quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Capítulo 84


13 de fevereiro de 2018

Depois de ajudar Bernardo a se vestir e dar a sua dedeira, fomos dormir. Quando Luan não estava, Ber dormia comigo. Levantei e assim que peguei o celular pra ver as horas, vi que já se passavam das onze da manhã, meu filho não estava mais na cama.

Cida não trabalha mais aqui desde quando foi visitar sua irmã que tinha sofrido um acidente, e quem veio avisar que ela tinha deixado o emprego foi a filha da Cida, que disse que a mesma tinha ido morar pra lá. Fiquei meio sem saber o que fazer quando soube, nunca tinha colocado alguém pra trabalhar na minha casa a não ser a Cidinha, até hoje não tínhamos ninguém que arrumava a casa ou me ajudava, isso fazia Rafael reclamar.

Desci as escadas um pouco depressa, preocupada com Bê.

Luan: meu Deus Maria Fernanda, não desça as escadas rápido. - disse vindo pro meu lado me "ajudar".

Fer: é porque o Ber não estava lá em cima aí fiquei preocupada, desculpa.

Luan: tem que tomar cuidado, mas agora me dá um beijo. - me puxou cuidadosamente e eu lhe dei um selinho. - um beijo descente por favor. 

Entrelacei meus braços no seu pescoço e o beijei, quando nos faltou o ar paramos o beijo e ele cheirou meu pescoço, sussurrando um "eu te amo" logo em seguida, sorri involuntariamente e dei um selinho nele

Fer: te amo - olhei nos seus olhos e ele sorriu bobo.

Luan: e cadê a princesa do papai?! - falou levantando minha blusa do pijama pra ver minha barriga - que saudades dessa menininha. - beijou minha barriga.

Bernardo: papaiê - disse manhoso da sala - vem blinca.

Luan: to indo Ber. - riu pra mim e foi em direção à sala, eu o segui e sentei no sofá.

Fer: já tomaram café? - os olhava brincando.

Luan: claro né, já tá quase na hora do almoço.

Fer: comeram o que?

Bernardo: lá na vovó Izete.

Fer: chegou que horas amor?

Luan: acho que era umas cinco da manhã, e você nem acordou, tem sono leve... Até estranhei.

Fer: pois é, estava muito cansada. Vou fazer o almoço. - falei me levantando.

Luan: ah amor, nada de esforço. Senta aí, daqui a pouco a gente sai pra almoçar.

Fer: não sei se é uma boa ideia Rafa.

Bernardo: eu quelo.

Luan: viu?! Faz tempo que não saímos pra comer juntos.

Fer: então tá - peguei meu celular - daqui a pouco já tem que ir se arrumar. 

Enquanto Luan brincava com Ber, eu assistia TV. Quando deu mais ou menos meio dia e meio Rafa nos chamou para se arrumar, peguei Bernardo no colo e fui até o seu quarto.

Luan: deixa que eu dou banho nele. 

Bernardo: eu sei toma banho papai. - gritou do banheiro.

Fer: fica de olho nele. - disse saindo do quarto, mas parei - deixa eu escolher a roupa dele, não confio em você.

Luan: nossa, que engraçadinha. - fingiu uma risada e foi até o banheiro, ajudar Ber.

Escolhi uma roupa pra ele e deixei em cima da cama, fui pro meu quarto começar a me arrumar. 

•••

Chegamos no restaurante, fizemos nossos pedidos e logo puxei assunto.

Fer: amor, que tal a gente viajar? - disse sorrindo.

Luan: até parece, você tá quase parindo e quer viajar menina?

Fer: amor, ainda falta dois meses, vai demorar. Eu já estou cansada de ficar em casa, sempre a mesma coisa. E já que não posso trabalhar, por que não uma viagem com os dois homens da minha vida e a minha princesa? - levantei a sobrancelha e ele me encarou sério, parecia pensar.

Luan: e se você tiver a Valentina nessa viagem? 

Fer: aí ela não vai ser paulistana uai. Ber também não nasceu aqui.

Luan: não sei não Maria Fernanda, só inventa moda. Pra onde você iria querer ir?

Fer: que tal Paris?

Luan: nem pensar, ir pro frio? Não.

Ber: eu também quelo viaja papai.
 
Fer: por nós meu amor, vai ser legal. Confia em mim Rafa! - ele sorriu balançado a cabeça negativamente.

Luan: você não presta menina. 

Fer: o que você me diz sobre a viagem? 

Luan: que temos que falar com a doutora, pra ver se você pode. - sorriu pra mim.

•••

20 de fevereiro de 2018

Hoje era o dia da viagem para Paris, a doutora disse que não teria problema nenhum em viajar, se fosse por pouco tempo. 
Ficaríamos uma semana lá, e eu estava muitíssimo animada, nunca tínhamos feito uma viagem assim, só nós três.

O voo sairia as oito e meia, tínhamos que estar uma hora antes no aeroporto, e com o trânsito de São Paulo teríamos que sair bem antes.

Acordei com o despertador poucos minutos depois das seis da manhã, Rafael com o sono pesado que tinha só se mexeu com o barulho do celular tocando, mas continuou dormindo.

Fiz minhas higienes matinais e coloquei uma roupa simples, fui até a padaria do condomínio mesmo e comprei pão, pão de queijo, frios, leite e umas tapiocas prontas que vendia naquela panificadora.

Voltei pra casa e depois de arrumar a mesa e fazer o café, fui acordar meu filho. Já era umas seis e quarenta, e ele acordou manhoso.

Fer: vem filho, a mamãe fez aquele leitinho com nescau que você ama meu amor. - dizia mansa.

Bernardo: me pega no colo mamãe? - falou com um bico.

O olhei meio apreensiva, sabia que Luan não gostava que eu carregasse ele, muito menos descer as escadas com ele no colo, ele iria surtar se visse, mas eu não resistia ao meu branquelinho e Rafael não precisava saber.

O peguei no colo, ele agarrou com as pernas na minha cintura, deitou a cabeça no meu ombro e as mãos de cada lado do meu pescoço. A barriga atrapalhava um pouco, mas ignorei esse fato.

Ia descendo as escadas com o maior cuidado do mundo, confesso que estava sentindo um pouco de cansaço com o peso dele, mas continuei.

