdade, Deus não teria colocado esse anjinho na vida de vocês.

Fer: já ouviu a frase: aprendemos com os nossos erros? - assentiu - talvez seja isso.

Bruna: não no caso de vocês, tenho certeza. 

Fer: como tem certeza? 

Bruna: o Bê é um erro pra você? - fiquei em silêncio.

Fer: caralho, você é igual o seu irmão, tem resposta pra tudo.

Bruna: viu?? Você lembra dele em qualquer coisa, mesmo que você não diga como fez agora, você lembra. E se isso não é amor, eu sinceramente não sei o que é.

Fer: não delira. Vamos parar com esse papo, ta me dando ânsia já.

Bruna: me engana que eu gosto. - a olhei séria e ela gargalhou.

...

toc toc toc

Cida: Fernandaaaa, visita pra você.

Fer: manda embora, to com sono.

Cida: disse que não vai sair até você ir atender.

Fer: que porcaria. 

Levantei, e de camisola mesmo fui atender essa tal pessoa, dane-se que não é um traje apropriado. Afinal, essa não é uma hora apropriada pra ir na casa de alguém, encher um saco, nenhuma hora é apropriada.

Fer: quem ousa invadir a minha casa nessa hora da madrugada? - desci a escada falando e dei de cara com alguém que eu não esperava ver - tinha que ser. - resmunguei.

- Isso é jeito de receber suas visitas? - olhou incrédulo(a).




GENTII, NAO SEI O TAMANHO QUE TA O CAPITULO, PORQUE ESTOU ESCREVENDO PELO CEL, E NÃO TENHO NOÇÃO DE TAMANHO.
O MEU PC RESOLVEU QUE ERA O MOMENTO DE ESTRAGAR, ENFIM, PENSEI QUE ATÉ ESSE FINDE ESTARIA ARRUMADO, MAS PARECE QUE ALGUÉM SE ENGANOU NEH QUERIDA?!
COMENTEM, AGORA TEREI QUE ESCREVER UM TEMPO PELO CELULAR, MAS OS CAPÍTULOS IRÃO AUMENTAR TA?! FIQUEM TRANQUILAS, BEIJOCAS ❤️

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Capítulo 60

Bruna ON

Estava na sala, conversando com a Bruna pelo celular, quando o Luan entra como um furacão em casa, bate à porta com tudo e já iria passar direto, quando me vê e para bem em minha frente.

Luan: você sabia Bruna? – me olhou com lagrimas nos olhos.

Bruna: sabia do que Pi? – perguntei confusa.

Luan: acha que eu sou burro?? Você deveria ter me contado, afinal eu sou seu irmão, ela é só a sua ex-cunhada.

Bruna: me desculpa ta? Mas eu não podia fazer nada, porque quem tinha que resolver essas coisas eram vocês dois, eu não podia me intrometer nisso.

Luan: como assim nós dois? Como se eu soubesse que aquele filho era meu, se eu soubesse pode ter certeza que não iria ter acontecido isso.

Bruna: Não é a mim que você tem que culpar, porque eu não podia fazer nada, eu e a Isa fomos contra esse tempo todo, mas não podíamos fazer nada, não era a minha obrigação. Mas mesmo assim, ela não é só minha ex-cunhada, ela é minha amiga ok? Ela errou? Errou, mas ela continua sendo a minha amiga, e mãe do meu sobrinho.

Luan: e se eu te disser, que vou processar ela?

Bruna; você não seria capaz de fazer isso.

Luan: eu só não sou capaz, como vou fazer isso mesmo. E nem você nem ninguém vai me fazer mudar de ideia. Mas a questão é, você vai testemunhar a favor de quem?

Bruna: ninguém seria capaz de mudar essa sua ideia maluca?

Luan: ninguém Bruna, mas como já dizia, não é essa a questa...

Bruna: nem o Bernardo? – ele parou de falar e abaixou a cabeça.

Luan: como assim? Ele não sabe nem falar, quanto mais decidir com quem vai ficar.