Luan: eu não to vendo isso não. - me olhou bravo no começo da escada e eu o olhei com uma cara de quem foi pega fazendo coisa errada. - quantas vezes eu falei Maria Fernanda? - disse já descendo as escadas ao meu encontro - não carregue o Bernardo, mas o que você faz? Carrega o Bernardo descendo a porcaria da escada. - pegou Ber de mim. - o que é pior.

Fer: ele pediu amor, me desculpa. Achei que não teria problema. - agora eu quem fazia o bico.

Luan: você parece que não tem limites. - disse me ajudando a descer as escadas - olha aí vei, tá até ofegante. - balançou a cabeça negativamente.

Depois de muito brigar e até ameaçar cancelar a viagem, ele se acalmou pedindo desculpas e dizendo se preocupar com nós duas. Arrumamos as coisas e lavamos a louça - ele me ajudou.

Como eu ja tinha tomado banho, coloquei Bernardo e Rafael para tomarem o banho deles juntos, fui até o quarto do Ber e peguei a roupa que ele viajaria - uma calça moletom cinza que ficava mais apertadinha nas pernas, uma blusa azul e o seu tênis branco. Eu levaria um casaco de moletom pra ele na minha bolsa de mão - Tinha feito umas pesquisas e em Paris não estava tão frio, o que foi a alegria de Rafael, já que ele não gosta muito de frio.

Bruna quem nos levaria até o aeroporto, com o carro do seu pai que tinha mais espaço. Depois que nos arrumamos Luan foi por as malas no carro e não parava de reclamar do tamanho delas.

Luan: a gente vai ficar uma semana vei, não tem essa necessidade. De levar quatro malas.

Fer: Rafael, eu tenho que levar roupas de frio também, vai que esfria, além dos sapatos. É melhor ir preparada ué. - ele só revirava os olhos.

Luan: vocês mulheres são muito complicadas e exageradas. Isso sim. 

Bruna: Pi, você não tem que tentar entender a gente, só aceitar. - rimos e ele continuou se fingindo de sério.

Nos despedimos dos meia sogros e partimos pro aeroporto, ao chegarmos lá, fomos levamos para uma sala que tinha ali, pra esperamos baixar a fila, para aí sim irmos fazer o nosso check-in.

Coloquei Bernardo na mala maior, sentado em cima dela, e me sentei na menor, ficamos um de frente pro outro. Pedi para minha cunhada tirar uma foto nossa daquele jeito.

    São Paulo ✈️✈️ Paris

Depois de alguns minutos fizemos todos os procedimentos necessários, despachamos nossas malas e nos despedimos da Bubu. Assim que sentei na poltrona do avião, eu suspirei pensando em Paris.


sábado, 26 de dezembro de 2015

Capítulo 83

Indicando: http://vejaosdetalhes.blogspot.com.br/2015/12/personagens_10.htm?m=1



Avisei a Bruna que estava indo embora e fui em direção à casa de Fer, ela pegou um taxi a essa hora da noite, sozinha. Já pensava no pior, ela estaria puta comigo e nem olharia na minha cara, caso estivesse bem.
Desci do carro e toquei a campainha algumas vezes e nada dela, mandei mensagem e ela nem visualizava, liguei no seu celular e não atendeu, decidi ligar mais uma vez e no quarto toque, ela atendeu. Suspirei aliviado assim que ouvi a sua voz

Luan: amor abre aqui pra mim. Tô aqui na frente... – ela resmungou alguma coisa e desligou o celular.

Esperei uns dois minutos e ela abriu a porta de camisola e virou para voltar ao seu quarto, ela estava brava.

Luan: você está brava? – perguntei enquanto subia as escadas atrás dela.

Fer: não, imagina. Meu namorado só me ignorou durante uma hora. – ela dizia enquanto andava em direção ao seu quarto.

Luan: mas amor – segurei seu braço quando ela ia entrar no quarto – você sabe que foi uma brincadeira. Era só pra te fazer ciúmes.

Fer: no começo, lá no camarim, eu entendi. Mas depois que eu saí de lá, você não precisava ter ficado conversando com ela.

Luan: eu tentei, mas ela ficava me prendendo lá, e eu não podia ser grosso.

Fer: tadinho de você. – fez uma voz de bebê, debochando. – ficou preso lá. – soltou seu braço, qual eu segurava e entrou no quarto, fechando a porta com força.

Suspirei fundo, ela estava muito brava, com razão logico. Eu tinha que ter cuidado, se não só pioraria pro meu lado. Abri a porta devagar e vi ela deitada na cama usando seu celular, com uma cara emburrada.

Luan: amor. – disse manso chegando perto dela.

Fer: Rafael, depois a gente conversa sobre isso. Já tá tarde, e agora eu estou brava contigo, vamos acabar brigando, então por favor.

Luan: amor, a gente acabou de voltar e já estamos brigando. Me desculpa, eu vou melhorar.

Fer: eu acho que a gente não vai da certo Rafa. – me olhou pela primeira vez – brigamos por tudo, assim não dá. Eu acho melhor a gente... – a interrompi.

Luan: não fala isso, nem termina. – sentei do seu lado – vamos tentar, a gente se ama e eu não consigo ficar longe de você. – a abracei.

Coloquei cada mão em lado do rosto dela e a fiz olhar nos meus olhos.

Luan: não me deixa mais não? – rocei meus lábios nos dela.

Fer: eu não vou te deixar meu amor. Eu te amo muito...






Dei um selinho em seus lábios e depois transformei em um beijo gostoso com amor e carinho.

Tentei algo a mais com ela, mas a mesma disse que estava cansada de verdade e preferia dormir, não pestanejei e depois de tomar banho deitei do seu lado, planejava o que compraria amanhã para fazer o churrasco e ela só concordava com “uhuum”, quando percebi falava sozinho. A abracei e depois de mais algum tempo dormi também.

...

Maria Fernanda ON

Acordei com o sol na minha cara, eu tinha esquecido de fechar as cortinas. Olhei no celular e se passava das nove horas da manhã. Se Rafael quisesse fazer um churrasco teria que acordar, mas mesmo assim o deixei dormindo. Fiz minhas higienes matinais e coloquei uma roupa simples, fui na casa da minha sogra buscar o Ber, fiquei conversando um pouco com eles e os mesmos acabaram me convencendo de tomar café com eles. Depois disso fui com Bê pra casa.

Bernardo: mamã, quero tetê. – disse enquanto atravessávamos a rua.

Fer: a mamãe já te explicou que você já ta grandinho demais pra tomar tetê. – a gente se referia à amamentação, eu estava tentando parar de dar de mama no peito, o desacostumar, mas ele não gostava da ideia. – agora você vai tomar só na mamadeira, igual na casa da vó Marizete.

Bernardo: mas eu pefilo tetê do que dedera mamã. – disse entrando em casa junto comigo.

Fer: mas agora você ta mocinho meu filho, não é você mesmo quem diz?

Bernardo: eu posso ser um “icinho” que toma tetê. – disse cruzando os braços emburrado.

Luan: bom dia meus amores. – descia as escadas de bermuda.

Bernardo: papai, papai... – correu até Luan.

Luan: ooi meu garotão – pegou o filho no colo.

Bernardo: a mamã disse que eu no posso tomar mais tetê. – o olhou com um bico idêntico ao do pai.

Luan: eu te entendo meu filho. – olhei feio para ele e Bernardo sorriu.

Bernardo: “ocê” também gosta de tetê papai? – assentiu sorrindo – a mamã também no dexa ocê toma?

Luan: ooh se deixa. – colocou o filho no chão.

Bernardo: pôque o papai pode e eu no posso mamã?

Fer: olha o que você faz Rafael. – o repreendi brava.

Luan: só é uma realidade que eu e o Ber compartilhamos juntos. – sorriu e eu revirei os olhos.

Fer: Ber, o papai não toma tetê não, ele ta brincando com você. Mas eu não, e você não pode mais tomar tetê, agora só dedeira e antes de dormir.

Ele começou a forçar o choro, não saia uma lagrima, mas dava um gritinho que incomodava.

Fer: viu o que você fez? – olhei pra Luan brava.

Luan: ele nem ta chorando, só fazendo manha. Isso não vale...

Fer: e o que você quer que eu diga. “Meu filho, isso é manha ta? Isso não vale, só aceito choro de verdade.” – Luan segurou o riso e eu respirei fundo – Bernardo, o tio Rober disse que ia vir aqui, se não parar de manha, vou liga pra ele agora e ele nem vai vir. – falei séria e ele parou na hora o “choro”.

Luan: que magica.

Fer: vê se não vacila de novo.

Luan: o que eu posso fazer se você é injusta com ele e só da tetê pra mim. – segurou o riso.

Fer: cala a boca. – joguei uma almofada nele. – Ber, vamos tomar banho que já passou da hora do seu cochilo. – peguei em sua mão e fui com ele até a escada.

Luan: eu vou no mercado com o Rober e depois venho arrumar as coisas, vai ser aqui o churrasco?

Fer: pode ser, vai em que mercado? Como assim?

Luan: relaxa branquela, eu sei o que eu faço. – neguei com a cabeça e terminei de subir as escadas com meu filho.

Bernardo dormia na parte da manhã, todo dia. Normalmente era por volta das 10h, e agora já iria dar onze horas, então eu tinha que correr, porque se não sairia muito da rotina dele.

Dei banho e fui com ele na cozinha fazer sua dedeira, ele já dormia nos meus braços, já tinha passado do horário do cochilo. Depois que fiz, voltei pro meu quarto, onde ele dormia na hora do cochilo e fechei as cortinas, antes de apagar a luz, peguei meu celular pra tirar uma foto dele, estava com um body que a Isa tinha dado a ele.

Fer: Ber, deixa a mamãe tirar uma foto pra mandar pra dinda. – gravava no snap e ele fez que não com o dedinho. Coloquei o vídeo que tinha ficado fofo na minha história e fui tirar a foto – só uma. – posicionei o celular e na hora que ele percebeu, soltou um gritinho gostoso e escondeu o rosto com as mãos rindo. Tirei a foto mesmo assim, e ficou legal, salvei a foto e apaguei-a do snapchat. Depois postaria no insta.

Dei a mamadeira pra ele e depois o fiz dormir enquanto fazia cafuné nele, quando vi ele já dormia, coloquei alguns travesseiro envolta dele, o cobri com a sua manta, liguei a babá eletrônica e depois de pegar o radinho e meu celular saí do quarto sem fazer barulho.


Fui pra sala e lembrei que tinha que postar a foto de ontem com as meninas e a de hoje do Ber, postei logo as duas, se não depois iria esquecer;


Não é de sempre, mas é pra sempre...<3 @brusantanareal @isaalves


Denguinho de mãe </3



Comecei a ver os comentários e as meninas pediam que eu interagisse mais no snapchat, já que sempre postava só algum videozinho e nem conversava com elas, decidi que iria fazer isso mesmo. E já que não fazia nada, fui até o snap.
Fiquei no snap até Luan chegar com Rober, eles carregavam varias sacolas e eu continuei sentada no sofá falando sozinha.

Fer: um dia eu mostro um pouco pra vocês, vejo muitos comentários pedindo, mas nunca faço. – falava referente ao quarto do Ber, algumas pessoas sempre pediam pra que eu fizesse um tour rápido pelo snap mesmo.

Luan: Uai, falando sozinha muie. – disse chegando perto e eu revirei os olhos, os segundos acabaram.

Fer: que merda, vou ter que apagar agora. – bufei.

Luan: porque?

Fer: você falou né? – ele sentou do meu lado e eu apaguei o snap.

Luan: nossa, sua ingrata. Agora pode fazer outro.

Fer: eu hein... – bloqueie meu celular – levanta essa bunda gorda dai e vai arrumar churrasco, vocês dois. – disse apontando pro Rober que chegou na sala.

Rober: folgada. – resmungou.

OITO MESES E ALGUNS DIAS DEPOIS

Estava com oito meses e uma semana de gestação, minha barriga não parava de crescer e com isso o Rafael ficava mais cuidadoso a cada passo meu. Bernardo não parava de crescer e daqui 4 meses exatos ele completaria dois anos, já que hoje era dia 11 de fevereiro. Não faríamos festa, no mínimo um churrasquinho... Valentina estaria com 3 meses se Deus quiser, e eu não via a hora de ver seu rostinho. Sim, era uma menininha, o que deixou todos da família babando, principalmente o Luan.

Falando nele, Rafael estava viajando, esse show tinha sido fechado há muito tempo, e por causa de algumas coisas ele não pode ser cancelado, mas esse seria o ultimo e só voltaria aos palcos quando a Valen completasse cinco meses. Às vezes ele se culpava por perder momentos importantes na vida dos filhos. Luan estava morando aqui em casa agora, decidimos juntos e realmente era o mais sensato a se fazer, já que não nos casaríamos por agora.