Bruna: é, mas talvez, você devesse pensar nele também. Porque você não para em casa, você acha certo deixar uma criança de um mês com os avós dela, enquanto você viaja, sendo que ele podia muito bem estar com a mãe? E outra, uma criança dessa idade precisa muito mais da mãe do que se imagina.


Luan: ela pode muito bem vir ficar com ele quando eu estiver viajando, e ele também precisa bastante do pai, muito mesmo. Você não vai me fazer desistir de processar ela, já disse.

Bruna: pois bem, processe. Mas não agora, espera ele pelo menos ter um ano, ou até dois. Porque nessa idade não vai ser nada bom.

Luan: não vou esperar tudo isso, não mesmo. Mas você vai testemunhar a favor de quem afinal?

Bruna: e se vocês voltassem, e você fosse morar com eles ali na casa dela. Seria melhor pros dois e pro Bê. – sorri sincera enquanto ele parecia pensar na possibilidade – imagina, vocês dois juntos de novo. Vai me dizer que não sente saudades?

Luan: claro que não, só quero meu filho morando comigo. Já vi que você vai testemunhar a favor da sua amiguinha né? Vou indo pro meu quarto então...

Bruna: Pi, eu vou testemunhar ao seu favor, sempre fui contra a esconder o seu filho, acho que se você falar com a Isa, ela também testemunha ao seu favor...

Luan: até parece, a Isa nunca testemunharia contra a amiga dela, elas se conhecem desde criança. Mas muito obrigado por ficar comigo nesse momento – sorriu pela primeira vez e me abraçou.

Bruna: por nada, mas é melhor falar com o pai e a mãe, pra não ficarem sabendo por outras pessoas. – ele sorriu pra mim, e beijou minha testa, quando se virou para voltar ao seu quarto, eu o segurei – você não vai nem brigar comigo, por eu ter escondido de você?

Luan: claro que não, você já está me ajudando, a única pessoa culpada disso, é a sua amiguinha lá.

Bruna: a minha amiguinha que você ama.

Luan: já não sei mais se amo mesmo. Agora pode ir lá fofocar tudo pra ela, eu deixo.

Bruna: quem disse?

Luan: eu já disse que deixo, é bom pra que ela se prepare mesmo.

...

Luan ON

Luan: mamusca – cheguei gritando na cozinha, quando já passava das seis da tarde – eu preciso falar com vocês no jantar, sobre algo muito sério.

Mari: por Deus filho, já aprontou outra?

Luan: calma mãe, acho que você vai gostar de saber. – sorri.

Mari; não vai me dizer que você voltou com a Fer? – me olhou entusiasmada.

Luan: a gente não tem mais volta mamusca, entenda. Ela é passado, quer dizer... mais ou menos.

Mari: eu até acreditaria, se não visse o brilho no seu olhar quando falamos dela, ou quando você encontra ela. Com ela não é diferente.

Luan: não inventa dona Marizete. Vou lá pra cima, quando ficar pronto o jantar, me avisa.


...


Mari: então meu filho, o que tem pra falar de tão importante? – perguntou enquanto comíamos a sobremesa.

Luan: é que... – olhei pros meus pais, que esperavam ansiosamente – eutenhoumfilho – falei rápido e baixo.

Amarildo: aan?

Luan: eu tenho um filho – suspirei – pronto, falei.

Amarildo: como assim Luan Rafael??? – até levantou da cadeira, olhei pra minha mãe e ela me olhava serena, como se já soubesse – quantas as vezes eu disse pra se cuidar, se proteger. Agora sou avô, e nem conheço a mãe do meu próprio neto.

Luan: na verdade, o senhor conhece.

Amarildo: conheço?

Luan: é, conhece. Todo mundo conhece. – olhei pra minha mãe novamente – mas e você mamuca, o que acha disso?

Mari: estava esperando você vir me contar, demorou em.. – sorriu e nós três a olhamos sem entender – acha mesmo que eu não sabia que o Bernardo era seu filho Rafael? Estava tão na cara, meu Deus.

Luan: e porque você não me contou mamusca??             

Mari: oras, você não sabia?

Luan: não, ai que vem a bomba. A Fer escondeu de mim todo esse tempo, foi me contar hoje, e por isso eu quero processar ela. Quero a guarda do meu filho.

Mari: não acredito Luan.

Luan: pode acreditar, a Bruna sabia.

Bruna: eu não tive culpa, não podia fazer nada. Eles que tinha que se resolver mãe, não me meteria nesse assunto deles.

Amarildo: nem tente Rafael.

Luan: nem tente o que pai?

Amarildo: não tente pegar a guarda do Bê, não vai conseguir. Ele tem apenas um mês, e a Fer vai ganhar com certeza.

Luan: pai, não custa tentar. E outra, podemos contratar o melhor advogado do país, só quero o meu filho morando aqui comigo.

Amarildo: não se trata de advogado, se trata de bom senso meu filho. Ele depende de uma mãe ainda.

Mari: seu pai está certo filho, melhor a gente resolver isso entre a gente. Só conversa com ela direitinho e... – a interrompi.

Luan: MAS QUE SACO – bufei – VOCÊS SE ESQUECEM QUE EU SOU O FILHO, E ELA É SÓ UMA EX MINHA, VOCÊS DEVIAM ME DEFENDER, ME AJUDAR E NÃO AJUDAR A ELA. QUE PORRA.

Amarildo: ABAIXA O SEU TOM DE VOZ MOCINHO, NÓS EXIGIMOS RESPEITO. Você não vê que ela não é só mais uma ex sua, é a mãe do teu filho, e nós três temos um carinho muito especial por ela. E vejo que você tem muito mais que um carinho.

Luan: e só porque tem um carinho especial por ela, tem que me trocar por ela lá?


Mari: ENTÃO ME DIZ RAFAEL, me diz como que você vai cuidar dessa criança, porque se fosse tirar ele da mãe, quando você viajar, eu não vou cuidar. Não vou mesmo, nem a sua irmã. Vai em frente, mas não conte comigo pra nada. – se levantou e saiu furiosa



COMENTEEEEM

sábado, 12 de setembro de 2015

Capítulo 59

Luan: Fer... – olhei pra trás e ele estava na porta segurando a maçaneta.

Fer: Rafa. – sussurrei.

Luan: então esse é o famoso Bernardo – chegou perto da cama com um sorriso de canto – posso pegar ele?

Fer: mas é claro, fica a vontade. Você sabe segurar ele né? – perguntei intrigada.

Luan: é claro que eu sei, quem não consegue pegar uma criança. – tentou pegar ele, mas não sabia o jeito melhor pra se segurar e ele me olhou como se pedisse ajuda.

Fer: pensei que você sabia... – debochei.

Luan: para de graça e me ajuda logo. – se irritou e eu prendi o riso.

O ajudei a segurar Bernardo, quando o Luan com medo o me devolveu e eu ri, da sua cara de emburrado.

Fer: eu vou deixar o Bê lá embaixo com a Cida, e já volto pra conversarmos. – assentiu.

Fui até Cida, e a entreguei o bebê. Minha mão suava e eu enrolava o máximo que dava lá embaixo, para não ter essa conversa que eu tanto temia.

Tirei coragem não sei da onde, e resolvi enfrentar logo meus problemas. Subi, e quando entrei no quarto, o encontrei mexendo em algumas coisas minhas em uma cômoda que tinha ali. Sorri automaticamente, e dei um tapinha fraco em sua mão.

Fer: quase não é curioso hein?!! – ri tentando descontrair, mas recebi um olhar sério em cima de mim. E toda aquela alegria que vi em seus olhos quando estava segurando e brincando com o Bê, sumiu.

Luan: vamos conversar logo, não tenho tempo pra brincadeiras. – mexeu em seu cabelo como de costume – puxa uma cadeira, por que vai demorar.

Fer: grosso – resmunguei, e sentei em uma poltrona que tinha ali o olhando preocupada e com medo pelo o que viria pela frente.

Luan: vamos ser curtos e grossos – me olhou nos olhos – o Bernardo é meu filho ou não? – por alguns segundos continuei o encarando, já pálida.

Fer: o que? – meus olhos marejaram – sim, é, ele é realmente seu filho. – disse baixo, mas alto o suficiente para que ele ouvisse.