O namoro de Bruna com Gabriel estava mais firme do que nunca, e ele se tornou um grande amigo para nós todos, minha cunhada mais ficava na casa do namorado do que na própria, o que fazia Tia Marizete brincar dizendo que tinha perdido os dois filhos. Isa e Tiago estavam namorando também, mas a pouco tempo, já que eram dois teimosos. Falando em Tiago, nós tornamos meio que melhores amigos, ele era o tipo de irmão que eu nunca tive e Bernardo o adorava, sempre vinha aqui em casa, e Luan via isso como uma ameaça ao nosso relacionamento, mesmo ele namorando minha melhor amiga. Luan e Tiago eram amigos até que, mas Rafael não escondia sua insatisfação com a nossa aproximação.

Bernardo tinha sido batizado, e os padrinhos eram Isa e Tiago, mesmo se eles terminassem um dia, Tiago era meu irmão postiço e nossa amizade não mudaria em nada caso isso acontecesse – Deus queira que não. Já os padrinhos da Valentina seriam Bruna e Rober.

Fer: Luan, eu estou bem, já disse. Faça seu show, que amanhã você já volta pra casa. – falava com ele por telefone.

Luan: eu disse pra você ir pra casa da minha mãe, mas teimosa como é. Você não pode fazer esforço e eu sei que o Bernardo não facilita.

Fer: é só uma noite Rafael, não vi necessidade e outra, Ber está se comportando muito bem. – ele suspirou.

Luan: já entendi, mas qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, me liga. O que eu estiver fazendo, eu vou para e ir até você.

Fer: eu já fiquei gravida uma vez e eu não sou burra tá?! Se alguma coisa acontecer, eu vou ligar pra sua mãe que está aqui na frente, e não te preocupar.

Luan: se você não me ligar, vai arrumar uma briga comigo.

Fer: não vai acontecer nada ok? Agora vai fazer teu show...

Luan: já vou então, amo vocês e se cuida pelamor de Deus.

Fer: também te amamos e eu vou me cuidar... Beijos.

Luan: fica com Deus, beijos.

Fer: amém. – ele desligou e logo ouvi Bernardo.

Bernardo: mamãe, já posso sair? – gritou do banheiro, ele tomava “banho” sozinho.

Fer: pode, to indo te ajudar. – entrei no banheiro.

Bernardo: papai disse que ocê no podi fazer esfolços, e eu no pleciso de aiuda.

Fer: então tá, vou só te olhar. – ri.

Bernardo: sem esfolços. – disse se fazendo de bravo e pegando a toalha dele.

  








segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Capítulo 82

Entramos com dificuldade, e antes de subirmos para o camarote algumas muitas pessoas começaram a pedir foto com Luan. Ele estava sendo tietado, não eu; Por isso não vi problemas em subir sem ele, mas já ele não gostou.

Luan: aonde você vai? – me perguntou antes de tirar foto com mais uma menina que estava ali.

Fer: eu vou subir ué. – disse simples.

Luan: me espera. – voltou a tirar foto com o pessoal.

Eu poderia subir, mas não queria comprar mais briga com ele, e sei como ele é, ficaria puto e enxergaria coisa aonde não tem. Com certeza iria insinuar alguma coisa. Fiquei ali por perto esperando, algumas pessoas até pediram foto comigo, outras pediram uma comigo e com Luan.

Luan: vamos? – pegou na minha mãe e eu assenti.

Fer: porque eu não podia subir sozinha? – perguntei enquanto subíamos as escadas.

Luan: não quero você sozinha com esse Tiago, e agora você tem um namorado. Tem que ficar comigo.  – é claro que tinha a ver com o Tiago.

Chegamos no camarote e todos – Isa, Bruna, Gabriel e Tiago – já estavam lá. Tinha algumas outras pessoas, até alguns amigos de Luan. Segundo ele, tinha chamado o Rober, esse não tinha chegado ainda e nem sabíamos se iria chegar.

Fer: Oii Ti. – o abracei.

Tiago: Oi loira. – me deu um beijinho no rosto. Fui cumprimentar o resto do pessoal e pelo que vi Luan disfarçou divinamente bem ao cumprimentar Tiago.

Luan: amor, sabe quem vai cantar hoje aqui? – me perguntou depois de termos cumprimentado todos ali.

Fer: quem?

Luan: a Gabi Luthai, quer ir lá no camarim?

Fer: pode ser, vou chamar a Isa pra ir comigo. – ele assentiu.

Chamei Isa, e quando Bruna ouviu a mesma disse que também iria.

Bruna: essa menina da em cima do Pi descaradamente amiga, fica de olho. – me aconselhou quando estávamos a caminho.

Luan: claro que não Piroca, fica de boa ai. – percebi ele fazendo um sinal para irmã.

Fer: ai gente, ela canta super bem. – estava curiosa pra vê se ela teria a cara de pau de dar em cima do meu homem, na minha frente.

Isa: e só também né? Acho ela sem graça, sei lá.

Luan: coitada da menina.

Fer: vai defender? – o olhei com os olhos semicerrados.

Luan: até você disse que ela canta bem ué.

Fer: disse que ela canta bem, não que você podia comer ela.

Luan: exagerada, só disse “coitada da menina”.

Fer: coitado do Tiago, tão sozinho. Acho que eu deveria fazer companhia pra ele, não acha meu amor? – o olhei irônica.

Luan: aah vai, fica brincando com isso mesmo. Daqui a pouco dou um chega pra lá nesse cara. – rimos.

Chegamos no local que dava acesso ao camarim, e de cara conseguimos entrar. Na hora que ele abriu a porta, ouvi a voz dela alegrinha.

Gabi: Luan, que honra ter você aqui. – na mesma hora segurei a mão de Luan, pra ela perceber. As meninas que estavam atrás da gente riram ao perceber.

Luan: que isso. Eu que fico honrado em poder assistir mais uma vez um show seu. – a cumprimentou com um abraço.

Gabi: aah é. – riu – Oi Bru. – abraçou a minha cunhada, nem olhou na minha cara. Ela me ignorou? – Essas aqui devem ser suas amigas né?

Bruna: também, mas essa aqui é minha cunhadinha. – apontou pra mim.

Gabi: Oii querida. – sorriu cínica pra mim e depois cumprimentou Isa normalmente.