Ele levantou da cama, – onde estava sentado – nervoso, e começou a andar pelo quarto, quando de repente parou na minha frente e se pronunciou.

Luan: EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME ESCONDEU TODA ESSA GRAVIDEZ, TODO ESSE TEMPO MARIA FERNANDA – podia ver raiva em seus olhos – eu podia ter te ajudado, ficado do seu lado. – nessa altura do campeonato já não me importava com as lagrimas que saiam pelos meus olhos em grande quantidade – mas não, você foi ignorante, só pensou em você – aponto o dedo pra mim – EGOÍSTA, ISSO O QUE VOCÊ FOI.

Fer: mas eu fiz tudo isso com medo, eu fiz isso pra proteger meu filho – o olhei apavorada – eu não sabia o que você era capaz.

Luan: como assim? Você acha que eu sou um psicopata, um louco?? Pensei que você me conhecesse, mas vi que não. – disse decepcionado.

Fer: eu fui uma ignorante? Eu não conhecia você? Você que não acreditou em mim, que eu fui beijada a força na balada, e agora você vem colocar a culpa toda em mim? – já estava com raiva dele – se não fosse, a sua ignorância, a sua teimosia – coloquei meu dedo em seu peito, como se tivesse o acusando – a gente não teria brigado, a gente estaria feliz... mas não, você escolheu o caminho errado.

Em um impulso – ou não – ele levantou a mão na minha frente, como se fosse me bater, mas fecha os olhos e a mão com raiva. Tirando a mesma de lá logo em seguida. Olhei pra ele, como se tivesse o desafiando, ele negou com a cabeça e deu um suspiro longo, fechou os olhos de novo, tentando se recuperar. Luan sentou na cama, e me olhou como se não tivesse acontecido nada.

Luan: você pode ficar com ele nos finais de semana – diz calmo.

Fer: não to entendendo – olhei assustada – como assim?

Luan: isso mesmo, a guarda vai ser minha. Ou você achou que ficaria com ele depois disso?!!

Fer: meu filho vai ficar comigo, onde é o lugar dele.

Luan: não, ele também é meu filho. E eu tenho tanto direito como você, ainda mais depois de você ter o escondido de mim.

Com raiva, parti pra cima dele o batendo em seu peito, arranhando. Claro que ele não precisou nem fazer esforço pra me segurar, já que era mais forte que eu, me soltou e eu cai no chão, chorando.

Fer: você nunca vai conseguir tirar meu filho de mim, eu vou lutar muito por ele, muito. E você vai se arrepender de um dia ter tentando tirar ele dos meus braços, de mim, que sou a mãe dele. Seu imbecil.. – falava soluçando.

Ele saiu da minha frente, e foi até a porta, eu me sentei no chão pra ver o que ele faria, e o vejo abrindo a porta, me da uma ultima olhada e diz:

Luan: isso é o que a gente vai ver no tribunal. – fecha a porta, e eu com raiva peguei um vaso que tinha ali e joguei na porta com toda a minha força, me jogando na cama dessa vez, e começo a chorar de novo.

Narrador ON

Luan com uma raiva enorme, sai da casa que nem um furacão, passa por Cida e Bernardo, e nem os olha. Cida que ia falar algo, desiste, quando o vê batendo a porta de entrada da casa.

A funcionaria preocupada deixa Bernardo que dormia no sofá grande, com almofadas ao seu redor. E sobe pra ver com Fer estava, sem mesmo bater na porta, ela entra e se depara com a menina jogada na cama, soluçando de tanto chorar.

Cida: meu Deus menina, o que ele fez? Ele te agrediu?

Fer: não – Cida suspirou aliviada – mas fez algo muito pior. – disse entre soluços.

Cida: o que? – a olhou assustada.

Fer: ele quer a guarda permanente do Bernardo.

Cida com pena, e sem saber o que fazer, ajuda Fernanda a se levantar, guiando a moça, até a sala, onde se encontrava seu filho.

Cida: mas você... acha que ele vai conseguir a guarde do Bê? – diz cautelosa.

Fer: nem por cima do meu cadáver.