Depois disso ela começou a conversar com Luan, e fingiu que eu nem existia ali do lado dele, saí de perto do Rafael e fui pra junto de minhas amigas. Ele se quer me olhou quando eu saí do lado dele, estava brava. Ele simplesmente esqueceu a gente ali, e ainda dava moral praquela menina.

Isa: vou voltar pra lá, Tiago é gato mesmo. Não posso dar espaço praquelas pirigas né!? – rimos.

Fer: vai lá amiga, marca território mesmo.

Isa: beijos. – saiu e Luan olhou de relance, mas voltou a falar normalmente com a menina.

Fer: acho que também vou voltar pra lá, não mereço ficar vendo isso. – revirei os olhos.

Bruna: não sai assim não, essa menina vai saber que te atingiu. O Pi deve ta fazendo isso de proposito, vai lá e fingi que tá tudo bem e diz pro Luan que vai voltar.

Fer: será? – a olhei duvidosa.

Bruna: claro menina, ainda da um selinho no final. – riu baixo.

Fer: me espera aqui, que nós saímos juntas. – ela assentiu.

Fer: Rafa. - cheguei perto de Luan e quando o mesmo me olhou, vi seu sorriso cínico. Minha cunhada estava certa, ele queria me deixar com ciúmes.

Luan: Oi amor. – sem saber ele estava me ajudando, me chamando de amor na frente dessa rapariga.

Fer: eu vou voltar para o camarote com a Bubu, tá?

Luan: não amor, vamos tirar foto antes.

Fer: precisa não, vamos ter outras oportunidades. Fica conversando com a sua coleguinha de profissão que eu vou lá. Beijo. – dei um selinho demorado nele – tchau querida. – acenei com a mão e dei de costa pra eles.

Bruna: assim que eu gosto. – sussurrou pra mim quando cheguei perto dela e saímos do camarim. – amiga, depois você da um gelo nele. – rimos.

Chegamos no camarote e Gabriel estava sozinho, provavelmente Tiago estava se pegando com Isa. Bruna foi até ele e eu fui pegar alguma coisa para eu beber no bar.

Luan ON

Fiz tudo de caso pensando, assim que descobri que ela cantaria ali na wood’s, já imaginei o que eu faria. Fer estava me deixando de cabelos brancos, com aquela mini e saia e ainda com o cara que estava ali com a gente, o tal de Tiago, qual eu mal conheço e já odeio. Enfim, eu morria de ciúmes e ela não ajudava, iria me vingar.

Sabia que a Gabi Luthai era louquinha pra ficar comigo, mas isso nunca havia acontecido e não iria acontecer também. Mas eu podia atiçar, Fernanda sabia disfarçar – diferente de mim – mas ela se corroía de ciúmes por dentro. Na maior “inocência” chamei ela para ir até o camarim, Bruna e Isa falaram pra ela ficar de olho na Gabi, mas Fer não ligou muito.

Quando a Gabi me deu uma brecha, vi ali o momento de começar a por minha vingança em pratica, Fer continuava do meu lado, suspirando para que notássemos o quanto tedioso estava pra ela, em alguns minutos ela já foi para o lado das amigas e via estampado no seu rosto o tamanho da sua insatisfação e ciúmes.

Ouvi o barulho da porta fechando e olhei disfarçadamente pensando ser ela saindo dali, mas vi que não e continuei minha conversa que nem eu prestava atenção. A Maria Fernanda já podia tomar alguma atitude, e ela tomou, mas não como eu esperava. Ela tinha percebido o meu joguinho e fingiu não se importar de novo, mesmo eu tendo a ignorado completamente nesses minutos que estivemos aqui.

Assim que ela saiu, pedi pra tirarmos a foto e tentei sair dali, mas ela me segurou uns 20 minutos ainda. Cheguei no camarote e Fernanda não estava aonde estávamos, nem o Tiago. Procurei na pista e nada, não acredito. Eles estavam juntos, é claro que estavam. Me traindo na minha fuça, puta que pariu.

Luan: cadê a Maria Fernanda? – perguntei pra minha irmã que estava com o namorado, ficante, sei lá o que dela.

Bruna: não sei, ela estava dançando aqui até agora e sumiu. – disse meio preocupada e eu passei a mão na testa nervoso, o que poderia ter acontecido?

Peguei meu celular pra ela e tinha uma mensagem da mesma.

“Rafael, estava sozinha e desconfortável ai eu decidi voltar pra casa. Estou pegando um taxi e provavelmente, nesse momento já estou em casa. Bjss”


Que merda eu fiz?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Capítulo 81

Bruna: baladinha, baladinha, baladinha... – falava animada.

Fer: eu não to afim de ir não, vou ficar com o Ber hoje.

Luan: aah não amor, borá... O Ber fica lá na mãe, por favor.

Fer: acho melhor não.

Luan e Bruna: baladinha, baladinha, baladinha... – falavam batendo palmas e eu revirei os olhos.

Fer: que saco vocês viu, vamos logo nesse trem. Eu hein.

Bruna: vou chamar o Gabriel. – disse pegando o celular.

Luan: que Gabriel?

Bruna: o do restaurante, Bernardo Gabriel. – falava enquanto mexia no celular.

Luan: vocês estão ficando?

Fer: imagina Luan, são coleguinhas só. – falei com deboche – Bru, chama o Ti também.

Luan: que porcaria de Ti o que?! Se ele for, eu não vou. – falou emburrado.

Fer: baladinha, baladinha, baladinha... – imitava ele há alguns minutos atrás.

Luan: eu to falando sério. – dizia com um bico e eu e Bruna rimos.

Fer: que buritinho gente, fazendo biquinho. – apertei o biquinho e ele continuava bravo. – Bru, chama o Ti, já que o Rafa não vai, o Tiago cuida de mim.  – pisquei pra ela que riu.

Bruna: beleza. – peguei Bernardo no colo e subi as escadas.

Luan: viada. – ele gritou antes de sair de casa.

Entrei no meu quarto, Bernardo ria a toa e falava tudo embolado, não entendia nada.

Fer: ta com fome meu amor? – perguntei enquanto ligava a TV.

Bernardo: mamãe. – o olhei e ele fez que não com o dedinho indicador, ri daquela cena e o apertei.

Fer: você gosta de ficar lá na vovó meu filho?

Bernardo: vovó Izete? – gargalhei.

Fer: é, você gosta de lá?

Bernardo: gostu. – dizia sem me dar atenção, já que o desenho parecia estar mais interessante.

Fer: a mamãe vai tomar banho ta? Fica aqui quietinho ok?