TCHARAAAM, UMAS QUERENDO QUE A FER SOFRESSE, OUTRAS NÃO.. MAS, ELA SOFREU, E JÁ ADIANTO QUE VAI SOFRER MAIS AINDA.
QUERIA AGRADECER IMENSAMENTE, A MINHA AMIGA ALINE CRISTINA, QUE ME AJUDOU NESSE CAPÍTULO TODO, ME DEU VARIAS IDEIAS, E ESPERO CONTAR COM VOCÊ SEMPRE EM QUERIDINHA.  
ENFIM, SERÁ QUE O LUAN VAI DESCOBRIR QUE A BRU TBM SABIA, E SE DESCOBRIR, VAI FICAR COM RAIVA DELA? SERÁ MESMO QUE ELE VAI ADIANTE COM ESSE PROCESSO, OU VAI PARAR COM TUDO E SE DECLARAR PRA FER? SEI DE NADA... 
COMENTÁRIOS, PLEASE, BEIJOCAS


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Capítulo 58

Chegamos ao Brasil, e meu coração bateu forte, olhei pro meu filho que dormia no meu colo, e com aquela carinha tão inocente, me deu um medo de perdê-lo. Afinal o Luan é muito impulsivo, e a raiva que iria o consumir, quando eu revelasse a paternidade dele sobre o Bê, chegou a me assustar só de pensar no que ele poderia fazer.

Fer: oii tia, tudo bem? – abracei a tia Marizete com cuidado, já que o Bê ainda estava no meu colo.

Mari: tudo sim e com vocês? – olhou sorrindo pra aquele serzinho no meu colo – como ele é lindo, meu Deus. – acariciou seu rosto e eu sorri.

Fer: estamos ótimos tia, melhor agora ne? Na minha terrinha. – rimos.

Mari: com certeza. Deixa-me ir ali falar com a Isa. – assenti e logo depois o tio já chegou me abraçando também.

Amarildo: meu Deus do céu, que neném mais lindo gente. – o olhou encantado depois de me abraçar.

Fer: não é porque é meu filho tio, mas é lindo mesmo. – rimos.

Amarildo: teve a quem puxar né. Os olhos dele são verdes que nem o seu?

Fer: são sim, um pouquinho mais escuro só, espero que quando ele cresça não fique mais escuro.

Amarildo: tomara mesmo, imagina as novinha caindo em cima do loirinho dos olhos verdes.

Fer: que novinha o que, meu filho não vai ter novinha nenhuma não. – me fingi de brava.

Mari: vamos logo gente, o bebê não pode ficar pegando sereno não. Ainda mais de madrugada assim.

Amarildo: então vamos, quer ajudar Fer? Com as malas?

Fer: eu aceito tio. – sorri sem mostrar os dentes.

Fomos o caminho todo conversando sobre como tinha sido a estadia da Bru lá, como que o Bê era, se dava muito trabalho e sobre outras coisas aleatórias. Ninguém tocou no nome Luan. E eu agradeci, não queria ficar lembrando que amanhã já teria que conversar com o Rafael sobre isso. Deixamos Isa em casa, e fomos para o condomínio.

Mari: não quer dormir aqui em casa Fer? Vai ficar ai sozinha com o Bê? – perguntou preocupada assim que o tio parou na frente da minha casa.

Fer: que isso tia, precisa não. A Cida esta ai, já tinha conversado com ela – quando toquei no nome dela ela saiu pela porta da frente – só falar que ela apareceu. – rimos.

Amarildo: deixa que eu ajudar a levar as malas ai pra dentro então.

Depois de colocar todas as malas na sala, o tio saiu se despedindo com um beijinho no meu rosto e outro na testinha de Bê. Que já tinha acordado, mas lutava contra o sono no meu colo.

Cida: eai minha filha como foi de viagem? – falou já pegando o Bê dos meus braços.

Fer: cansativo como sempre – fiz careta – mas até que passou rápido sabe? – me joguei no sofá – e graças a Deus o Bê não deu trabalho nenhum.

Cida: então esse garotão não da trabalho nenhum? É quietinho assim sempre?! – falou enquanto acariciava sua cabeça.

Fer: não da nenhum trabalho tia, super quieto. Um anjinho...

Cida: graças a Deus. – sorriu pra mim que retribui. – mas agora pode tirar essa bunda dai, que nós vamos arrumar o seu filho pra dormir. Porque ele está morrendo de cansaço pelo que vejo.

Fer: ta mesmo tia, comprou o moisés?

Cida: comprei, ai sobrou um troco. Só um instante que vou pegar – ia passando o Bê pra mim.

Fer: que troco o que tia? Fica com a senhora, e nem adianta discutir.

Cida: mas nem pensar – ela me olhou abismada – sobrou mais de trezentos reais menina.

Fer: e o Kiko? – ri e ela me olhou brava.

Cida: não quero, não aceito.

Fer: se você me devolver, eu vou jogar lá na rua o dinheiro.

Cida: eita menina teimosa, nunca vi.

Fer: você também quase não é né? – ela bufou e ri – vamos senhora que não é teimosa, leva o Bê lá pra cima que eu vou pegar a mala dele.

 Peguei a mala com um pouco de dificuldade, já que era meio grande de mais, e estava muito pesada. Não tinha só roupa na mala dele, tinha também algumas mantinhas ou cobertinhas que ele amava. E decidi trazer as minhas preferidas.

Cida: meu Deus, essa é a mala desse menino?

Fer: sim, por quê? – a olhei confusa.

Cida: que exagero.

Fer: aah tia, é que eu trouxe... – me interrompeu.

Cida: não sei nem porque estranhei, olha a mãe dessa criança. Quase não é exagerada.

Fer: mas olha só gente. Vou fingir que nem to te ouvindo – neguei com a cabeça enquanto ria. – que lindo tia, amei. – me referia ao moisés.




Cida: eu comprei algumas cobertinhas, e já lavei também. – pegou no meu armário, enquanto eu tirava a roupinha dele.

Fer: que lindinhas tia. Eu trouxe algumas dele, mas já que esses ai estão lavadas, vou usar uma dessas. – ela tirava as roupinhas do Bê da mala dele. – tia tem alguma bacia pra eu dar um banho nele?

Cida: claro que tem né menina. Mas eu comprei uma banheirinha própria pra bebê, acho que isso você não trouxe né?

Fer: isso não. – rimos – coloca a água morna ai da torneira, por favor.

Cida: imaginei – foi para o banheiro.

Depois de um tempo a tia veio me chamar dizendo que tinha enchido, pedi pra ela pegar as coisinhas dele de banho que tinha na frasqueira dele. Cheguei no banheiro, e ela havia colocado a banheira em cima do balcão que tinha lá.


Demos um banho bem gostoso nele, ele amava tomar banho, mas só no começo, se você demorasse muito, ele começava a se irritar e ficava se batendo na água. O que fez a Cidinha me zuar, falando que ele não era tão anjinho quanto eu tinha dito.

Nanamos ele, e o coloquei no moisés, logo depois tirei uma foto dele já dormindo e postei:



Dengo da mamãe dormindo pela primeira vez no Brasil gentiii, ve se aguento uma coisa dessas <3

...


Acordei com o meu dengo chorando, olhei no relógio do celular e ainda eram 4h00 da manhã. O amamentei, e troquei sua fralda que já estava bem pesada por conta do seu xixi. Fiquei o balançando enquanto andava pelo quarto, cantando bem baixinho, logo ele pegou no sono de novo e eu o coloquei na sua caminha.

Antes de voltar a dormir, fui olhar as mensagens, e tinha uma do Luan. Ele havia mandando fazia uns 20 minutos, e nela dizia:

“chegarei amanhã às 15:30 mais ou menos, e vou ai na sua casa pra gente conversar.”

“tbm preciso flar contigo, a Bru vai vir aqui em casa pegar o Bê pra gente conversar melhor.”

Mandei uma mensagem pra ele, achando que ele não responderia por conta do horário, mas eu tinha me esquecido de uma coisa. Ele era o Luan Rafael, e normalmente ele não dormia antes das cinco.