Bernardo: ta. – disse emburrado por eu estar “atrapalhando” o seu desenho.

Caminhei até a porta do banheiro, é só para implicar com ele voltei a falar.

Fer: vou deixar a porta do banheiro aberta ta? – ele se quer me olhou, só cruzou os braços emburrado. – qualquer coisa grita ta?! – ele me olhou bravo e eu ri entrando no banheiro.

Decidi lavar o cabelo, estava precisando e ainda ia dar sete horas, iria dar tempo de secar. Terminei alguns minutos depois e quando passei pelo quarto vi que Bernardo dormia de barriga pra cima, sorri como uma boa mãe babona que era. Fui até o closet e coloquei apenas a lingerie, e fui escolher a roupa que eu usaria mais tarde.

Depois de algum tempo escolhi um conjuntinho de cropped com uma saia, era lindo e um pouco simples, nunca tinha o usado. Tinha que aproveitar agora que a minha barriguinha ainda não aparecia.

Tinha que ligar para Isa ainda, eu havia me esquecido, ela andava meio brava talvez, ou chateada. Porque eu ficava mais tempo com Bru agora, mas era meio inevitável, ela morava na frente da minha casa. Mas eu concordo que ultimamente tenho a deixado de lado talvez, iria tentar mudar isso, afinal a Isa era minha melhor amiga, sempre esteve comigo.

Ligação ON

Fer: oooi amiga. – disse animada e ouvi sua risada.

Isa: ooi Munique.  Como foi o exame?

Fer: tenho uma novidade, vem aqui pra casa.

Isa: que novidade? Conta por aqui ué.

Fer: eu juro que vale a pena vir até aqui. E trás roupa que vamos para uma baladinha, venha logo que eu já to me arrumando.

Isa: balada? Não sei se eu quero.

Fer: por favor, faz tempo que a gente não vai amiga.

Isa: tá bom, to indo. Espero que valha a pena mesmo essa novidade.

Fer: vai valer, beijos meu amor. – desliguei sorrindo.

Ligação OF

Voltei para o quarto, e agora Ber dormia com a bundinha pra cima. Ele era espaçoso que nem o pai, se mexia muito na hora de dormir. Não aguentei e tirei uma foto, postando logo em seguida.


Bundinha 




Deitei ao lado dele com o maior cuidado, ele abriu o olho mesmo assim. Me olhou por alguns instante, sorriu  – covinhas, ain meu Deus – e se jogou em cima de mim, ele tinha esse pequeno costume, de dormir em cima de mim.

Com mais cuidado peguei meu celular e comecei a mexer no mesmo, entrei no insta, no twitter, respondi algumas mensagens no whats.

Luan: puta que pariu, se ta gostosa hein?! – entrou no quarto e eu olhei assustada.

Fer: o que ce ta fazendo aqui?

Luan: o Ber ta bem ai em cima né? – revirei os olhos rindo. – deixa eu também? – perguntou enquanto eu se aproximava.

Fer: pelamor Rafael, seu filho vai acordar.

Luan: vai nada. – pegou Bernardo no colo e colocou no outro lado da cama.

Se deitou em cima de mim e foi me beijar quando eu o parei.

Fer: Rafa para, a Isa ta vindo aqui. Vai pra sua casa, que a gente vai se arrumar.

Luan: eu não. – antes que eu reclamasse, ele me beijou.

Fer: amor, sério. – falei meiga, mas não funcionou.

Isa: valeu a pena mesmo hein?! – chegou rindo e eu com certeza fiquei vermelha.

Fer: caralho Luan Rafael, eu disse. – o empurrei e ele saiu de cima de mim rindo.

Isa: na presença do meu afilhado ainda.

Fer: esse menino que é abusado. Vai embora Rafael...

Luan: nada de roupa curta, ta me ouvindo?!

Fer: vai toma na bunda. – bagunçou o cabelo de Isa e saiu do quarto.

Isa: o que eu perdi? – colocou as coisas dela em algum canto e sentou perto de Bernardo.

Fer: não surta, mas eu to gravida e eu e Luan voltamos.

Isa: O QUE? – gritou e Bernardo acordou chorado. – aai meu amor, a dinda assustou foi?! – pegou ele no colo. – me explica.

Fer: aquela vez que eu tava na casa deles, que a gente transou. Lembra? Eu te contei já. – ela assentiu – então, eu engravidei. Descobri hoje, ai eu fui falar pra ele, e depois de um pouco de briga, a gente acabou voltando. – disse simples.

Isa: nossa, isso acontece todo dia né? – falou por conta do modo que eu falei.

Fer: ai amiga, sei lá. Acho que não fomos feitos pra ficarmos separados um do outro. – sorri boba.

Isa: sempre soube, agora vamos se arrumar. Tomara que tenha gatinhos pelo menos lá. – colocou Bernardo na cama e ligou a TV – que roupa você vai amiga?

Fer: pera ai – fui até o closet e peguei a roupa que eu tinha separado. – com essa aqui, nunca usei. Acho que vai ficar bom.

Isa: é claro que vai, é lindo esse conjuntinho. Graças a Deus já lavei o meu cabelo.

Começamos a nos arrumar, deixei o meu cabelo mais ondulado e Isa fez a minha maquiagem que ficou mara. Já o seu cabelo, ela deixou as pontas com os cachinhos mais definidos e eu fiz a maquiagem dela. Vesti a minha roupa e Isa foi dar um banho no afilhado antes de vestir a roupa que ela usaria.

Troquei Bernardo para que ela pudesse terminar de se arrumar e dei de mama para ele, nem arrumei suas coisas, na casa de sua vó já tinha um estoque de roupas dele. Coloquei um salto nude, que eu amava, era muito alto.  O vestido de Isa era lindo, preto curtinho com uns detalhes em renda na parte de cima.

Fomos até a casa da Mari, e que nos atendeu foi a própia.

Fer: ooi tia. – a abracei com Bernardo no colo.

Isa: Oii tia Mari. – entrou logo atrás.

Mari: ooi menina. – abraçou Isa. – oii meu bebê. – pegou Bernardo no colo que riu para a avó.

Fer: desculpa tia, ter que deixar o Ber de novo aqui. Mas os seus filhos insistiram tanto que eu tive que aceitar. – ri.

Mari: que isso, eu que gosto de ficar com ele. Agora que você e o Luan voltaram, o Ber não vai vir mais aqui pra casa. Falando em Luan, como que foi isso? Assim do nada?

Fer: com a vinda do bebê né tia, juntou a gente de vez.

Mari: nossa, o Ber já tem um ano e só agora que ele juntou vocês? – riu confusa.

Fer: não to falando do Ber tia, é dou outro bebê. -  falei como se fosse obvio.

Mari: outro bebê? – me olhou intrigada. – não me diga que você ta gravida de novo?

Fer: ué tia, o Rafael não te contou não?!

Mari: não. Mais um netinho? – me abraçou feliz enquanto Bernardo ria no colo da vó.

Luan: Meu Deus. – disse terminando de descer as escadas.

Fer: desculpa amor, pensei que você já tivesse contado.

Luan: não to acreditando nisso, caralho Maria Fernanda.

Fer: desculpa Rafael, não foi de propósito. Eu hein...

Mari: vamos lá em cima com o vovô?!! – falava com Bernardo enquanto subia as escadas.

Luan: que tamanho de roupa é essa? – falou sério enquanto analisava a minha saia e Isa caiu na risada.

Fer: não acredito que você fez esse drama todo por causa da minha saia.

Luan: da pra ver tudo caramba. – tentou abaixar e eu o empurrei.

Fer: Luan Rafael, você pode parar de dar piti, se não eu vou pegar o meu carro, e vou sozinha com as meninas pra essa balada. – disse indignada enquanto Isa ria da situação.

Luan: que merda viu? Vamos logo. – disse emburrado.

Isa: e a Bru?

Luan: ela ta em um salão ai, vamos passar lá pra pegar ela. Já está pronta.

Fomos até o seu carro, e eu e minha amiga íamos conversando, enquanto Luan continuava com a cara fechada. Paramos no salão e eu e Isa descemos para chamar Bruna.

Luan: abaixa esse trem. – gritou do carro e eu o ignorei.

Entramos no salão e ela pagava, cumprimentei algumas pessoas conhecidas. Aproveitei para tirar foto com as meninas, já que não daria tempo depois.

Fer: amiga, tira do meu look todo por favor. – entreguei meu celular para Isa e fiz algumas poses.

Voltamos para o carro, no banco de trás as meninas iam conversando sobre o Tiago, que Isa tinha que pegar ele, porque era gostoso e estava na pista para negócios.

Fer: amiga, pega mesmo. É gato, simpático e muito de boa... Se eu fosse você, pegava. – Luan me olhou sério.

Luan: se eu fosse você, pegava. – fez uma voz fina, na tentativa de imitar a minha, e nós três rimos da sua cara de deboche.

Postei a foto que eu tinha editado, do meu look:


Apaixonada nesse conjuntinho da @dafiti 




Chegamos na tal balada e as meninas desceram primeiro.

Fer: olha, se você continuar com essa cara de cu ai, eu vou lá dançar e esquecer que você existe. Tá me ouvindo?

Luan: aah é, experimenta pra você vê. Faço um escândalo nessa joça.


Fer: que faça. – desci do carro e ele veio logo atrás, colocando a mão na minha cintura. Cínico. 






Nem sei se é da dafiti, peguei uma marca aleatória kkkkk beijoos...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Capítulo 80

Luan ON

...

Demorei alguns segundos pra raciocinar onde eu estava, e assim que me dei conta um sorriso escapou dos meus lábios, e depois de anos pude relembrar a sensação de ter a minha menina em meus braços.  Olhando assim até soa dramático, mas juro que não é, ela com a sua cabeça repousada em meu peito, respiração pesada, enquanto uma de suas pernas se encontra entrelaçada com as minhas. Isso realmente é algo que não sinto há muito tempo, e agora me sinto completo, tudo que eu pedi a Deus, foi difícil e demorado esse desejo, mas seria sem graça demais se fosse fácil. Se quer teria histórias para contar para os meus filhos e netos.

Com cuidado para não acorda-la peguei meu celular que estava na mesinha ao lado da cama, já se passavam das seis da tarde, havia algumas ligações e mensagens da Piroca, perguntando onde eu estava, a respondi com um simples “to bem, não se preocupa”, não era a hora de revelar tudo ainda, ela primeiro mandou um emoji e logo em seguida mandou “pode deixar que eu cuido do seu filho...”, ela estava brava, só visualizei e não respondi, ela acharia que eu estava fazendo pouco caso com Ber e ficaria puta, mas quando soubesse o motivo ela me perdoaria.

Tentei tirar seu rosto de meu peito, para que eu pudesse levantar, mas no mesmo instante ela acordou assustada.

Fer: que isso? – passou a mão pelos cabelos desgrenhados.

Luan: eu ué. – disse simples e ela riu.

Fer: que susto. – se cobriu de novo e me puxou para mais perto dela.

Luan: eu estava com saudades. – sussurrei.

Fer: posso te contar um segredo? – também sussurrava e eu assenti – eu estava com mais saudades ainda. – eu ri pelo nariz beijando sua testa.

Luan: impossível. – ficamos alguns minutos em silêncio.

Fer: Rafa. – dizia baixinho.

Luan: fala.

Fer: o que nós somos? – perguntou enquanto brincava com um cordão que estava em meu pescoço.

Luan: como assim o que nós somos?! FerLu oras. – falei como se fosse óbvio.

Fer: não seu idiota. – deu um tapinha no meu peito. – A gente voltou? – me olhou.

Luan: nós nunca estivemos separados. – disse sorrindo e ela veio pra cima de mim me beijando.

Quando nos faltou o ar ela encerrou o beijo com alguns selinhos, enfiou a cabeça na curva do meu pescoço e entre alguns beijinhos que ela distribuía naquela região ela soltou um “eu te amo” abafado.

Luan: não mais que eu.

Fer: vou buscar o Ber lá na sua casa, tadinho. – tentou se levantar, mas eu a puxei de volta.

Luan: não, amanhã a gente pega ele, vamos curtir. Já falei com a Piroca, ela vai cuidar dele.

Fer: Rafael, o que vão pensar de mim? Até parece que sou uma mãe desnaturada, eu hein.

Luan: para com isso. – a beijei – já é quase sete horas, amanhã a gente vê ele. Na verdade amanhã eu vou fazer um churrasco lá em casa.

Fer: pra que?

Luan: como assim pra que? Pra anunciar que a gente voltou.

Fer: frescura. – sussurrou. – Rafa, lembra a noite que eu engravidei do Bê? – assenti – eu cantei uma música do Jorge e Mateus, agora você canta.