“não quero que ela busque ele, quero conhecer”

“mas vc pode conhecer ele, e depois ela o leva. É muito sério o que eu quero flar com vc”

“não quero só olhar pra ele e pronto. O que eu tenho pra flar com vc tbm eh serio, mas não tem problema ele ficar ai com a gente”

“se você insisti assim, tudo bem, mas avise ela pra não vir buscar o Bê... Até amanhã, beijos”

Ele visualizou, mas não respondeu, nem um “ok”, o que você queria Fernanda, depois de mentir sobre um filho, que ele fosse legal contigo?! Mas pera, ele não sabe sobre eu ter mentido, né?

...

Acordei de novo com ele chorando, só que dessa vez, às 6h30min da manhã. Levantei, o peguei no colo, e desci pra cozinha onde me esperava uma mesa linda com bastante comida.

Fer: Cidoca, coloca mais dois lugares aqui por favor? Vou chamar a Bru pra vir aqui.

Cida: e o outro é pra quem?

Fer: pra você oras, não vai me dizer que se desacostumou a comer comigo aqui. Venha logo e nada de birra.

“amiiiiiga, vem pra cá agora tomar café comigo e com seu sobrinho”

Depois de alguns minutos ela respondeu.

“ce é louca cachorreira, quem acorda as seis da madruga bixo”

o seu sobrinho, agora vem que ele quer a titia”

“essa mãe dele não serve nem pra cuidar do filho, eu hein... kkkk Chego em cinco minutos falsiane”

Fer: Ciiiiiiidinha linda, daqui a pouco partiu desarrumar as malas hein?

Cida: affs, nem me lembre. Vou ficar cuidando do Bê.

Fer: verdade, ainda bem que chamei a Bru pra me ajudar.

Bruna: ouvi meu nome, mas preferia não ter ouvido – me deu um beijinho no rosto e outro no da Cida – como vai Cidinha, já matou a saudades dessa mocreia?

Cida: já sim, e como...

Fer: pensei que viria em cinco minutos. – a olhei.

Bruna: mas fiquei com preguiça de colocar uma roupa descente, ai só escovei os dentes. – a olhei melhor e vi seu pijama de ursinho.

Fer: huuum, normal você com preguiça.

Bruna: não enche menina – disse de boca cheia e depois olhou pro Bê que estava no meu colo. – né neném mais lindo da titia? – o pegou no colo e ele só ria pra ela.

Depois que tomamos café, fomos arrumar nossas coisas, enquanto Cida ficava com o Bê lá no meu quarto. Paramos para o almoço, e depois voltamos a arrumar, quando vimos já eram 15h46m e nos assustamos. Mandei Bruna embora e ela me zuou dizendo que queria ficar a sós com o meu amor.

Tomei um banho rápido, e coloquei uma roupa simples, depois dei banho no Bê também.

Fer: Cidinha o Luan vai vir aqui pra gente conversar, ele quer conhecer o Bê, mas depois na hora da conversa, acho que vou pedi pra você vir pegar o Bernardo, não sei o que vai da essa conversa, e se der o que eu to pensando eu não quero que ele se assuste.

Cida: ok menina, mas o Luan, ele é pai do Bê mesmo? – a olhei e quando ia responder, a campainha tocou, olhei no relógio e já eram 16h28m.

Olhei com medo pra Cidinha e ela me confortou com seu olhar e fala:

Cida: fica tranquila minha filha, vai da tudo certo – e saiu pra abrir a porta.

Olhei para o meu filho, me segurando pra não chorar, e ele tão inocente sorriu pra mim, acariciei seu rosto.

Fer: filho aconteça o que acontecer, ninguém vai tirar você de mim. – falei com a voz embargada e ele gargalhou – eu te amo – beijei seu rostinho

Luan: Fer... – olhei pra trás e ele estava na porta segurando a maçaneta.

Fer: Rafa. – sussurrei.










EEEITA QUE É NO PRÓXIMO QUE O TEMPO VAI FECHAR PRA FER, ACHO É POUCO TBM *-*
O CAPÍTULO TÃO ESPERADA POR TODAS TA CHEGANDO, O QUE SERÁ QUE VAI DA ESSA CONVERSA? TO ATÉ COM MEDO... COMENTEEEM MUITÃO PRA MIM GURIAS, BEIJOCAS