Luan: ta bom, mas você sabe bem o que a gente fez depois que você cantou né?

Fer: safado, eu tentando ser romântica e você me vem com essa.

Luan: então ta, juro que não vai faltar romance. – a puxei para um beijo mas ela o parou.

Fer: canta primeiro, senão não.

Luan: chantagista.

Peguei seu violão que ficava em um suporte perto de sua cama, me sentei de novo e logo comecei a dedilhar as cordas.

To virado já tem uns três dias
To bebendo o que eu jamais bebi
Vou falar o que eu nunca falei
É a primeira e a última vez
Eu sosseguei

Ontem foi a despedida da balada dessa vida de solteiro
Eu sosseguei
Mudei a rota e meus planos o que eu tava procurando
Eu achei, em você

Se quer cinema eu sou o par perfeito
Quer curtir balada já tem seu parceiro
Vou ficar em casa amando o dia inteiro
E dividir comigo o seu brigadeiro

Nessa vida agora somos dois, três, quatro
Quantos você quiser
A partir de hoje sou um homem de uma só mulher

Maria Fernanda ON

Depois que ele colocou o violão em seu devido lugar, nem o esperei voltar pra cama e tomei a iniciativa de beija-lo, sua língua explorava cada canto da minha boca, assim como suas mãos trilhavam um longo caminho pelo meu corpo, minha lucidez se esvaiu quando suas mãos passaram por baixo da sua camiseta – que eu usava – tocando minha barriga, o toque de seus dedos gelados fizeram com que eu me arrepiasse por completo, ele subiu as mãos geladas até tirar “minha” camiseta. O volume em sua box era muito visível, a cueca contornava cada traço de seu membro me deixando com água na boca.
Abaixei a mesma e olhei para ele que sorria malicioso para mim, segurei firme em seu membro e senti ele estremecer, comecei a movimentar minha mão lentamente, aumentei a velocidade e olhei para ele, ele estava mais sexy do que o normal, com aqueles olhinhos fechados e a boquinha rosada entre aberta soltando abafados gemidos roucos.
Seus gemidos começaram a aumentar quando ele sentiu minha boca tocar seu membro, agora eu o masturbava freneticamente com a boca, as mãos dele foram ao meu cabelo tentando guiar meus movimentos, deixei que ele me guiasse e não demorou muito para que um gemido sensualmente alto vir dele, parei antes que ele gozasse e o mesmo me olhou bravo.
Ele me ajudou a levantar, agindo rápido ele retirou meu sutiã, sua boca me fez gemer ao tocar meu seio, brincando com um e chupando outro ele quase me fez gozar. Ele se sentou em uma poltrona que tinha ali e me puxou pela cintura me fazendo ficar entre suas pernas, lentamente ele pegou em minha calcinha e a escorregou até retira-la completamente, antes que ele pudesse fazer qualquer movimento escutamos batidas na porta.
Bruna: amiga, ta tudo bem? A porta lá de baixo estava aberta, ai eu entrei. – o encarei brava por ter esquecido da porta.

Fer: ta sim, devo ter esquecido. To trocando de roupa e já abro a porta daqui do quarto.

Bruna: beleza, vou esperar com o Ber lá na sala.

Fer: ok. Viu o que você fez, idiota. – sussurrei a ultima frase.

Luan deu risinho e foi rápido em me puxar para sentar em seu colo, me encaixei em seu membro e comecei a cavalgar em seu colo, a sensação de perigo e de quase sermos pegos deixou tudo mais excitante, Rafa e eu gemíamos baixinho quando não estávamos nos beijando. Me surpreendendo Luan fez eu parar de cavalgar,  se levantou comigo ainda em seu colo e sem delicadeza alguma me jogou na cama.

Ele começou a me penetrar com sua língua me fazendo gemer alto de tanto prazer, enquanto me penetrava ele introduziu um dedo fazendo com que eu me contorcesse de tanto tesão. Rafa se deitou em cima de mim, e começou a me penetrar com seu membro, eu já estava desesperada, beijava ele no intuito de conter meus gemidos.

Fer: amor, a gente tem que parar. – disse com um pouco de dificuldade enquanto ele continuava com seus movimentos.

Luan: eles podem esperar mais um pouco. – beijava meu pescoço.

Fer: não podem não, ela vai desconfiar. – saí de baixo dele e fui jogar uma água no meu corpo.

Depois de me refrescar com uma ducha rápida, saí do banheiro e Luan estava na minha cama, já com sua box enquanto usava o celular. Entrei no closet e coloquei um short jeans, e uma regatinha simples.

Fer: nem pense em sair daqui desse quarto ouviu? – ele assentiu fazendo careta. – eu to falando sério.

Luan: você vai dizer pra ela que está gravida?

Fer: vou né, ela e a Isa sabiam que eu ia fazer esses exames de rotina. A pedido do médico...

Luan: ela vai perguntar se você já me contou.

Fer: e eu vou inventar alguma coisa. – coloquei meu chinelo e desci.

 Bruna: até que enfim - disse assim que ela me viu. – que demora pra trocar de roupa. – semicerrou os olhos.

Fer: é que eu tava com um pouco de dor de cabeça, ai fiquei procurando um remédio lá. – sorri sem mostrar os dentes e peguei Ber que estava no chão, dando um cheiro nele. – que saudade do meu neném.

Bruna: e os exames? Alguma coisa fora do normal?

Fer: é, mais ou menos. – ela pareceu um pouco preocupada. – é que, eu to gravida.

Bruna: GRAVIDA? – gritou depois de se levantar, e Bê a olhou arregalado, um pouco assustado talvez. – gravida de quem Maria Fernanda?

Luan: de mim ué. – apareceu na sala e eu queria o matar.

Fer: Luan Rafael, eu te mandei ficar no quarto. Meu Deus vei... – suspirei.

Bruna: quando que você... coisaram? Eu pensei que vocês estavam brigados.

Fer: aquela vez, que nós estávamos assistindo série e ele chegou lá no quarto, e você saiu. Ai a gente acabou coisando... – disse com certeza vermelha.

Bruna: então vocês voltaram?!! – falou com um sorrisinho no rosto.

Luan: é claro né. – passou o braço pelo me pescoço e eu tirei.


Bruna: dor de cabeça né safadinhos. – gargalhou jogando uma almofada em Luan, Bernardo riu junto com a tia, mesmo sem entender nada.